Júlia Pinheiro sobre primeiro encontro com o marido: “Fogo que sujeito desagradável”, desvendou em entrevista concedida ao marido, Rui Pêgo.

Júlia Pinheiro entrevistou e foi entrevistada pelo marido Rui Pêgo.
“Para já vou dizer que não queria subir ao altar, tu é que insististe muito. Tu é que fazias muita questão de termos um casamento convencional e formal, tens um quadro de referências que eu não tenho, és um católico convicto”, disse Júlia.
“Aos 23 anos casei-me absolutamente e totalmente apaixonada por ti. Era uma jovem diferente da senhora que sou hoje. Acho que na essência sou a mesma pessoa, continuo um bocadinho excessiva em todos os meus sentimentos e manifestações. Acho que continuo a ser excessivamente alegre, coisa que tens passado os últimos 30 anos a travar, temos feito aqui uma espécie de dança conjugal muitíssimo bem sucedida”, acrescentou.
“Tu foste muito desagradável (…) eu era uma jovenzinha de 22 anos, eu subi as escadas na Rádio Renascença e deparei-me contigo e com Henrique Mendes (…)”, recordou Júlia sobre o primeiro encontro dos dois, em que Júlia ia entrevistar Mark Knopfler, dos Dire Straits,
“Tu adormeceste, deixas-te o Mark Knopfler pendurado e eu entro, armada em gira, e disse: ‘então, hoje deixou o Mark Knopfler pendurado em Londres?’ e tu com a tua cara mais façanhuda disseste ‘e o que é que tem a ver com isso?’ e eu pensei: ‘fogo que sujeito desagradável’”, acrescentou.
“Depois, o que me foi contado a posteriori é que eu virei costas e tu viraste-te para o Henrique Mendes e disseste: ‘vou casar com esta miúda’… O que é que aconteceu? Casámos um ano depois”, continuou.
“Não tinha grande fé no casamento enquanto instituição. O casamento dos meus pais não foi o mais feliz, não tinha boas referências. Achei que o casamento iria impedir uma coisa importantíssima que era ser uma profissional da comunicação. Cheguei a dizer aos meus pais que não só não me casava, não teriam netos, nunca ia acontecer nada disso”, referiu ainda.
“Tudo mudou por amor a ti”, rematou.
