Media City deve ficar concluída em 2026 e Media Capital prepara nova aposta audiovisual fora da TVI

Media City deve ficar concluída em 2026 e Media Capital prepara nova aposta audiovisual fora da TVI, segundo foi revelado.

A Media City já tem uma meta no calendário. Segundo o relatório de contas da Media Capital, a conclusão dos pavilhões está apontada para o final de 2026.

O projeto surge como uma das peças centrais da estratégia do grupo, que pretende reforçar a capacidade de produção audiovisual num momento de mudança profunda nos hábitos de consumo televisivo.

Mais do que construir novos espaços, a Media Capital quer reposicionar a forma como produz conteúdos. E isso passa por olhar para lá da televisão generalista.

Pavilhões previstos para o final de 2026

De acordo com o relatório de contas, os pavilhões da Media City deverão estar concluídos até ao final de 2026.

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A infraestrutura é apresentada como parte de uma aposta mais ampla na produção audiovisual, numa fase em que o grupo liderado por Mário Ferreira procura adaptar-se ao novo comportamento do público.

Além disso, está também em desenvolvimento um projeto com características semelhantes na cidade do Porto.

Desta forma, a estratégia deixa de estar concentrada apenas num único polo e passa a assumir uma lógica de expansão de infraestruturas.

Televisão em direto ganha peso

A administração da Media Capital identifica uma alteração clara nos hábitos de consumo.

Segundo o relatório, a televisão em sinal aberto caminha para uma concentração maior em conteúdos em direto e transmissões ao vivo.

A leitura é simples: o público mostra cada vez menos disponibilidade para acompanhar horários rígidos de programas gravados.

Ou seja, o direto ganha valor porque ainda cria urgência. Obriga o espectador a estar ali, naquele momento, antes que tudo se transforme em clipe, resumo ou conversa nas redes.

Plural prepara conteúdos sem exibição na TVI

O plano estratégico da Media Capital passa também por reforçar projetos destinados a plataformas internacionais.

Entre as apostas previstas estão produções da Plural que não terão exibição na TVI. Este detalhe é relevante, porque mostra uma tentativa de separar a produção audiovisual da dependência direta da grelha generalista.

A ambição passa por criar conteúdos com capacidade para circular noutros mercados e responder a públicos mais amplos.

Assim, a Media City não surge apenas como um espaço físico. Surge como uma ferramenta para produzir mais, de forma mais autónoma e com outros destinos além da emissão tradicional.

Uma estratégia para competir fora da grelha

A aposta da Media Capital aponta para um modelo em que a televisão continua importante, mas deixa de ser o único centro da operação.

Com a conclusão da Media City prevista para 2026, o desenvolvimento de um projeto semelhante no Porto e a criação de conteúdos para plataformas internacionais, o grupo procura ganhar escala na produção.

No fundo, a estratégia parece querer responder a duas realidades ao mesmo tempo: uma televisão aberta cada vez mais apoiada no direto e uma produção audiovisual que precisa de viver para lá da TVI.

É nesse cruzamento que a Media City ganha peso. Não apenas como obra, mas como sinal de mudança no futuro da Media Capital.

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