Carolina Deslandes Revolta-se com Cobertura Mediática do Funeral de Diogo Jota e André Silva, nas redes sociais.
A tragédia que abalou o mundo do futebol na passada quinta-feira, 3 de julho, continua a marcar a atualidade. Diogo Jota e André Silva perderam a vida num acidente de viação, e as reações de dor sucedem-se desde então. Dois dias depois, a cidade de Gondomar despediu-se dos irmãos num funeral marcado pela emoção.
Velório marcado pela dor e presença mediática
No dia seguinte ao acidente, amigos, familiares e fãs reuniram-se para prestar a última homenagem aos dois futebolistas. O velório teve forte presença da comunicação social, nacional e internacional, o que acabou por gerar críticas nas redes sociais, sobretudo pelo modo como foi feita a cobertura do momento de luto.
Carolina Deslandes reage com indignação
Carolina Deslandes foi uma das figuras públicas que se insurgiu contra a forma como a imprensa acompanhou o funeral. A cantora recorreu às redes sociais para manifestar o seu desagrado com a invasão de privacidade à família dos atletas.
“Eu sei que toda a gente tem de ganhar dinheiro e sei também que se normalizou esta cena de ser paparazzi, tirar fotografias e invadir a privacidade das pessoas. Mas eu não compreendo como é que ainda não é proibido filmar e perseguir pessoas que estão de luto”, escreveu.
“Como é que chegámos a este ponto?”
A artista não ficou por aqui e lançou uma reflexão sobre os limites do respeito em situações de perda.
“Toda a gente viu as notícias de ontem, da tragédia, de duas vidas que se perderam, de uma mãe que ficou sem dois filhos, de três crianças que ficaram sem pai, de uma mulher que ficou viúva. Como é que chegámos a um ponto em que não há a empatia, a bondade, a decência, de deixar que uma família faça um luto sem ser perseguida, sem quererem arranjar a filmagem da pessoa mais destroçada?”, questionou.
A mensagem de Carolina Deslandes recebeu milhares de reações e abriu um debate sobre os limites éticos da cobertura jornalística em momentos de dor profunda.
