Trump e George Clooney trocam ataques públicos e expõem rutura total de uma antiga amizade, com palavras amargas.
A relação outrora cordial entre Donald Trump e George Clooney deteriorou-se ao longo da última década e transformou-se agora num confronto público sem reservas.
Uma proximidade que ficou no passado
Numa entrevista recente à Variety, George Clooney recordou o período em que mantinha contacto regular com Trump. O ator revelou que o conhecia “muito bem” e que ambos frequentavam os mesmos clubes e restaurantes.
Além disso, Clooney afirmou que Trump lhe ligava com frequência e que chegaram a trocar favores. Entre os exemplos, referiu uma tentativa do então magnata de o ajudar a entrar num hospital para consultar um cirurgião às costas.
Contudo, o tom mudou quando descreveu a evolução da relação, classificando Trump como “um grande palhaço” e acrescentando que “tudo isso mudou”.
Resposta dura na Truth Social
Entretanto, as declarações motivaram uma reação imediata do presidente norte-americano. Através da Truth Social, Donald Trump respondeu com ataques diretos ao ator.
Na publicação, criticou as posições políticas de Clooney e ironizou a recente cidadania francesa do ator e da mulher, Amal Clooney.
Trump descreveu o casal como “dois dos piores prognosticadores políticos de sempre” e aproveitou para criticar França, apontando problemas de criminalidade ligados à imigração. Nesse contexto, comparou a situação ao mandato de Joe Biden.
Ataques políticos e pessoais
Por outro lado, o líder republicano recordou o artigo de opinião publicado por Clooney no The New York Times em 2024. Nesse texto, o ator defendia o afastamento de Biden em favor de Kamala Harris.
Ainda assim, foi na parte final da mensagem que Trump intensificou o ataque pessoal. Sobre a carreira em Hollywood, escreveu que Clooney “teve mais publicidade pela política do que pelos seus poucos e totalmente medíocres filmes”.
A concluir, Trump afirmou que o ator “nunca foi uma estrela de cinema”, mas apenas “um tipo banal que se queixava constantemente do senso comum na política”, encerrando a publicação com o seu habitual slogan de campanha.
