Plano ecológico de Carlos III em Sandringham gera preocupação entre vizinhos, segundo revelou a revista Hello.
Projeto ambiental do rei levanta contestação local
Os planos ecológicos de Carlos III para a propriedade de Sandringham estão a causar polémica junto da comunidade local. Apesar da reconhecida dedicação do monarca às causas ambientais, os moradores da zona manifestam forte apreensão.
Ao longo dos últimos anos, o rei tem promovido várias alterações sustentáveis na propriedade real. No entanto, a iniciativa mais recente não está a ser bem recebida.
Lagoa de estrume motiva receios de saúde pública
Segundo a revista Hello!, Carlos III submeteu um pedido às autoridades locais para construir um grande tanque destinado ao armazenamento de dejetos animais. Trata-se de uma lagoa aberta para estrume, associada à atividade agrícola da herdade.
Contudo, moradores da aldeia de Flitcham mostraram-se alarmados. Um residente classificou estes depósitos como “extremamente perigosos”, alertando para os gases tóxicos que podem libertar.
Proximidade a escola e população idosa preocupa
Além disso, outro vizinho destacou a localização sensível do projeto. O morador sublinhou a proximidade do tanque à aldeia, onde existe uma escola primária e uma população envelhecida, considerada mais vulnerável.
Por outro lado, as preocupações estendem-se à qualidade de vida. Os habitantes receiam um “odor extremamente desagradável”, bem como a possível desvalorização dos imóveis e impacto negativo no turismo local.
Medo de represálias agrava clima de tensão
Entretanto, um dos moradores revelou que nem todos se sentem confortáveis em contestar o plano. Segundo relatou, existe receio de represálias por parte da família real, proprietária de várias casas e espaços comerciais na região.
Este clima tem contribuído para um sentimento de inquietação crescente entre a população local.
Rei defende projeto com argumentos agrícolas
Por sua vez, o pedido apresentado pelo monarca justifica a lagoa com necessidades operacionais da extensa propriedade agrícola, que ocupa cerca de 2700 hectares. No local cultivam-se cereais, feijão, aveia e variedades ancestrais.
O documento refere ainda que o projeto integra uma estratégia de conservação mais ampla, baseada em sistemas agroflorestais e no uso de fertilizantes orgânicos, com o objetivo de reduzir produtos químicos sintéticos.
Dimensão da lagoa e impacto visual
A proposta prevê que a lagoa tenha quase quatro mil metros quadrados, cerca de metade de um campo de futebol, e capacidade para aproximadamente dez mil metros cúbicos de estrume.
Para minimizar o impacto visual, o plano inclui a cobertura parcial da estrutura com prados de relva e flores silvestres.
Autorização ainda não foi concedida
Até ao momento, as autoridades locais ainda não aprovaram a construção. Desde que assumiu a gestão de Sandringham, em 2017, Carlos III tem promovido uma transformação ecológica profunda na propriedade, agora envolta em controvérsia.
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