Gustavo Santos reafirma declarações polémicas sobre Nuno Markl e rejeita arrependimento, em recente entrevista.
Nas últimas semanas, Gustavo Santos esteve no centro de uma forte polémica. O tema voltou agora à atualidade após novas declarações à revista Nova Gente, onde comentou as palavras usadas sobre o AVC sofrido por Nuno Markl.
Sem recuos nas palavras utilizadas
Desde logo, Gustavo Santos deixou claro que não se arrepende dos termos que escolheu. O antigo apresentador explicou a razão de ter falado publicamente.
“A verdade, normalmente, é controversa, sobretudo quando nos responsabiliza. Falei publicamente porque senti que devia fazê-lo”, afirmou.
Assim, justificou o uso de adjetivos que geraram indignação generalizada.
Crítica à reação pública de solidariedade
Por outro lado, Gustavo Santos considerou que muitas manifestações de apoio a Nuno Markl ficaram aquém do essencial. Na sua perspetiva, faltou abordar as causas profundas do problema.
“O Nuno é uma pessoa muito acarinhada pelo público e tudo o que lia sobre o que se estava a passar (…) era superficial e banal. Desejar as melhoras a alguém que está doente é superficial. Enviar-lhe força é banal”, defendeu.
Objetivo era alertar para estilos de vida
Além disso, o escritor rejeitou a ideia de ter atacado o humorista de forma gratuita. Segundo explicou, a intervenção teve um propósito concreto.
“Era preciso alguém lembrar as causas que, verdadeiramente, o tinham deixado naquele estado. E foi isso mesmo que fiz”, garantiu.
Para ilustrar a sua atitude, recorreu a uma metáfora forte.
“Levantei um espelho gigante à sua frente para que ele e os seus admiradores se pudessem olhar e perceber que, se fizerem escolhas semelhantes às dele, em breve estarão eles a caminho do hospital”, alertou.
Resposta às acusações de insensibilidade
Confrontado com as críticas de insensibilidade e busca de impacto mediático, Gustavo Santos foi categórico.
“Não, nunca tive intenção de chocar. Chocante já era o que ele estava a viver”, respondeu.
Indiferença perante críticas públicas
Por fim, o antigo apresentador mostrou-se imune à onda de reprovação vinda de outras figuras públicas.
“O meu coração é enorme (cabe toda a gente) e a minha cabeça é à prova de bala como o carro do Papa”, ironizou.
Encerrando a posição, deixou ainda uma crítica ao meio mediático.
“Interessa-me muito pouco (ou nada) o que pensam sobre mim, sobretudo quando vem de figuras públicas que podiam ter um tremendo impacto positivo no País, mas que escolhem interessar-se mais sobre os outros do que sobre elas próprias”, concluiu.

