Ricardo Martins Pereira denuncia recusa de atendimento prioritário na EPAL e fala em abuso de poder, nas redes sociais.
Queixa pública envolve Loja do Cidadão
Ricardo Martins Pereira, conhecido como Ricardo Martins Pereira, recorreu às redes sociais para denunciar uma situação ocorrida na Loja do Cidadão.
O comentador da CMTV acusou a EPAL de lhe ter negado, de forma indevida, o atendimento prioritário.
O empresário encontrava-se acompanhado pela companheira, Sara Pereira, e pelo filho do casal, Manel, de apenas três meses.
Funcionária impede acesso à prioridade
Segundo o relato, Ricardo Martins Pereira dirigiu-se ao balcão para tratar de assuntos relacionados com a mudança de casa.
Nesse momento, foi questionado sobre o motivo da senha prioritária.
No seu testemunho, explicou:
“Hoje de manhã, fui à Loja do Cidadão, fui à EPAL (…) e, quando cheguei ao balcão, a senhora vira-se para mim e pergunta: ‘Por que é que o senhor pediu a senha prioritária?’. Eu disse-lhe: ‘Porque estou com um bebé de três meses’. E a senhora responde: ‘Pois, mas está aqui a mãe. A mãe pode ficar com ele, o senhor tem de ir pedir a senha A’.”
Contestação baseada na lei
Indignado, Ricardo Martins Pereira recusou aceitar a interpretação apresentada.
De imediato, pediu que lhe fosse indicada a base legal para a recusa.
Como contou mais tarde:
“Eu disse-lhe: ‘Lamento, mas não é isso que diz a lei. Eu tenho direito à prioridade, desde que esteja acompanhado pelo meu filho’.”
Perante a insistência da funcionária, reforçou:
“Mostre-me onde é que a lei diz que, se eu estiver acompanhado por outra pessoa, perco o direito à prioridade? Isso não faz sentido absolutamente nenhum.”
Supervisora confirma recusa e agrava conflito
Entretanto, a situação escalou com a chegada de uma supervisora, identificada como Mariana Silva.
Segundo o comentador, a responsável corroborou a posição da colega.
No relato partilhado, afirmou:
“A senhora vira-se para mim (…) e diz-me assim: ‘Pois, lamento, mas a minha colega tem razão naquilo que está a dizer, o senhor não tem direito à prioridade’.”
Após consultar o decreto-lei, Ricardo garante ter demonstrado que a norma não sustentava essa decisão.
“A lei serve para proteger as crianças”
De seguida, Ricardo Martins Pereira explicou a lógica da legislação em vigor.
Para o comentador, o foco deve estar no bem-estar do bebé.
Nesse sentido, afirmou:
“A lei serve para proteger as crianças, não serve para proteger os pais. Serve para as crianças não estarem muito tempo na Loja do Cidadão.”
E acrescentou:
“Obviamente que o bebé está connosco e, se o bebé está connosco, a lei serve para que ele não passe muito tempo ali.”
Reclamação aceite, mas resposta final gera choque
Por fim, o caso terminou com uma reclamação formal no departamento jurídico.
Segundo Ricardo Martins Pereira, a razão foi-lhe dada.
No entanto, ao tentar alertar a supervisora para evitar novas situações semelhantes, recebeu uma resposta que considerou inaceitável.
Como relatou:
“A senhora vira-se para mim e disse: ‘O senhor não fez já a reclamação? Não está já atendido? Então, ponha-se a andar’.”
O comentador concluiu que o seu objetivo não era pessoal, mas sim evitar que outros pais enfrentem o mesmo tratamento.

