Joana Amaral Dias critica Pirâmide Alimentar: “Uma das maiores mentiras da Humanidade”

Joana Amaral Dias critica Pirâmide Alimentar: “Uma das maiores mentiras da Humanidade”, assinalou nas redes sociais.

Depois de recentes confrontos com Luís Montenegro, Pedro Nuno Santos e Henrique Gouveia e Melo, Joana Amaral Dias voltou a destacar-se com uma nova polémica. Desta vez, o alvo das críticas foi a tradicional Pirâmide Alimentar, que a candidata do partido ADN classificou como “um crime contra a Humanidade”.

Através de uma longa publicação feita esta sexta-feira, 6 de junho, na rede social Instagram, Joana Amaral Dias partilhou uma dura crítica ao modelo alimentar ensinado nas escolas e promovido pelas entidades de saúde ao longo das últimas décadas.

“Uma das coisas que me recordo vividamente da escola primária é um quadro com a Pirâmide Alimentar. Não apenas era uma referência constante nas aulas, como foi ela que me levou a descobrir uma das maiores mentiras da humanidade: um triângulo com a base composta por carbo-hidratos como pão, massa e arroz, e um topo com a carne e o peixe. Tal prefigura uma forma errada e muitíssimo perigosa de comer”, escreveu.

Segundo a ex-deputada, a construção da pirâmide não resulta da ciência, mas sim de interesses económicos ligados à indústria alimentar.

“Pirâmides dos Mitos. Realmente, a mistura da ciência com o dinheiro só pode parir crias cegas gananciosas e a Pirâmide Alimentar é mesmo essa malformação com muito de interesses da indústria e muito pouco de científico”, acrescentou.

Ao justificar a sua posição, Joana Amaral Dias evocou a evolução biológica da espécie humana, defendendo um modelo alimentar assente principalmente no consumo de proteína animal.

“Somos animais omnívoros dependentes de grandes ingestões de carne, caçadores e recolectores que comiam quando possível. Só muito mais tarde na evolução adviemos agricultores incorporando grãos como um alimento regular. Daí que a base deva ser carne, ovos e lacticínios, seguida de vegetais. Tudo o que tem muito açúcar – grãos ou até fruta – tem que ser consumido com moderação”, sublinhou.

Além disso, alertou para os efeitos das mudanças alimentares das últimas décadas na saúde pública, apontando o excesso de peso como uma das consequências mais graves.

“Pior. A nossa condição e evolução biológica não acompanha, como é óbvio, as loucuras na indústria alimentar dos últimos 50 anos. Resultado? Em Portugal, mais de metade da população tem excesso de peso ou obesidade, um grave problema de saúde pública que afeta a longevidade e a qualidade de vida, impactando o SNS fatalmente”, escreveu.

Por fim, a candidata deixou ainda críticas à recomendação de se fazer refeições a cada três horas, classificando-a como “outra mentira colossal e global”.

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