INEM emite comunicado sobre “falta de preparação” e “inação”

O INEM emitiu um comunicado relativamente a uma notícia da agência Lusa.

A propósito da notícia veiculada hoje pela Agência Lusa, intitulada “Covid-19: Técnicos de emergência pré-hospitalar criticam falta de coordenação do INEM”, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) vem prestar os seguintes esclarecimentos:

Os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM fazem o encaminhamento de doentes urgentes/emergentes de acordo com as redes de referenciação hospitalares instituídas, tendo ainda em consideração fatores como o estado clínico dos doentes, a proximidade das unidades hospitalares, as valências clínicas disponíveis e a disponibilidades das unidades de saúde para receção de utentes.

A informação sobre os tempos de atendimento dos Serviços de Urgência (SU), a taxa de ocupação dos hospitais e as vagas existentes (para “doentes covid” e “não-covid” e nas várias valências de Medicina Intensiva) são monitorizadas em permanência pelo INEM. Desta forma, e ao contrário do que o presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) alega, o trabalho de referenciação dos CODU é permanente e resulta de uma articulação muito próxima entre o INEM, as ARS e os hospitais, revelando coordenação entre o INEM e as várias entidades no SNS. 

- Publicidade -

Em situações de elevada pressão sobre um hospital, os CODU podem, transitoriamente, desviar doentes para outras unidades de saúde, sempre em articulação com todos os hospitais envolvidos e as respetivas ARS e desde que esse procedimento não coloque em causa a segurança dos doentes. Este mecanismo, saliente-se, é transitório e apenas pode ser implementado pelos CODU quando existe capacidade dos hospitais vizinhos para absorverem esses doentes. No entanto, num momento como o que atualmente se atravessa de pressão generalizada sobre todos os SU, o desvio de ambulâncias para outros hospitais não é possível ou apenas é exequível em situações muito concretas e pontuais. 

Desde o início do ano, os CODU do INEM atenderam uma média diária de 4.300 chamadas de emergência, o que representa um acréscimo de cerca de 200 chamadas/dia face a igual período do ano anterior.

Por outro lado, os profissionais do INEM e os seus parceiros no Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM), Bombeiros e Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), têm estado altamente empenhados na resposta a todas as situações emergentes e tem sido possível reforçar pontualmente o dispositivo de meios de socorro, através de uma articulação direta do INEM com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e a CVP. 

Atendendo ao impacto da pandemia, o INEM tem procurado ajudar a reforçar a capacidade de resposta dos Hospitais através da disponibilização de Unidades de Campanha e Estruturas de Retaguarda, com o objetivo de serem criados espaços para realização de triagem e tratamentos em ambulatório, aliviando a pressão sobre o SU, em momentos de maior afluxo de doentes aos hospitais. São exemplos as estruturas que mantém no Hospital de São João e que colocou ontem no Hospital de São Bernardo, em Setúbal. Este tipo de Unidades tinham já sido instaladas no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, no Hospital Padre Américo de Penafiel, e na cidade de Ovar.

O INEM desconhece ainda de que forma se concretizaria a criação de “equipas de reforço”, sugeridas pelo STEPH em comunicado do passado dia 16 de janeiro, tendo-se disponibilizado imediatamente para reunir com a Direção do STEPH, que respondeu que apenas terá disponibilidade para realizar essa reunião no dia 29 do corrente mês ou no dia 2 de fevereiro.

De qualquer modo, parece evidente que a principal causa para que a admissão de doentes aos SU não seja mais rápida assenta na dificuldade, generalizada, em acomodar o elevado número de doentes que necessitam de internamento hospitalar, não sendo com a criação de equipas de reforço que o INEM poderá ajudar a solucionar a eventual falta de espaço e de vagas nas unidades hospitalares.

A este propósito, o INEM não pode deixar de condenar a postura do STEPH que, num momento como o atual, procura tirar dividendos de uma das situações mais dramáticas que o nosso país alguma vez enfrentou, adotando uma postura que apenas contribui para semear a discórdia e a desconfiança sobre a atuação do INEM e dos seus parceiros do SIEM junto da população.

O INEM gostaria ainda de recordar que, nesta fase, mais do que nunca, todos os cidadãos devem contactar o Número Europeu de Emergência – 112 somente em caso de emergência, mas que podem e devem continuar a confiar no Sistema Integrado de Emergência Médica. Deverão colaborar com os profissionais do CODU para uma correta triagem de todas as situações e seguir as indicações dadas. 

Em todas as outras situações não emergentes, deverão entrar em contacto com a linha SNS24 – 808 24 24 24 – para obterem a referenciação e aconselhamento adequados. 

Por fim, o INEM gostaria de reconhecer a dedicação e entrega de todos os seus profissionais e parceiros no SIEM pelo esforço no desempenho de uma missão que é de todos.

- Publicidade -

Destaques

Pavlidis arrancou o Benfica do sufoco e Prestianni incendiou a Luz

Pavlidis arrancou o Benfica do sufoco e Prestianni incendiou...

Elisa abriu no Olga Cadaval uma janela para o próximo capítulo

Elisa abriu no Olga Cadaval uma janela para o...

Carminho fechou o Caixa Alfama entre o amor que mata e a coragem de resistir

Carminho fechou o Caixa Alfama entre o amor que...

Filipa Cardoso levou a alma do bairro para o Palco Caixa e Alfama reconheceu-se nela

Filipa Cardoso levou a alma do bairro para o...

Gonçalo Salgueiro escolheu ser feliz e deu ao Caixa Alfama um concerto avassalador

Gonçalo Salgueiro escolheu ser feliz e deu ao Caixa...
- Publicidade -

Reportagens

- Publicidade -

Artigos relacionados