José Raposo despede-se em lágrimas de Almeno Gonçalves: “É uma bênção dos céus ter convivido com ele”, disse.
O adeus a um dos nomes mais queridos do teatro e da televisão
O meio artístico continua de luto pela morte de Almeno Gonçalves, que partiu na passada quinta-feira, dia 27, aos 66 anos, vítima de cancro. Assim que a notícia foi conhecida, as redes sociais encheram-se de mensagens de carinho e despedida para o ator, recordado como um profissional brilhante e um ser humano de enorme generosidade.
Entre as muitas homenagens, destacou-se a de José Raposo, que prestou um tributo profundamente emotivo ao amigo de longa data.
“A pessoa mais íntegra que conheci”
Numa mensagem carregada de saudade, Raposo homenageou Almeno com palavras que comoveram os seguidores.
“O ‘Meninho’, a pessoa mais íntegra que conheci, deixou-nos. O Almeno marcou a minha vida, o Almeno marcou a vida de muitos. Digo-vos, é uma bênção dos céus ter-me sido proporcionado conviver com alguém como o ‘Meno’, a candura em pessoa.”
O ator recordou ainda a autenticidade inconfundível de Almeno, descrevendo-o como um homem de caráter raro:
“O ‘Meno’ era de Braga, falava num tom sincero, alto, gargalhado, um tom que com inteligência e simplicidade buscava justiça e espalhava amor naturalmente.”
Um artista completo e apaixonado pelo teatro
José Raposo sublinhou também a versatilidade da carreira do amigo, que deixou marca em várias áreas artísticas:
“O ‘Meninho’, com a cumplicidade da sua metade Patti Smith, a doce Patrícia (…) cumpriu muitos dos 1001 sonhos que tinha como intérprete, encenador, realizador, produtor, autor… homem amante fiel do Teatro.”
Para Raposo, Almeno Gonçalves era não apenas um ator, mas um defensor incansável da arte e da cultura, alguém cuja paixão inspirava todos os que com ele trabalharam.
“Fiquei oito meses na casa do Almeno”: o apoio num momento difícil
Num dos momentos mais íntimos da homenagem, José Raposo recordou a ajuda incondicional que recebeu de Almeno durante um período complicado da sua vida pessoal:
“Quando eu e a João [Maria João Abreu] nos separámos, fiquei oito meses na casa do Almeno, que foi sempre um dos nossos maiores amigos, meu e dela. O meu coração preservará para sempre este ser solidário, lindo, que o Almeno é. Até já, ‘Meninho’.”
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