Pedro Chagas Freitas devastado com morte de Clara Pinto Correia: ‘Que triste é a nossa vida’, assinalou nas redes.
Escritor presta homenagem emotiva a Clara Pinto Correia após a morte da escritora e bióloga
Pedro Chagas Freitas recorreu às redes sociais para deixar um dos tributos mais sentidos à escritora e académica Clara Pinto Correia, que morreu esta terça-feira aos 65 anos.
O autor lembrou a ligação pessoal e profissional que os uniu e destacou o impacto profundo que Clara deixou na cultura portuguesa.
“Admirei-a profundamente”: uma relação marcada pela admiração
Num texto carregado de emoção, o escritor recordou o dia em que convidou Clara Pinto Correia para apresentar um dos seus livros, revelando o orgulho que sentiu na altura:
“A Clara Pinto Correia apresentou o meu EU SOU DEUS. Quando a convidei, há quase 15 anos, e ela me disse que sim, senti um orgulho desmedido: admirava-a profundamente, admiro-a profundamente.”
Além do gesto, Pedro Chagas Freitas fez questão de sublinhar o brilho único da autora durante o evento:
“Na apresentação, foi brilhante como sempre, naquela sua forma deliciosa de misturar conhecimento com desconcerto.”
“Uma das cabeças mais espantosas que conheci”
O escritor descreveu Clara Pinto Correia como uma mente rara, impossível de substituir, enaltecendo a marca intelectual que deixou em leitores, alunos e colegas:
“A Clara foi uma das cabeças mais espantosas que conheci. A curiosidade constante, a intensidade extrema, a maneira como sentia, e pensava, o mundo, são marcas que vai deixar em todos os que a conheceram, até em todos os que a leram.”
Um adeus carregado de saudade
No final da homenagem, Pedro Chagas Freitas deixou a frase que mais emocionou os seguidores, revelando a dor de perder alguém que tanto admirava:
“Que triste é a nossa vida quando nos tira da vida quem nos ajuda a viver.”
E terminou com um último agradecimento à amiga e referência intelectual:
“Um abraço, Clara. Até já. Obrigado por tudo.”
Foto: Facebook de Pedro Chagas Freitas
Pode ver a publicação AQUI.
