Padre Ricardo Esteves deixa novo apelo contra o julgamento: “Guardemos a pedra… nós também erramos!”, referiu o sacerdote.
Um dia depois de ter deixado uma mensagem centrada na empatia e na necessidade de olhar para os outros com maior humanidade, o Padre Ricardo Esteves regressou às redes sociais, na manhã desta segunda-feira, 21 de setembro, com uma nova reflexão. Desta vez, colocou no centro da mensagem o julgamento, o perdão e a capacidade de cada pessoa reconhecer as próprias falhas.
O sacerdote começou precisamente por confrontar a facilidade com que se olha para os erros alheios.
“É muito fácil ver a queda do outro quando esquecemos das nossas próprias fraquezas. É fácil apontar, julgar, comentar e condenar. Difícil é olhar para dentro e reconhecer que também carregas limites, pecados e histórias que precisam da misericórdia de Deus.”
Ricardo Esteves prosseguiu a reflexão recorrendo à imagem bíblica de lançar a primeira pedra, defendendo que o primeiro exercício deve ser interior.
“Jesus ensina-nos que antes de levantar a mão para lançar a pedra, precisamos deixar que a graça divina toque o nosso coração.”
A mensagem publicada no Instagram deixa depois um apelo à forma como são encarados os erros dos outros. Para o sacerdote, o mundo não necessita de aumentar a condenação, mas de criar espaço para a correção e para novas oportunidades.
“O mundo não precisa de mais pessoas para condenar, mas de pessoas dispostas para acolher, corrigir com amor, perdoar e oferecer uma nova oportunidade.”
Já perto do final, Ricardo Esteves volta a colocar quem lê perante as próprias fragilidades: “Antes de apontares o dedo a alguém, lembra-te que tu também precisas de misericórdia.”
E termina com uma frase curta, em jeito de desafio aos seguidores:
“Por isso digo a mim e a ti: guardemos a pedra! Estendamos a mão! Guarda a pedra… nós também erramos!”
A publicação surge depois de, no domingo, Ricardo Esteves ter defendido nas redes sociais que “todos estamos a aprender a ser gente”, numa reflexão em que apelou a uma maior compreensão perante aquilo que cada pessoa pode estar a viver sem que os outros o saibam.
