Kamasi Washington no Coliseu dos Recreios: Uma Odisseia Sonora realizada ontem e que conquistou o público.
Fotografias: Pedro Barrelas
Na noite de ontem, o Coliseu dos Recreios transformou-se num santuário do jazz contemporâneo, com Kamasi Washington a liderar uma viagem musical transcendental. O saxofonista norte-americano, figura maior da renovação do jazz no século XXI, trouxe a Lisboa a sua sonoridade grandiosa, onde o virtuosismo técnico se funde com uma intensidade emocional rara.
1515 a abrir a noite
A primeira parte ficou a cargo dos 1515, um coletivo que demonstrou personalidade e um espírito arrojado, preparando o público para a imersão sonora que se seguiria.
[Best_Wordpress_Gallery id=”7947″ gal_title=”1515-Kamasi Washington-ColiseudeLisboa-2025″]O ambiente foi-se adensando, criando a atmosfera ideal para a entrada de Kamasi e da sua banda, que se fizeram acompanhar por uma secção rítmica poderosa, teclados etéreos e uma presença de palco magnética.
O fascinante mundo de Kamasi Washington
Desde os primeiros sopros, ficou claro que este não seria apenas um concerto, mas sim uma experiência sensorial. Kamasi Washington não toca apenas jazz—ele constrói narrativas cósmicas, onde a espiritualidade e a experimentação caminham lado a lado.
Ou seja, cada tema foi uma construção meticulosa, desde os momentos mais intensos, marcados por solos de cortar a respiração, até às passagens mais meditativas, em que a música parecia suspender o tempo.
Assim, com um alinhamento que percorreu os momentos essenciais da sua discografia, o saxofonista revisitou temas emblemáticos e apresentou novas composições.
Nesse sentido, fê-lo sempre com a energia contagiante que o caracteriza. O público, rendido, acompanhou a viagem com fascínio, entre o entusiasmo explosivo e a contemplação profunda.
Por fim, o Coliseu foi palco de uma ovação prolongada, prova de que Kamasi Washington continua a ser um dos mais brilhantes arquitetos do jazz contemporâneo. Uma noite que não foi apenas um concerto, mas uma demonstração do poder absoluto da música enquanto linguagem universal.
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