As nomeações do Big Brother All Stars dividiram a análise do “Diário”, com elogios à decisão de Jéssica Maria e críticas à estratégia de Catarina Miranda. Gonçalo Quinaz considerou que a líder conseguiu colocar dois adversários em risco, enquanto a concorrente de Almeirim deixou os seus aliados mais expostos.
Em causa estavam duas decisões distintas: a atribuição do colar vermelho de nomeação direta por Jéssica Maria a Miguel Vicente e a escolha de Catarina de nomear diretamente Francisco Monteiro.
Jéssica Maria “mata dois coelhos com uma cajadada só”
Gonçalo Quinaz elogiou a opção da líder, que não entregou o colar a Helena Isabel.
“Aqui elogiando a Jéssica, que fez uma ótima jogada, porque quer queiramos quer não, como líder ela acaba por matar dois coelhos com uma cajadada só.”
Na perspetiva do comentador, a semana de liderança de Helena tornava provável que a concorrente recebesse votos suficientes dos colegas.
“Ela não dá à Helena, ela dá ao Miguel, porque supostamente, depois da semana terrível de liderança que a Helena tinha tido, era quase inevitável que ela iria ser automaticamente nomeada por todos os colegas. E então conseguiu ter os dois nomeados.”
Isabel Figueira também destacou o caráter inesperado da decisão.
“Eu acho que foi surpreendente a escolha, porque todos nós estávamos ali um bocadinho a calcular: ‘bem, não vai proteger os seus aliados, não vai dar o colar a X’. E foi isso que ela fez.”
Joana Sobral observou a reação do grupo quando Miguel regressou das nomeações.
“O pessoal ficou ali um bocadinho atrapalhado quando ele voltou das nomeações e voltou a rir”, afirmou, considerando que Jéssica conseguiu “causar um bocadinho”.
Catarina confrontada por Ruben Boa Nova
A decisão de Catarina Miranda recebeu uma avaliação diferente. Dentro da casa, Ruben Boa Nova questionou-a sobre o risco criado para Carlos Sousa e Helena Isabel.
“Sendo tu uma grande jogadora, intitulada por ti própria e por alguns concorrentes aqui da casa, e pensares sempre no jogo mais à frente, como é que não anteviste que, a dares a nomeação direta ao Francisco, poderias pôr em causa dois aliados teus principais na casa, como é o caso da Helena e do Carlos? Portanto, fizeste a ‘folha’ praticamente ao Carlos ou à Helena.”
Catarina negou ter feito “a folha a ninguém” e remeteu a avaliação da sua escolha para os espectadores.
“Se foi bom ou se foi mau, o público dirá. Pois certamente que toda a gente que for comigo, com o Francisco e com o Miguel, sabemos que as probabilidades de voltar são menores. Não estou a ser hipócrita, não estou a ser soberba, é um facto, já assistimos a isso várias vezes. Não sou eu que escolho, são os portugueses. Eu não votei na Helena, eu não votei no Carlos, acho que vocês têm mais culpa deles irem lá do que eu.”
Francisco Monteiro interveio, considerando que a resposta reforçava o argumento de Ruben.
“Ninguém disse que tinhas culpa, o que as pessoas disseram foi salvaguardar os teus dois maiores aliados. Porque ainda por cima tu acabaste de dizer uma coisa que não é verdade, que as probabilidades das pessoas voltarem são menores. Portanto, basicamente, acabaste de dar razão ao Ruben: tu não conseguiste antever isso e então meteste um dos teus aliados em xeque.”
Quinaz e Isabel Figueira apontam falhas à estratégia
No “Diário”, Gonçalo Quinaz apresentou uma avaliação particularmente crítica.
“A Miranda tinha feito duas das melhores jogadas até agora, e esta foi a pior jogada dela dentro deste reality.”
O comentador considerou que Catarina se concentrou demasiado em Francisco: “Ela quis atribuir aquilo ao Zaza sem realmente pensar nos aliados dela.” Na sua opinião, a escolha de “um concorrente com menos dimensão” poderia ter protegido Carlos Sousa.
Isabel Figueira lamentou sobretudo a dificuldade em reconhecer o erro perante o público.
“Eu acho que aqui a Catarina optou por não dar o braço a torcer e admitir que está errada. (…) Esta Catarina humanizava-se muito mais às vezes a dizer, ‘olha, nem sempre jogo bem e desta vez fiz mal’. Mas ela não se escondeu e fez uma péssima jogada.”
Gonçalo Quinaz defendeu que a conversa no confessionário teria sido uma oportunidade para assumir essa avaliação.
“Mais vale ela ter sido sincera no confessionário (…), porque iria ser sincera com o público, iria reconhecer que realmente não esteve bem, porque todos nós percebemos que foi uma péssima jogada.”
Esta semana, Carlos Sousa, Catarina Miranda, Francisco Monteiro, Helena Isabel e Miguel Vicente estão em risco de expulsão.
