Felipa Garnel recorda relação com Francisco Pinto Balsemão: ‘Zangado comigo e eu com ele. Nunca pensei sentir-me triste com a sua morte’

Felipa Garnel recorda relação com Francisco Pinto Balsemão: ‘Zangado comigo e eu com ele. Nunca pensei sentir-me triste com a sua morte’, disse.

A jornalista revela emoção e admiração ao despedir-se do fundador da SIC e do Expresso

Felipa Garnel usou as redes sociais para prestar uma sentida homenagem a Francisco Pinto Balsemão, que morreu esta terça-feira, aos 88 anos.
Numa mensagem profundamente pessoal, a jornalista e antiga diretora da TVI e da Caras recordou a sua ligação ao fundador da SIC e do Expresso, marcada por altos e baixos, mas também por respeito e reconhecimento.

Logo no início, Felipa Garnel admitiu:
“A minha relação com Balsemão foi tumultuosa. Trabalhei com ele vários anos, foi ele que me escolheu, estava eu na RTP, para ser editora e mais tarde diretora da revista Caras.”

A jornalista revelou ainda que a saída da editora Abril/Controljornal não foi bem recebida pelo empresário:
“Não gostou quando saí da, à época, Abril/Controljornal, mas, como o meu caminho era a SIC, pela mão de Rangel, aceitou.”


“Nunca pensei sentir-me triste com a sua morte. Mas senti. Muito.”

Numa reflexão sincera, Felipa Garnel partilhou também o lado emocional desta despedida inesperadamente dolorosa.
“Conhecia-o de miúda, ele era primo direito de uma tia minha, mas nem por um segundo essa ‘proximidade familiar’ me beneficiou, no que quer que fosse. Pelo contrário…”, escreveu, sublinhando que a relação profissional foi sempre exigente.

- Publicidade -

Mais adiante, desabafou sobre o impacto da morte de Balsemão:
“Este texto não serve para ajustes de contas, muito menos para lamentos. É apenas uma constatação de que devemos ter a grandeza de nos libertarmos de quezílias em vida. Ontem Balsemão partiu. Zangado comigo e eu com ele. Nunca pensei sentir-me triste com a sua morte. Mas senti. Muito.”


“Foi um farol de liberdade”

Felipa Garnel fez ainda questão de enaltecer o legado deixado pelo antigo primeiro-ministro e empresário, destacando o seu contributo para a comunicação social em Portugal.

“Talvez por saber que, apesar de tudo, haverá sempre, para quem trabalhou na comunicação em Portugal, um antes e um depois de Balsemão.”, afirmou.
De seguida, sublinhou o papel do fundador da SIC e do Expresso como símbolo de independência e liberdade:
“Numa altura em que a comunicação social está ameaçada pelo mundo fora, Francisco Pinto Balsemão foi um farol de liberdade. De liberdade de expressão e de pensamento.”

A publicação termina com uma mensagem de carinho dirigida à família:
“Que essa sua luz continue a iluminar e a inspirar a imprensa em Portugal. À sua família, em especial à Tita, deixo aqui um beijo.”

Veja a publicação AQUI.

- Publicidade -

Destaques

Rúben Pacheco Correia: o talento que a televisão deixou demasiado tempo à espera

Rúben Pacheco Correia: o talento que a televisão deixou...

Florence + The Machine deu ao NOS Alive o melhor concerto da edição de 2026

Florence + The Machine deu ao NOS Alive o...

Beatriz Felício no NOS Alive: uma voz jovem que respeita o fado sem fechar a porta ao mundo

Beatriz Felício no NOS Alive: uma voz jovem que...

Teddy Swims no NOS Alive: uma estreia arrebatadora feita de voz, verdade e entrega

Teddy Swims no NOS Alive: uma estreia arrebatadora feita...

NOS Alive terminou entre a apatia de Don West e o regresso avassalador dos Buraka Som Sistema

NOS Alive terminou entre a apatia de Don West...
- Publicidade -

Reportagens

- Publicidade -

Artigos relacionados