Manuel Luís Goucha revela planos para um Natal diferente e recorda mãe com emoção serena

Manuel Luís Goucha revela planos para um Natal diferente e recorda mãe com emoção serena, em entrevista.

Manuel Luís Goucha prepara-se para viver um Natal distinto daquele que assinalou nos últimos anos. Desde o verão de 2024, quando se despediu da mãe, o apresentador tem encontrado um novo equilíbrio emocional e decidiu retomar uma tradição interrompida apenas devido à idade avançada da progenitora.

Natal regressa a Paris após sete anos

Questionado pela TV 7 Dias sobre os planos para esta quadra, Goucha revelou que irá voltar a passar o Natal fora do país. “Será em Paris. Só deixei de passar o Natal em Paris nos últimos sete anos, porque a minha mãe estava velhinha”, explicou, recordando ainda que, durante muito tempo, a mãe viajou com ele e Rui Oliveira: “Durante anos, a minha mãe viajava connosco, fez em Paris e em Londres. Depois chateou-se de andar muito e dizia que já não queria mais.”

Com o falecimento da mãe em agosto de 2024, o apresentador retomou a tradição familiar. Além disso, justificou a escolha de Paris com o facto de a cidade manter uma oferta cultural intensa durante a noite de Natal. “Eu viajo à conta da ópera, do bailado e dos concertos, e em Paris, na noite de Natal, todos os teatros e óperas têm espetáculos. E é preciso comprar com antecedência”, contou, revelando já ter garantido as suas escolhas: “Por exemplo, já comprei bilhetes para o Tosca na noite de 24 e no 25 para o bailado, o Notre-Dame de Paris, também na Ópera Bastille. São as prendas que dou a mim próprio.”

Uma ausência vivida com gratidão

Apesar da perda recente, Goucha descreve este período com serenidade e gratidão. “É estranho já não ter a sua mãe? Não. É muito tranquilo. Ela morreu aos 101 anos, e eu só posso estar grato à vida por a ter tido durante 69 anos”, afirmou, garantindo que, sempre que a recorda, o faz com carinho e humor: “Quando a recordo sozinho ou quando falamos dela, rio-me imenso com o Rui, com as coisas que ela dizia. (…) Não é nada de tristeza.”

As cinzas da mãe continuam guardadas no quarto que lhe pertencia, mantendo um ritual diário que o acompanha desde a despedida: “‘Bom dia, mamã, até logo, mamã’ e vou-me embora.”

Semelhanças que permanecem e um desejo ainda por cumprir

Além da memória afetiva, o comunicador reconhece várias características partilhadas com a mãe: “Ela não gostava de beijos, eu também não, gosto de abraços, ela era gulosa e eu também sou, ela era cortante a falar e eu às vezes também sou.” E admite ainda momentos em que, por impulso, gostaria de lhe telefonar: “Ela queria sempre saber como é que eu ia vestido.”

Por cumprir está ainda a vontade da mãe quanto ao destino final das cinzas. “Tenho que me desfazer porque ela quer ir para o mar de Buarcos. Tenho, aliás, de pedir autorização à capitania, porque isso é proibido. Gosto de saber que ela está no quarto dela, na suite. Há de ser pacífico também, um dia terei de fazer a vontade dela.”

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