Pedro Chagas Freitas cria o «mandaràmerdismo» e apresenta os dez mandamentos

Pedro Chagas Freitas cria o «mandaràmerdismo» e apresenta os dez mandamentos, através das redes sociais.

Pedro Chagas Freitas criou um novo conceito para definir a necessidade de estabelecer limites e deixar de dar importância ao que não merece espaço na vida.

O escritor chamou-lhe «mandaràmerdismo» e apresentou dez mandamentos para explicar uma filosofia assente na liberdade emocional, na ironia e na preservação da paz interior.

A fragilidade escondida atrás da dureza

Antes de apresentar o conceito, Pedro Chagas Freitas deixou uma frase sobre a forma como muitas pessoas se protegem quando sentem que podem quebrar.

«Fragilidade é endurecer para não partir por dentro.»

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Foi a partir dessa ideia que introduziu o seu novo mantra.

«Criei o meu mantra: o mandaràmerdismo. Gosto sempre de apresentá-lo:
OS DEZ MANDAMENTOS DO MANDARÀMERDISMO:»

O primeiro mandamento resume o conceito numa expressão direta.

«1. Mantra espiritual do mandaràmerdismo:
“vai à merda”.»

Contudo, o autor esclareceu que esta filosofia não pretende defender a arrogância ou a indiferença.

«2. Princípio Fundamental:
O mandaràmerdismo não é arrogância; é higiene mental.
Não é desinteresse; é selecção natural do que importa.
Não é frieza; é liberdade emocional.»

Quem pode aderir ao «mandaràmerdismo»?

Segundo Pedro Chagas Freitas, este estado surge quando alguém chega ao limite de gastar energia com aquilo que não acrescenta valor.

«3. Regras de Entrada:
— Entra-se quando se atinge o limite de dar importância ao que não interessa.
— Requisitos: uma alma cansada, um ego maleável, propensão para a ironia.»

O escritor apresentou também um conjunto simbólico de objetos necessários para colocar a teoria em prática.

«4. Equipamento Base:
— Um bom par de auscultadores invisíveis: para não ouvir merdas.
— Um espelho: para que possas ver-te como és
— Uma mochila pequena: para levares só o que interessa.»

Depois, reuniu algumas frases destinadas a reforçar a capacidade de estabelecer limites.

«5. Frases-chave a memorizar:
— “Não me incomoda.”
— “Isso é um problema teu.”
— “Estou-me a cagar, com amor.”
— “Eu sei quem sou.”»

Aprender a dizer que não

O «mandaràmerdismo» inclui ainda uma aplicação prática no quotidiano. A proposta passa por recusar obrigações desnecessárias e abandonar espaços onde já não existe interesse.

«6. Prática diária recomendada:
— Recusa um convite por obrigação.
— Diz “não” com um sorriso sincero.
— Sai de grupos onde ninguém diz nada com valor.
— Olha para o mundo como quem vê um reality show: com distância e pipocas.»

Porém, Pedro Chagas Freitas avisou que o conceito não deve servir para justificar comportamentos cobardes ou cruéis.

«7. Cuidados a ter:
— O mandaràmerdismo não deve ser usado como escudo para a cobardia.
— Não confundir com crueldade, cinismo ou falta de empatia.
— Usar com moderação nas relações íntimas: quem nos ama merece a nossa atenção (mas nunca a nossa prisão).»

A ironia regressou na apresentação das possíveis consequências desta filosofia.

«8. Contraindicações:
— Pode causar urticária a narcisistas.
— Risco elevado de perda de seguidores nas redes sociais.
— Potencial vício em paz interior.»

Menos ansiedade e mais identidade

No penúltimo mandamento, o autor resumiu aquilo que espera que aconteça quando alguém aprende a afastar o que lhe retira tempo e tranquilidade.

«9. Resultado Esperado:
— Menos ansiedade.
— Menos gente tóxica.
— Mais tempo.
— Mais tu.»

A publicação terminou com a ideia de que afastar determinadas pessoas, ruídos ou preocupações não implica uma rutura com o mundo.

«10. O mandaràmerdismo não te afasta do mundo; só te aproxima mais de ti.»

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