Lena d’Água recorda luta contra as drogas: “vendi o meu apartamento”

Lena d’Água recorda luta contra as drogas: “vendi o meu apartamento” de forma a alimentar o vício, na altura.

Lena d’Água abriu o coração no programa “Alta Definição”, transmitido este sábado na SIC, e revelou momentos marcantes da sua vida, incluindo a luta contra a dependência e episódios de violência nas relações amorosas.


Luta contra a dependência: perdas e arrependimentos

Aos 69 anos, a cantora recordou a fase mais difícil da sua vida, marcada por quase nove anos de dependência de drogas e pela perda de bens pessoais:

“Fumei o meu apartamento. Para pagar as coisas, vendi o meu apartamento”, confessou de forma crua.

Ela contou que entrou no consumo nos anos 90, acreditando que conseguiria controlar o vício, mas rapidamente percebeu que estava enganada:

“Eu achava que aos 33 anos podia experimentar sem problema e fui estúpida, arrogante, armada em esperta. Rapidamente percebi que não tinha controlo nenhum”, assumiu.

Durante essa fase, Lena explicou que apenas os mais próximos sabiam da situação e que várias tentativas de recuperação falharam por tentar enfrentar o vício em casal:

“Não resulta em casal. Um dia um está mais forte, no outro está fraquíssimo. Não dá.”


Sobrevivência e música: o apoio das colegas

A cantora revelou ainda que chegou a subir ao palco sob efeito da droga, mas contou com a proteção das colegas Helena Vieira e Rita Guerra:

“Sem aquilo eu não conseguia fazer nada. Dá uma energia pacífica, mas rapidamente passas a precisar daquilo para viver. Largar é um sofrimento imenso.”

A música, segundo Lena, foi um pilar essencial para atravessar essa fase sombria.


Violência nas relações: lições de vida

Além da dependência, Lena d’Água falou de episódios dolorosos com ex-companheiros. Ela contou que foi vítima de violência física em três ocasiões, chegando a correr risco de vida:

“Foi por um triz. Fui estrangulada no chão da cozinha por ciúmes. Vi tudo preto e só não morri porque ele largou. O meu corpo fez um barulho que só tinha feito quando pari, sem oxigénio já.”

Após esse episódio, decidiu regressar à casa dos pais e reforçou a importância de qualquer mulher sair de uma relação ao primeiro sinal de violência:

“Ao primeiro exercício de violência, é preciso partir.”


Recomeço e força através da música

Lena encerrou a entrevista sublinhando que essa “porta está fechada há quase 30 anos” e que a música sempre a ajudou a reencontrar forças e a seguir em frente.

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