Stands do Rock in Rio Lisboa mostram o festival que acontece entre concertos

Stands do Rock in Rio Lisboa mostram o festival que acontece entre concertos, dentro do Parque Tejo.

Fotografias: Carlos Pedroso

O Rock in Rio Lisboa também se conta fora dos palcos.

Conta-se nos caminhos entre uma actuação e outra, nas paragens rápidas, nas fotografias tiradas à pressa, nos grupos que param junto às estruturas e nos olhares de quem ainda está a descobrir o recinto. Nem tudo acontece quando as luzes se viram para os artistas. Muitas vezes, o festival ganha vida nos intervalos.

A galeria do Infocul.pt by ARDglobal passa precisamente por esse lado menos ruidoso, mas essencial, da Cidade do Rock: os stands, as ativações e os espaços que ajudam a dar cor ao dia.

Aqui, o público não está apenas à espera do próximo concerto. Está a viver o festival por dentro.

Entre a música e a experiência

Num evento desta dimensão, os palcos são o grande chamamento. Mas há outro circuito a funcionar ao mesmo tempo.

As pessoas circulam, param, tiram fotografias, entram em espaços preparados para criar memória e voltam ao caminho. Por vezes, basta uma instalação, uma entrada mais vistosa ou um cenário pensado para fotografia para se formar uma pequena fila.

Depois, tudo se mistura. A música que vem ao longe, a curiosidade, o calor do recinto, os grupos de amigos, os telemóveis levantados e aquela vontade quase automática de guardar um fragmento do dia.

Os stands fazem parte dessa paisagem. Não aparecem como simples cenário. Ajudam a compor a experiência de quem passa várias horas no festival.

O outro lado da Cidade do Rock

A reportagem fotográfica mostra alguns desses pontos de encontro.

Há imagens de pessoas junto a ativações, espaços com identidade visual forte e zonas que funcionam como pequenas paragens dentro do recinto. São momentos simples, mas dizem muito sobre a forma como se vive hoje um grande festival.

Porque o público já não procura apenas ver concertos. Procura também circular, participar, fotografar e levar consigo sinais daquele dia.

No Rock in Rio Lisboa, cada canto pode tornar-se uma memória. Um stand pode ser ponto de encontro. Uma estrutura pode virar cenário. Uma pausa pode ganhar importância quando se olha para trás.

Uma galeria para ver o festival com outro ritmo

Esta galeria não pretende roubar lugar aos grandes concertos. Antes pelo contrário. Ajuda a mostrar tudo o que os rodeia.

Entre palcos, corredores e zonas de passagem, há um festival paralelo a acontecer. Mais pequeno no som, talvez. Mas muito presente na forma como o público se move e ocupa o espaço.

Por isso, olhar para estes stands é também olhar para o Rock in Rio Lisboa sem pressa. Ver o festival para lá do cartaz. Perceber a cor, o movimento e os pequenos rituais que fazem parte da experiência.

No fim, a Cidade do Rock não vive apenas do momento em que começa a próxima música.

Vive também de tudo aquilo que acontece enquanto se espera por ela.

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