Mallina no NOS Alive “para dançar dores, para dançar felicidade, para dançar tristeza, mas sobretudo, diversão”

Mallina no NOS Alive “para dançar dores, para dançar felicidade, para dançar tristeza, mas sobretudo, diversão”, disse-nos.

Texto e Entrevista: Diogo Nora
Foto: NOS Alive

Mallina actuou, ontem, no Palco Coreto do NOS Alive, no Passeio Marítimo de Algés.

Antes de subir a palco, a artista falou ao Infocul.pt.

Nesse sentido, abordou o espectáculo que iria apresentar passados alguns minutos, falou do seu mais recente EP e também daquilo que é a sua música.

Seguidamente, falou da importância da sua avó, até na escolha do nome artístico, bem como daquilo que a inspira para a criação musical.

Infocul – Sabemos que o início do concerto será impactante com as palavras da sua avó: “eu não sei o que fazer a moça que ela é mallina mallina mallina”. Que ligação é esta tão especial à avó?

Mallina- A minha avó, esta minha avó, eu acho que ela é uma personagem, na verdade ,e é um bocadinho onde eu me inspiro também para ser mallina. E é minha avó que me deu o nome Mallina, ou seja, eu acho que adotei esse nome por causa dela, porque era um adjetivo que ela dizia muito, e é um adjetivo do sul. Ser uma moça malina é uma moça que tem força para fazer muita coisa, é endiabrada, só faz disparate. Eu era um bocadinho assim quando era criança, então sempre ouvi, e na altura quando estava à procura do nome artístico, até estava com ela, na verdade estou muitas vezes com ela, porque ela vive no Alentejo, e sempre que a vou visitar, pronto, ela volta em meia, e dizia, “opa, oh Mallina anda cá, não sei o que”, e acabou por ficar, acabou por ficar.

Infocul- Portanto, podemos dizer que era uma criança super bem comportada, não é? (risos)

Mallina- Era uma criança muito livre, acho que muito livre. Que é o bom que o Alentejo nos traz, certo?

Infocul- O que é que podemos esperar hoje, no concerto que vai dar aqui no Palco Correto?

Mallina- Acho que é um concerto muito especial para mim, porque é o dar voz a esta menina da lágrima, pela primeira vez em palco. Também tentar aqui explorar coisas novas que fiz em estúdio, e tentar projetá-las aqui para o Alive, porque acho que este EP é muito emocional, e é uma coisa muito chorada, na verdade é uma prece para que ele continue a chorar desta maneira, que eu acho linda. E sim, mas é sem dúvida um momento especial para dançar, para dançar dores, para dançar felicidade, para dançar tristeza, mas sobretudo, diversão.

Infocul- Quem é a Mallina, e para quem não a conhece e quais é que são as grandes influências musicais que tem?

Mallina- A Malina é uma artista emergente, eu costumo notar assim, acho que é uma menina do sul, sem dúvida que gosta muito de praia, gosta muito de arte, gosta muito de música, gosta muito da sua liberdade de expressão.
E as minhas influências são muitas, tenho muita influência do Fado português, do rancho, ou seja, muita música pop, ao mesmo tempo é assim, um conjunto um bocadinho diferente, mas que eu gosto de misturar nas minhas músicas.

Infocul- Como é que define a sua música,e o que é que pretende transmitir através dela?

Mallina- Sem dúvida, acho que para mim como artista, o mais importante é transmitir emoção, qualquer tipo de emoção, e mesmo que impacte só uma pessoa, para mim já valeu a pena, acho que é um bocadinho isso.

Infocul- A nível musical, como é que se define?

Mallina- Eu sinto que neste momento não consigo dar uma resposta, não sei se é só fado, não sei se é só pop, eu acho que é um bocadinho uma mistura disso tudo, e tornando-se num cocktail de sonoridades portuguesas com música pop.

Infocul- ‘Dolce Vita’ é o seu segundo EP, depois de ter lançado ‘Astrologia’. Que ligação é esta aos filmes italianos e em que sentimentos eles a conseguem inspirar mais nas canções?

Mallina- Eu sempre gostei muito de cinema, desde criança, e também tenho algumas influências, muitas pessoas na minha família gostam de cinema, e acaba-se por me inspirar muito nesta miragem vintage, (também para encontrar esta mensagem, acho que Dolce Vita é sem dúvida um filme de culto, e muito feminino, eu gosto muito).Mas acaba-se sempre por inspirar mais a parte visual que eu tenho para as minhas músicas, e ver daí também.

Sonho, amor, fé e pranto, qual é que é esta ligação, entre as palavras, com o último trabalho discográfico?

Mallina- Sonho, amor, fé e pranto, é um bocadinho aquilo que eu também bebo das mulheres da minha família, e é nelas que eu me inspiro também neste momento da minha carreira, acho que elas são as minhas musas, para escrever, para fazer música, para falar, para expressar a minha… e é um bocadinho também a mulher que eu sou, também vem um bocadinho delas, (então eu acho que são elementos que eu bebi de cada uma delas, e é aquilo que eu bebo para ficar com elas em mim).

Infocul – Por fim, haverá uma versão de ‘Bem Bom’ das Doce. Quando surgiu esta ideia e o que é para Mallina mesmo “bem bom”, fazendo aqui um trocadilho?

Mallina – Bem bom, liberdade, ir à praia, aproveitar a vida, eu acho que sem dúvida é isso. Hoje é aproveitar a vida também, em paz. Hoje então vai ser bem bom. Bem bom!

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