João Félix assume impacto de Jorge Jesus na carreira: “Está a mudar? Sim”, afirmou o avançado português.
João Félix marcou o primeiro golo da era Jorge Jesus na Seleção Nacional e saiu de Alvalade com uma ideia muito clara sobre aquilo que mudou para si. Para o avançado, o regresso definitivo à posição de segundo avançado devolve-lhe condições para mostrar aquilo que considera ser a sua melhor versão.
Foi Félix quem decidiu o Portugal-País de Gales, aos 22 minutos, num encontro que terminou com triunfo português por 1-0 na primeira jornada da Liga das Nações.
Na zona de entrevistas rápidas, o internacional português começou por lembrar a dificuldade de assimilar novas rotinas depois de poucos dias de trabalho com Jorge Jesus, mas considerou positiva a primeira resposta da equipa.
“A minha posição é esta”
Mais do que o golo, Félix destacou a posição.
Durante os últimos anos passou por funções mais próximas das alas, muitas vezes começando à esquerda ou à direita para depois procurar zonas interiores. Com Jesus, volta a ter espaço junto do ponta de lança.
O avançado não deixou margem para dúvidas: “A minha posição é esta, é segundo avançado.”
Félix considera que, nessa zona, fica mais próximo dos espaços onde pode decidir e participar simultaneamente na organização ofensiva.
Também identificou pressão alta e intenção ofensiva como duas características que já reconhece na nova Seleção, apesar do curto período de trabalho.
Jorge Jesus está a mudar-lhe a carreira?
Na RTP, João Félix foi ainda mais longe quando lhe perguntaram diretamente pelo impacto do treinador.
O jogador recordou que Jorge Jesus já o utilizou naquela função na temporada passada e que voltou agora a dar-lhe o mesmo papel na Seleção. Questionado sobre se o treinador está a mudar a sua carreira, respondeu simplesmente: “Sim.”
Félix quer agora continuidade. Depois de várias épocas em que foi sendo utilizado em diferentes corredores e funções, o avançado acredita que a proximidade ao ponta de lança pode voltar a colocar em evidência aquilo que considera ser o “verdadeiro eu”.
A primeira noite reforçou essa ideia: segundo avançado, perto de Cristiano Ronaldo e com liberdade para aparecer entre linhas, marcou o golo que abriu o novo ciclo da Seleção.
