A petição pelo Mercado de Natal do Rossio ultrapassou as seis mil assinaturas. Os subscritores defendem que a iniciativa se mantenha na praça lisboeta pelo rendimento que proporciona aos comerciantes. A Câmara de Lisboa sugeriu que a Acampada mantenha ali uma tenda simbólica durante o mercado.
O apelo destaca os “pequenos comerciantes, artesãos e produtores locais” que contam com a passagem de visitantes para “venderem o melhor da culinária, arte e confecção portuguesa”. Para os promotores da petição, a praça oferece “uma opção de lazer para muitas famílias portuguesas e uma fonte de rendimento que é essencial para boa parte dos comerciantes”.
Os subscritores pedem que o protesto seja transferido para outro local, argumentando que o espaço já estava reservado. “A Acampada que procure outra praça livre, porque a do Rossio já estava reservada para o mercado muito antes da conceção das atuais manifestações”, lê-se na petição pública.
Na quinta-feira, 5 de novembro, a Câmara Municipal de Lisboa propôs que Renata Cambra pudesse manter simbolicamente uma tenda no Rossio enquanto decorresse o mercado. A proposta municipal prevê ainda três espaços alternativos, entre os quais os manifestantes podem escolher para dar continuidade ao protesto.
Comerciantes da Baixa defendem mercado e comboio de Natal
A Associação de Dinamização da Baixa Pombalina (ADBP) manifestou, em comunicado, o seu apoio à realização das duas iniciativas no Rossio. Segundo a associação, o mercado e o comboio atraem centenas de milhares de visitantes, com impacto também nas lojas, cafés e restaurantes das ruas próximas. Só o Comboio de Natal, elétrico e gratuito, transportou mais de 100 mil passageiros no ano passado, indica a ADBP.
“Esta decisão é uma boa notícia para o comércio da Baixa-Chiado, para os seus trabalhadores e para Lisboa. O Mercado e o Comboio de Natal trazem famílias, visitantes e consumidores à Baixa, dão vida às ruas e criam oportunidades para o comércio numa época decisiva. Queremos que o Rossio seja, neste Natal, um lugar de encontro, de alegria e de confiança, aberto a todos os que queiram viver a cidade e apoiar quem nela trabalha”, afirmou Manuel Lopes, presidente da associação.
