Pedro Chagas Freitas partilha excerto de “Benjamim e os dias cheios de nada” e defende a fragilidade como força

Pedro Chagas Freitas partilha excerto de “Benjamim e os dias cheios de nada” e defende a fragilidade como força, nas redes sociais.

Pedro Chagas Freitas voltou a tocar os leitores com uma reflexão sobre vulnerabilidade, emoções e coragem de sentir.

O escritor recorreu ao Instagram para partilhar um excerto do seu mais recente livro, “Benjamim e os dias cheios de nada”, obra que continua a despertar forte atenção junto do público.

Um excerto sobre o medo de sentir

Na publicação, Pedro Chagas Freitas escolheu um trecho centrado na fragilidade humana. Em vez de a tratar como fraqueza, o autor apresenta-a como parte essencial da identidade de cada pessoa.

Logo no início do excerto, o escritor assume essa posição sem reservas.

“𝗧𝗲𝗻𝗵𝗼 𝗼𝗿𝗴𝘂𝗹𝗵𝗼 𝗻𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗳𝗿𝗮𝗴𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲. 𝗗𝗲 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝘃𝗲𝗺 𝗼 𝗺𝗲𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗿? 𝗗𝗲 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝘃𝗲𝗺 𝗼 𝗺𝗲𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗺𝗼𝘀𝘁𝗿𝗮𝗿𝗺𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝗺𝗼𝘀? 𝗗𝗲 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝘃𝗲𝗺 𝗼 𝗺𝗲𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗻ã𝗼 𝗮𝘀𝘀𝘂𝗺𝗶𝗿𝗺𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗼𝗺𝗼𝘀 𝗶𝗻𝗰𝗮𝗽𝗮𝘇𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗮𝗻𝘁𝗼, 𝗶𝗻𝘀𝘂𝗳𝗶𝗰𝗶𝗲𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝘁𝗮𝗻𝘁𝗮𝘀 𝗺𝗮𝗻𝗲𝗶𝗿𝗮𝘀?”

Assim, o autor parte de várias perguntas para contrariar a ideia de que sentir deve ser escondido.

A lágrima como parte da identidade

Depois, Pedro Chagas Freitas aprofunda a reflexão e liga a fragilidade ao reconhecimento de si próprio.

No excerto, o escritor defende que há verdade naquilo que não conseguimos disfarçar, incluindo a emoção mais exposta.

“𝗧𝗲𝗻𝗵𝗼 𝗼𝗿𝗴𝘂𝗹𝗵𝗼 𝗻𝗮𝗾𝘂𝗶𝗹𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗻ã𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗶𝗴𝗼 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿, 𝗻𝗮 𝗹á𝗴𝗿𝗶𝗺𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗻ã𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗶𝗴𝗼 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗮𝗿 𝗱𝗲 𝘀𝗼𝗹𝘁𝗮𝗿, 𝗻𝗮𝗾𝘂𝗶𝗹𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗺𝗲 𝗽𝗲𝗿𝗺𝗶𝘁𝗲 𝘀𝗮𝗯𝗲𝗿 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝘀𝗼𝘂, 𝗰𝗼𝗺 𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲 𝗳𝗼𝗿𝘁𝗲 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝘁𝗲𝗺, 𝗰𝗼𝗺 𝘁𝘂𝗱𝗼 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲 𝗳𝗿á𝗴𝗶𝗹 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝘁𝗲𝗺”

Deste modo, a fragilidade surge como uma forma de lucidez. Não é apresentada como derrota, mas como um lugar de verdade.

“É esse o meu super-poder”

Mais à frente, o autor reforça que não teme o julgamento de quem olha de lado para a emoção assumida.

Pedro Chagas Freitas escreve sobre o direito de sentir e de o dizer sem vergonha.

“𝗧𝗲𝗻𝗵𝗼 𝗼𝗿𝗴𝘂𝗹𝗵𝗼 𝗻𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗳𝗿𝗮𝗴𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲. 𝗘 𝗻ã𝗼 𝗿𝗲𝗰𝗲𝗶𝗼 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗺𝗲 𝗼𝗹𝗵𝗮 𝗱𝗲 𝗰𝗮𝗻𝘁𝗼 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲𝗶 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗶𝗻𝘁𝗼, 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗺𝗼𝘀𝘁𝗿𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗶𝗻𝘁𝗼, 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗶𝗴𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗶𝗻𝘁𝗼.”

Por fim, o escritor transforma essa vulnerabilidade numa espécie de força interior.

“𝗘 𝗻ã𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮𝗿𝗲𝗶 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝗳𝗿á𝗴𝗶𝗹 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 é 𝗲𝘀𝘀𝗲 𝗼 𝗺𝗲𝘂 𝘀𝘂𝗽𝗲𝗿-𝗽𝗼𝗱𝗲𝗿, 𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗲ç𝗼 𝗱𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗵𝗲𝗿ó𝗶𝘀. 𝗧𝗲𝗻𝗵𝗼 𝗼𝗿𝗴𝘂𝗹𝗵𝗼 𝗻𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗳𝗿𝗮𝗴𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗲𝗻𝗵𝗼 𝗮 𝗰𝗲𝗿𝘁𝗲𝘇𝗮 𝗱𝗲 𝗾𝘂𝗲 é 𝗱𝗮í 𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗲𝗺 𝗮 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗳𝗼𝗿ç𝗮”

Livro continua a marcar leitores

Com esta partilha, Pedro Chagas Freitas volta a aproximar “Benjamim e os dias cheios de nada” dos leitores através das redes sociais.

O excerto escolhido reforça uma das marcas da escrita do autor: transformar emoções quotidianas em reflexão direta, íntima e reconhecível.

Além disso, a publicação sublinha uma ideia clara. Para Pedro Chagas Freitas, a fragilidade não precisa de ser escondida. Pelo contrário, pode ser precisamente o lugar onde começa a força.

Veja a publicação AQUI.

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Tiago Santos
Tiago Santos
Colaborador na área da redação de artigos no site Infocul.pt. Gosto particular pelas áreas da televisão, social & lyfestile.

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