Carro de Maycon Douglas continua submerso na Nazaré e remoção é considerada extremamente arriscada, segundo foi revelado.
Veículo permanece no mar após as cerimónias fúnebres
Depois de encontrado o corpo de Maycon Douglas e realizadas as cerimónias fúnebres, o automóvel que o ex-concorrente conduzia continua submerso no mar da Nazaré.
Até ao momento, o veículo permanece no local onde caiu, sem data definida para remoção.
Especialistas alertam para dificuldades da operação
Segundo novos dados avançados pela CMTV este domingo, 18 de janeiro, a retirada do carro será uma “operação difícil”.
Um mergulhador e pescador explicou os riscos associados às condições do mar naquela zona.
“Conheço bem estas águas, que eu tenho um barco, vou aqui à pesca e conheço este mar como ninguém”, começou por referir.
Em seguida, esclareceu que existia um plano inicial da seguradora, mas sublinhou vários obstáculos naturais.
“Isto é preciso as pessoas terem noção de que este mar aqui é um mar muito especial e onde caiu o carro contam-se pelos dedos da mão os dias em que isso pode acontecer durante o ano”, afirmou.
Segundo o mesmo, só condições muito específicas permitem uma intervenção segura.
Condições do mar limitam janela de intervenção
De acordo com o testemunho, o vento e a ondulação são fatores decisivos.
“Tem que estar o mar a 0.6, 0.7 no máximo, tem que estar vento de leste ou de sul durante dois dias para o mar acalmar”, explicou.
Além disso, recordou que a costa portuguesa é maioritariamente afetada por vento de noroeste.
Essa realidade provoca ondulação constante e reduz drasticamente as oportunidades de intervenção.
Bombeiros confirmam riscos e custos elevados
Também Joaquim Leonardo, comandante dos Bombeiros, abordou a situação.
Segundo explicou, o local onde se encontra o veículo dificulta ainda mais a operação.
“O veículo está numa zona de rocha, numa zona de rebentação e há alguma dificuldade no próprio acesso ao sítio”, afirmou.
Além disso, lembrou que a responsabilidade da remoção pertence à seguradora.
“Como a própria polícia já referiu, a responsabilidade da remoção daquele veículo é então da companhia de seguros, que terá que arranjar forma de conseguir retirá-lo, e naturalmente que isso terá um custo elevado”, acrescentou.
Avaliação custo-benefício pode ser decisiva
Por fim, Joaquim Leonardo admitiu que a retirada é possível, mas levanta sérias reservas.
“Haverá com certeza forma” de remover o carro, disse, defendendo prudência na decisão.
“É preciso ponderar o custo-benefício”, sublinhou, destacando os riscos para os mergulhadores.
Segundo o comandante, trata-se de uma zona de rebentação, com correntes fortes, baixa visibilidade e acesso difícil, tornando a operação extremamente perigosa.
