Lisa foi a primeira a fazer a ‘Curva da Vida’ neste Big Brother, durante a gala realizada na noite deste domingo.
Assim, Lisa recordou que, entre 2001 e 2007, teve uma infância muito feliz, apesar de os seus pais trabalharem na Alemanha e só a visitarem principalmente no Natal.
Por isso, não foi fácil para os pais que tinham gelatarias e trabalhavam muito para lhe proporcionar boas condições, “os meus pais deixaram-me com a minha avó materna, a mim e ao meu irmão, com quem vivi, cresci, aprendi, durante os melhores dez anos da minha vida. É a pessoa, sem dúvida, mais especial para mim. O que caracteriza estes dez anos, sem dúvida, é a saudade.”
Posteriormente, aos dez anos, a avó de Lisa começou a ficar doente.
Nesse sentido, Lisa recordou a tristeza da mãe ao perceber a deterioração da avó, “entretanto, a minha avó começou a ficar doente, e eu era uma miúda, e, portanto, não tinha assim tanta consciência. Lembro-me perfeitamente que a minha mãe ficou muito, muito triste quando percebeu que a minha avó começou a comer com as mãos, porque não identificava com o que os talheres estavam lá, ou o que eles serviam para. No dia 14 de maio, a minha avó faleceu.”
Após a morte da avó, foi viver com os pais, algo que a fez sentir-se “normal” por ter os pais por perto.
Ainda assim, reforçou a dedicação dos pais ao trabalho, que continua igual até hoje.
Em 2021, o pai de Lisa foi sequestrado em casa, à luz do dia. Contou que ele foi amarrado a uma cadeira, com os braços e pernas presos e a boca tapada.
Os cães da família, superprotetores, ladravam constantemente, e os sequestradores ameaçaram magoá-los caso o pai não abrisse o cofre. O pai acabou por ceder e eles levaram tudo.
Voltou a falar do pai: “o meu pai foi alvo de um sequestro em casa, em plena luz do dia, amarraram o meu pai a uma cadeira, prenderam-lhe os braços, as pernas, colocaram-lhe um, acho que foi uma mordaça, ou fita cola na boca.”
Recuando no tempo, para 2015, teve o seu primeiro namorado, uma relação que descreve como um “zig-zag” com erros e momentos felizes, mas que terminou.
Explicou que sofreu muito com o fim da relação, mas aprendeu a valorizar-se e percebeu que gostar de si própria é fundamental antes de gostar de outros.
Em 2019: teve um “up gigante” ao conhecer o seu segundo namorado, que era amigo do seu irmão.
Contou que namoraram durante cinco anos e meio, que ele a ensinou muito, incluindo a gostar, a valorizar e até a abraçar.
Por isso considera e acredita que a missão de ambos era ensinar um ao outro coisas que precisavam de melhorar.
“Aprendi que gostar de nós é o primeiro ponto e só depois gostamos dos outros. Éramos tóxicos, havia aquela questão do ciúme extremo, não podes fazer isto, não deves fazer isto, de ambas as partes. Mas, 2019, teve um up gigante quando eu conheci o meu segundo namorado e ex-namorado. Era amigo do meu irmão”, confessou.
No entanto, em dezembro de 2024, Lisa decidiu terminar essa relação, pois as suas perspetivas e objetivos de vida eram diferentes.
Tratou-se de uma decisão que foi ponderada e permitiu-lhe ver além do que via antes.
Lisa não vê o término como um ponto baixo, mas sim como um ponto alto, pois permitiu que se descobrisse enquanto pessoa e se sentisse preparada para o futuro.
Na passagem de ano para 2025, Lisa teve um sentimento forte de que este seria o seu ano.
Ou seja, acredita que entrar no Big Brother foi a melhor escolha que podia ter feito, descrevendo a experiência como incrível e enriquecedora.
Lisa considera-se uma pessoa com emoções fortes, mas também pronta a aprender.
Por fim, acredita que esta experiência a tornará uma pessoa mais rica e quer dar o seu melhor no programa.
