Família real britânica: as alcunhas que ficam à porta dos títulos oficiais, que foram agora revelados publicamente.
Um antigo funcionário de Carlos III revelou como eram guardados os contactos dos príncipes nos telemóveis. Outros relatos recordam os nomes carinhosos usados entre familiares, de “Lilibet” a “Fred” e “Gladys”.
O número de um príncipe guardado num telemóvel não vinha necessariamente acompanhado pelo seu nome. Segundo Jack Stooks, que trabalhou durante 21 anos como jardineiro de Carlos III em Highgrove, os funcionários recorriam a alcunhas para proteger a identidade dos contactos da família real britânica.
À GB News, o antigo funcionário explicou que William e Harry comunicavam diretamente com os trabalhadores, incluindo através do WhatsApp.
“Lembro-me de os príncipes William e Harry terem sempre os telemóveis mais recentes”, contou. “Eles davam os números aos funcionários para podermos contactá-los sobre questões logísticas. Eles também tinham os nossos números e enviavam-nos mensagens no WhatsApp se precisassem de alguma coisa.”
Os nomes escondidos nos contactos
A identificação dos membros da família obedecia, segundo Stooks, a uma precaução: “Não podíamos guardá-los com os nomes verdadeiros, por isso tinham alcunhas.”
Na mesma entrevista, revelou: “O William era ‘Bobcat’, o Harry era ‘Baz’, e quando a Catherine entrou para a família, tornou-se ‘Mrs. Bobcat’.”
Em declarações à Fox News Digital, em nome da OLBG, acrescentou que apenas um número limitado de funcionários tinha acesso àqueles contactos.
“Tínhamos a família com nomes diferentes, para que, se o telemóvel de alguém fosse roubado, o número pudesse ser diferenciado”, explicou. “Assim, ninguém sabia qual era qual. Eles mudam todos os números regularmente, por isso já não tenho nenhum dos números deles.”
Neste segundo relato, Stooks referiu uma alcunha diferente para William.
“A alcunha que dei ao Harry no meu telemóvel era ‘Baz’”, afirmou. “Ele sempre foi chamado de ‘Baz’ pelos amigos, por isso adotei isso. Pelo que me lembro, o William era ‘Wombat’, novamente porque era assim que os amigos o chamavam.”
“És uma lenda”: a resposta de William aos funcionários
Nas recordações do antigo jardineiro, William procurava perceber se os funcionários estavam ocupados antes de lhes pedir ajuda.
“Ele pode ter muitos privilégios, mas o William nunca foi de exigir algo aos funcionários”, disse à GB News. “Era mesmo educado. Verificava sempre o quão ocupado eu estava antes de me pedir para fazer recados. E sempre que eu dizia que ia fazer algo pelo William, ele respondia sempre: ‘És uma lenda’.”
Stooks descreveu também uma família que recorria às aplicações de mensagens para conversar com amigos e familiares.
“Eles têm grupos com os amigos, e também há um grupo familiar com os primos reais, incluindo o príncipe William, a Zara Tindall, o Peter Phillips e as irmãs York”, revelou.
“São muito parecidos com qualquer outra família quando se trata de manterem contacto através dos telemóveis.”
Isabel II entre “Sharon”, “Gary” e “Lilibet”
Ouvido pela Fox News Digital, o comentador Ian Pelham Turner referiu que alguns nomes estavam associados a questões de segurança.
“Quando tinham um problema de segurança, o William e a Kate eram conhecidos como Danny Collins e Daphne Clark, DC”, afirmou. As iniciais remetiam, segundo explicou, para os anteriores títulos do casal: “Por outras palavras, Duque e Duquesa de Cambridge.”
Quanto a Isabel II, acrescentou: “A falecida rainha era sempre conhecida como Sharon, acredite-se ou não, apenas pelo simples S, que significava soberana.”
A especialista Hilary Fordwich recordou uma história de infância de William que deu origem a outro nome.
“Quando o príncipe William, ainda menino, caiu no Palácio de Buckingham, foi ouvido por um convidado a gritar: ‘Gary! Gary!’”, contou. “A rainha disse ao convidado surpreendido: ‘Eu sou a Gary. Ele ainda não aprendeu a dizer ‘Granny’ [Avó]’.”
Já “Lilibet” nasceu da dificuldade de Isabel II em pronunciar o próprio nome quando era criança. O avô, Jorge V, adotou essa forma de a tratar, que também seria usada pelo príncipe Filipe. Mais tarde, Harry e Meghan escolheram o nome para a filha.
Os nomes carinhosos de Filipe para a rainha
Ian Pelham Turner lembrou que o marido de Isabel II tinha outras formas de se dirigir à mulher.
“E depois pensaria: ‘Por que razão a rainha, Elizabeth, seria chamada por outra alcunha que não Sua Majestade?’”, questionou. “O príncipe Filipe costumava chamar à rainha Cabbage.”
A comentadora Helena Chard associou a expressão ao francês mon petit chou, que significa literalmente “minha pequena couve” e é usado como tratamento afetuoso.
“Acredito que ele também a chamava carinhosamente de ‘sausage’”, acrescentou à Fox News Digital.
Carlos e Camilla também são “Fred” e “Gladys”
Entre Carlos III e Camilla, as alcunhas foram associadas por Ian Pelham Turner a um programa de humor radiofónico.
“O rei Carlos e a rainha Camilla, chamam-se assim? Não”, afirmou.
“Eles chamam-se Fred e Gladys. Porquê? Porque nas décadas de 1950 e 1960, o príncipe Carlos ouvia um programa de rádio todas as semanas chamado ‘The Goon Show’, que era um programa de comédia onde Fred e Gladys eram chamados. Quando começou um romance com a rainha Camilla, a piada também começou. Foi aí que Fred e Gladys começaram.”
Hilary Fordwich recordou ainda um termo usado publicamente por Carlos num discurso da British Asian Trust, quando era príncipe de Gales.
“Em 2022, o rei foi ouvido num evento a referir-se à Camilla como ‘Mehbooba’, a palavra urdu para ‘minha amada’”, explicou.
Diana era “Dutch” para a família
Na família Spencer, Diana também tinha uma alcunha que a acompanhava desde pequena.
“A família da princesa Diana sempre se referiu a ela como ‘Dutch’, abreviatura de ‘Duchess’. Ela não era uma duquesa de facto, mas a família deu-lhe essa alcunha porque ela sempre se comportou assim quando era jovem. A alcunha dela para o irmão, Charles Spencer, era ‘Carlos’”, contou Hilary Fordwich.
Charles Spencer confirmou, numa entrevista, que a irmã era chamada “Dutch” devido ao seu “ar muito refinado” e que lhe chamava “Carlos”.
Segundo Fordwich, William usou o nome “Steve” durante a universidade para passar despercebido. A especialista referiu também alcunhas menos afetuosas: “Os cortesãos há muito que se referem ao príncipe Harry e ao antigo príncipe André como os ‘Dukes of Hazard’, o que não precisa de explicação.”
Por sua vez, Turner alegou: “Quando a Kate fica um pouco chateada com o William, ela começa a usar os nomes de ‘Baldy’ e ‘Big Willy’.” A afirmação também foi feita pelo autor Tom Quinn. Um porta-voz do Palácio de Kensington já indicou à Fox News Digital que o palácio não comenta livros.
Carlos não partilhava o entusiasmo dos filhos pela tecnologia
Apesar da utilização do WhatsApp descrita por Jack Stooks, o antigo funcionário recorda Carlos como alguém pouco interessado no telemóvel.
“O rei não usava realmente tecnologia nenhuma quando eu lá trabalhava”, afirmou à GB News.
“Ele tinha um telemóvel muito antiquado e básico, mas nunca o usava. Lembro-me de o William e o Harry tentarem que ele se mantivesse atualizado. Estavam sempre a incentivá-lo a usar o telemóvel, mas ele não estava interessado. Não era fã de todo.”
