Tânia Laranjo ironiza sobre dinheiro apreendido e assalto de Porsche: “Aos 80 anos talvez dê para comprar um pneu”, destacou.
Tânia Laranjo recorreu ao Facebook para comentar dois casos de criminalidade que descreveu numa publicação, cruzando referências a dinheiro apreendido, habitação camarária e um assalto com recurso a um Porsche. A jornalista terminou o texto com uma comparação entre esses episódios e o quotidiano de quem trabalha, paga impostos e tenta poupar.
Um dos casos mencionados envolvia, segundo o relato que partilhou, um homem suspeito de chefiar uma rede de tráfico de droga que vivia numa casa camarária e tinha mais de 110 mil euros na habitação.
“Um homem suspeito de chefiar uma rede de tráfico de droga vivia numa casa camarária e tinha mais de 110 mil euros em casa. A PSP apreendeu o dinheiro. Agora, expliquem-me uma coisa: como é que alguém ligado a um negócio destes acaba a morar numa casa camarária?”, questionou.
A jornalista acrescentou: “Eu sei que a vida está cara, mas há quem tenha mesmo jeito para esticar o orçamento.”
A referência aos 50 mil euros num mealheiro
No comentário ao mesmo caso, Tânia Laranjo destacou a forma como, de acordo com a sua publicação, parte do dinheiro estava guardada.
“E depois há o pormenor de esconder 50 mil euros num porquinho mealheiro. Mais de 110 mil euros no total e a velha tradição de guardar dinheiro no sítio onde, em criança, metíamos as moedas para comprar um brinquedo.”
O texto passou depois para outro episódio, que a jornalista situou no mesmo dia: um assalto a uma loja da MEO em que, segundo escreveu, os envolvidos chegaram num Porsche.
“No mesmo dia, ficamos a saber que outros assaltantes foram roubar uma loja da MEO. Apareceram de Porsche e ainda deram os bons dias às testemunhas. Isto é que é entrar com classe.”
“Há pessoas que passam anos a tentar comprar um Porsche”
Tânia Laranjo ressalvou desconhecer a proveniência do automóvel, mantendo a ironia sobre as circunstâncias que descreveu.
“Não sei se o carro era roubado, alugado ou comprado com o dinheiro de algum negócio, mas lá que a educação não lhes falta, não falta. Há pessoas que passam anos a tentar comprar um Porsche e outras que o usam para ir assaltar lojas.”
No final, a jornalista trouxe o comentário para as dificuldades de poupança de quem vive do trabalho.
“E nós? Nós levantamo-nos cedo, trabalhamos, pagamos impostos e, se tudo correr bem, ainda conseguimos pôr umas moedas no mealheiro. Aos 80 anos talvez dê para comprar um pneu do Porsche. Se não tivermos de o gastar primeiro em impostos.”
