Portugal despede-se de Francisco Pinto Balsemão: fortuna milionária será dividida por seis herdeiros, segundo foi revelado.
Um adeus a uma figura incontornável da vida pública portuguesa
Portugal despediu-se esta terça-feira de Francisco Pinto Balsemão, uma das figuras mais marcantes da história recente do país. O fundador do PSD, antigo primeiro-ministro e criador do grupo Impresa, faleceu aos 88 anos, deixando um legado político, empresarial e mediático que moldou várias gerações.
A sua morte representa o fim de uma era que atravessou o jornalismo, a política e o mundo dos negócios. A cerimónia de despedida contou com a presença de familiares, amigos e figuras públicas, num tributo a uma vida dedicada ao serviço público e à liberdade de imprensa.
Uma vida marcada pela família
Francisco Pinto Balsemão deixa uma família numerosa, composta por cinco filhos, 14 netos e um bisneto recém-nascido. O empresário partilhou os últimos anos da sua vida com Tita (Maria Mercedes Aliu Presas), com quem teve dois filhos: Joana (Presas Pinto Balsemão) e Francisco (Pedro Presas Pinto Balsemão).
Do primeiro casamento com Maria Isabel de Lacerda Rebelo Pinto da Costa Lobo, nasceram Mónica e Henrique (da Costa Lobo Pinto Balsemão).
Além destes, o antigo primeiro-ministro teve ainda outro filho, Francisco, fruto da relação com Isabel Maria Supico Pinto, reconhecido legalmente a 28 de janeiro de 1975, no Tribunal Cível de Lisboa, como descendente legítimo.
Uma herança avaliada em 40 milhões de euros
Os seis herdeiros diretos serão agora responsáveis pela divisão de uma fortuna estimada em cerca de 40 milhões de euros, embora fontes próximas admitam que o valor real dos bens poderá ultrapassar esse montante.
O espólio inclui contas bancárias, aplicações financeiras e várias propriedades, entre as quais se destaca uma mansão na Quinta da Marinha, símbolo da vida de sucesso que Francisco Pinto Balsemão construiu ao longo das últimas décadas.
O futuro incerto da Impresa
A morte do fundador da Impresa, grupo proprietário da SIC e do Expresso, acontece num momento particularmente delicado. Estão em curso negociações para uma possível venda do grupo à MediaForEurope, empresa italiana detida pela família Berlusconi.
