Pedro Chagas Freitas reage à transferência de João Félix: “Acusá-lo de traição é desumanizá-lo”

Pedro Chagas Freitas reage à transferência de João Félix: “Acusá-lo de traição é desumanizá-lo”, considerou o escritor.

Escritor defende decisão do jogador e fala sobre liberdade de escolha

A recente mudança de João Félix para o Al Nassr, da Arábia Saudita, continua a gerar críticas. O avançado português tem sido duramente atacado nas redes sociais, mas encontrou um forte defensor: Pedro Chagas Freitas.

O escritor comentou o tema esta segunda-feira, nas redes sociais, sublinhando que a decisão do jogador é legítima e até compreensível.

“João Félix está a ser atacado por todos os lados porque escolheu o que quase todos nós iríamos escolher no lugar dele: a liberdade. A liberdade absoluta de, em dois anos, ficar milionário — e livre para escolher onde vai jogar, e divertir-se”, escreveu.


“Poucas coisas são mais hipócritas do que a diabolização que se faz do dinheiro”

Num longo texto, Pedro Chagas Freitas fez questão de destacar a importância da estabilidade financeira nas decisões pessoais e profissionais. A este propósito, lembrou um exemplo marcante do mundo do futebol.

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“Scolari, um dia, explicou claramente que desde que ficou rico ficou melhor treinador. Eu entendo-o: quando se trabalha sem a pressão da conta bancária, é natural que se tomem melhores decisões; a liberdade faz-nos melhores decisores: menos pressionados tendemos a escolher melhor”, explicou.

Depois, apontou críticas a quem condena as escolhas feitas com base em ganhos económicos:
“Poucas coisas são mais hipócritas do que a diabolização que se faz do dinheiro”, afirmou.


“Félix foi humano”

Por fim, o autor rejeitou as acusações de falta de compromisso feitas a Félix e lembrou que mudar de ideias faz parte da natureza humana.

“Félix fez a sua opção. Uma opção individual, válida, certamente alinhada com o seu propósito. Tão simples quanto isso. Tão respeitável quanto isso”, disse.

E reforçou: “Ao mudar de ideias, não houve uma traição; houve uma alteração de desejo. Todos mudamos de ideias a toda a hora. Para quê demonizar esta?”

O texto termina com um apelo à empatia:
“Félix foi humano; acusá-lo de traição numa situação destas é desumanizá-lo, torná-lo numa máquina imutável. (…) Tento entendê-lo. É um exercício maravilhoso”.

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