José Pedro Vasconcelos juntou-se à greve geral e deixa críticas duras à realidade laboral em Portugal, no dia 11.
Esta quinta-feira, 11 de dezembro, milhares de pessoas saíram à rua em várias manifestações associadas à greve geral. Os protestos visaram o pacote laboral e mobilizaram cidadãos de diferentes setores.
Cineasta marca presença nas manifestações
Entre os participantes esteve José Pedro Vasconcelos. O realizador decidiu associar-se ao protesto e explicou publicamente a sua posição enquanto empregador.
Desde logo, o cineasta sublinhou a importância dos trabalhadores no seu percurso profissional.
“Participei na manifestação da greve geral enquanto patrão. Sem os meus empregados não existo e não produzo”, escreveu.
Críticas à legislação e aos obstáculos burocráticos
De seguida, José Pedro Vasconcelos clarificou que não vê a atual legislação laboral como o principal entrave diário. Ainda assim, apontou outras dificuldades estruturais.
“Não sinto que a legislação de trabalho atual seja a barreira diária que tenho de vencer. As minhas barreiras são os impostos altíssimos, o pesadelo dos licenciamentos e a eterna sensação de que fazer qualquer coisa é muito difícil”, afirmou.
Assim, o realizador destacou entraves fiscais e burocráticos como fatores centrais do problema.
Desabafo sobre o futuro em Portugal
Por fim, o cineasta deixou um desabafo mais emocional sobre o contexto nacional. José Pedro Vasconcelos mostrou cansaço com o discurso dominante sobre inovação.
“És preso por ter cão e por não ter. Cansado de ouvir falar em IA, unicórnios, startups e afins, tentem licenciar uma obra, um projeto, um negócio e digam-me coisas”, escreveu.
A mensagem terminou com uma nota de desencanto. “Farto de fazer aqui, com vontade de fugir daqui. Que pena, Portugal. Com licença”, concluiu.

