Sofia Aparício arrasa “decisores” da televisão e faz revelação inesperada após missão em Gaza, num podcast.
Sofia Aparício fala sem filtros sobre silêncio da televisão
Sofia Aparício abriu o coração no podcast “A Esperança Atrás do Muro”, de André Filipe Oliveira, onde revisitou a decisão de viajar para Gaza e o regresso a Portugal, marcado por perda de peso e desidratação. No entanto, foi um desabafo sobre o mundo televisivo que mais surpreendeu.
A atriz confessou que nenhum “decisor” das televisões a contactou durante o período em que esteve fora — algo que, segundo admite, não a surpreendeu totalmente:
“Mesmo os decisores, eu não sei se eles (…) Eu não sei se esses decisores também já não me conheciam, porque nenhum deles é muito novo nisto, como eu também não sou”, começou por dizer.
E acrescentou ainda:
“Portanto, mesmo que não gostem de mim, conhecem-me, porque eu não tenho assim grandes máscaras e nem tenho nada para dizer a ninguém.”
“Nunca fui desonesta”: a defesa da sua imagem
Sofia Aparício fez questão de sublinhar que, apesar do silêncio da indústria, mantém a consciência tranquila:
“Mesmo que as pessoas não gostam de mim, há coisas que não podem dizer de mim. Não podem dizer que fui desonesta, não podem dizer que passei por cima de alguém… Não. Porque ninguém vai acreditar, graças a Deus!”
Com 55 anos e uma carreira consolidada, desabafou que as únicas mensagens negativas que recebeu foram de desconhecidos:
“As únicas mensagens negativas, e de ódio, e de ameaças, e não sei o quê, que eu recebi foi de pessoas que eu não conheço de lado nenhum.”
O impacto da missão e o receio de perder trabalho
Durante a conversa, Sofia admitiu que ponderou as consequências profissionais da sua participação na flotilha rumo a Gaza:
“Quando fui, achei, se calhar: nunca mais trabalho.”
Mas, rapidamente, colocou tudo em perspetiva:
“Tudo aquilo que me possa acontecer, comparado com o que as pessoas na Palestina estão a passar, não é nada.”
Ainda assim, reconheceu a necessidade de trabalhar:
“É claro que preciso de trabalhar, mas se não fizer uma coisa, faço outra. Já trabalhei em restauração, já servi às mesas… Não adoro, pelo contrário, não gosto mesmo nada. Mas se tiver de ser, que seja.”
“Estou diferente”: a transformação após Gaza
Apesar de acreditar que continuará a trabalhar, admite que a experiência mudou a sua forma de estar no mundo:
“Acho que não [vai ficar sem trabalho], acho que não. Não sei. Se voltar é só para o ano. Acho que estou diferente. As coisas mudam-nos, não é?”
A atriz confessou ainda que, antes desta missão, procurava papéis mais leves:
“Queria fazer coisas cómicas, por estar a deparar-me com um mundo tão pesado.”
E explicou porquê:
“Pelo menos quando estivesse a trabalhar, não estava a pensar em problemas.”
Veja o podcast AQUI.
