Manuel Telles Bastos: “Esta profissão é bonita por isso, por ser encomendada a Deus, é uma coisa divina quase”

Manuel Telles Bastos: "Esta profissão é bonita por isso, por ser encomendada a Deus, é uma coisa divina quase"

Manuel Telles Bastos: “Esta profissão é bonita por isso, por ser encomendada a Deus, é uma coisa divina quase”, disse o cavaleiro ao Infocul.pt.

Entrevista e Fotografia: Roberto Pingas Rodrigues
Texto: Rui Lavrador

Paio Pires Arena recebeu, este domingo, um festival taurino de homenagem a Vitalino Padilha.

O Cartel foi composto pelos cavaleiros Ana Batista, Gilberto Filipe, Manuel Telles Bastos, Miguel Moura, António Telles [filho] e Francisco M. Cortes, o Real Grupo de Forcados de Moura, Aposento da Chamusca e Monsaraz. Lidaram-se novilhos-touros de várias ganadarias.

Manuel Telles Bastos enfrentou um novilho da ganadaria Murteira Grave e no final da actuação concedeu declarações ao Infocul.pt. Uma actuação que marcou o seu regresso às arena, após a lesão sofrida em Tomar, no ano passado.

Análise da actuação: “Vim aqui a Paio Pires reaparecer, após a queda de Tomar, e depois com o compromisso de estrear cavalos novos. Estreei dois cavalos, é a esperança de um cavaleiro ter cavalos novos para que haja renovação e estou satisfeito. O novilho de Murteira Grave foi muito bom e vou daqui sorridente“.

Quais os craques da quadra de cavalos para este ano: “Fala-me em craque e está a falar de uma espécie rara. Não está em vias de extinção, mas aparecem muito poucos. Vamos ter respeito pela palavra craque e vamos colocar a bitola nos cavalos novos. Um craque há de 25 em 25 anos ou 20 em 20. O que há são cavalos com qualidade e isso sim, há. Da minha quadra destaque o Egipto, por ser um cavalo forte, habilidoso e que já passou a prova de fogo, no nosso país, lidando o que é duro. Porque isto é duro. Hoje estava a vestir-me de toureiro e a pensar, vi o Jorge Alegrias a rezar e fiquei a pensar que realmente esta profissão aproxima-nos imenso de Deus. É isso e ser padre, eu acho que os toureiros estão logo a seguir aos padres, na proximidade com Deus. Esta profissão é bonita por isso, por ser encomendada a Deus, é uma coisa divina quase“.

Como se encontra da lesão sofrida em Tomar, no ano passado: “Ainda vou à fisioterapia, mas estou já a funcionar como você viu e não tenho nenhuma sequela“.

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