PSP revela números alarmantes: mais de 500 idosos sinalizados em risco na operação “A Solidariedade Não Tem Idade”, em comunicado.
Operação decorreu entre julho e setembro
A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou esta quinta-feira os resultados da 13.ª edição da operação “A Solidariedade Não Tem Idade – A PSP com os idosos”, realizada entre os dias 28 de julho e 26 de setembro, em todo o território nacional.
De acordo com a PSP, a iniciativa tem como principal objetivo “detetar, junto da população idosa, casos de fragilidade social, de maior vulnerabilidade física e/ou psíquica e de suspeitas de vítimas reiteradas de crimes”.
Mais de 2.800 contactos realizados
Durante esta operação foram concretizados 2 824 contactos individuais de prevenção criminal, que resultaram na sinalização de 559 idosos. Entre estes, 481 foram encaminhados de imediato para instituições de apoio social e 391 encontravam-se em situações de risco.
Segundo o comunicado, “destacam-se 140 por falta de autonomia, 67 por serem vítimas da prática reiterada de crimes, 66 por quadro clínico grave e 44 por ausência de rede de contactos”.
Contactos ao longo do ano
No total, desde o início de 2024, a PSP já realizou 6 654 contactos individuais com idosos, dos quais 3 590 foram efetuados nas respetivas residências.
A força de segurança explica que, “3.785 do total dos contactos individuais realizados resultaram da iniciativa e proatividade das EPAV, com o objetivo de contactar os idosos e avaliar o seu sentimento de insegurança, fornecer conselhos de autoproteção e de promoção da segurança e avaliar situações de especial vulnerabilidade”.
Deste trabalho resultaram ainda 757 idosos sinalizados, sendo 240 por isolamento geográfico e/ou social, 422 por falta de autonomia e 111 por serem vítimas reiteradas de crimes.
Idosos como alvos preferenciais
A PSP alerta que, “de um modo geral, os idosos, pelas suas limitações de locomoção e fragilidades psíquicas, tornam-se vítimas preferenciais em relação a crimes contra o património, contra a liberdade pessoal e contra a integridade física”.
A mesma nota sublinha que “a sensação de abandono (solidão) e o flagelo social do isolamento, próprio das grandes urbes, associado à consciência que a pessoa idosa tem das suas vulnerabilidades e da incapacidade para as superar autonomamente, agravam o risco de (re)vitimização”.
Proximidade que salva
A PSP frisa que os polícias das EPAV são muitas vezes “a única companhia ou ‘cara amiga’ que estes idosos têm, tornando-se nos seus confidentes, amigos e familiares”, destacando que esta ligação é a verdadeira essência do policiamento de proximidade.
Programa “Estou Aqui Adultos” já ajudou mais de 115 pessoas
Paralelamente, a PSP recorda a existência do programa “Estou Aqui Adultos”, criado em 2015 em parceria com a Fundação Altice, que promove o reencontro de pessoas desorientadas com as suas famílias.
Segundo a nota oficial, “desde o início do programa a PSP já promoveu o reencontro com as suas famílias de mais de 115 pessoas que se encontravam perdidas ou desorientadas”.
Até à data já foram atribuídas mais de 21 mil pulseiras, sendo que em 2025 já foram entregues 3 101.
Dia Internacional da Pessoa Idosa
No âmbito da efeméride que hoje se assinala, a PSP reforça o apelo: “todos os cidadãos podem denunciar qualquer suspeita de crime, especialmente se direcionado contra pessoas idosas, através dos e-mail proximidade@psp.pt ou violenciadomestica@psp.pt e ainda presencialmente em qualquer Esquadra da PSP”.
