Luíza Abreu revela nome da filha e recorda infância marcada pela violência doméstica no programa “Júlia”

Luíza Abreu revela nome da filha e recorda infância marcada pela violência doméstica no programa “Júlia”, na tarde de ontem.

Entrevista na SIC trouxe revelações pessoais e emocionais

Luíza Abreu foi uma das convidadas do programa “Júlia”, da SIC, na tarde de terça-feira, 10 de março. Durante a conversa com Júlia Pinheiro, a irmã de Luciana Abreu falou sobre o passado difícil, a carreira artística e o momento feliz que vive ao lado do cavaleiro João Moura Caetano.

Ao longo da entrevista, a futura mãe abriu o coração e recordou episódios marcantes da sua vida. Ao mesmo tempo, revelou uma novidade aguardada: o nome e o sexo do bebé que espera.

Casal revela nome da primeira filha

Logo no início da conversa, Luíza Abreu confirmou que está grávida de uma menina. O nome escolhido pelo casal tem um significado muito especial para ambas as famílias.

“Vai chamar-se Maria Guiomar. É uma homenagem à minha mãe, que se chama Maria, e Guiomar, vem do lado do João.”

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Apesar da felicidade que vive atualmente, a convidada explicou que o início da gravidez não foi fácil. Ainda assim, destacou que esta experiência tem sido única.

“Para mim é única, não é? É a primeira vez que estou de bebê, portanto está a ser tudo muito especial. (…) Não há injústia, não há nada? Isso foi no início. Os três primeiros meses custou-me quase tanto.”

Com os primeiros meses ultrapassados, Luíza Abreu revelou estar focada em aproveitar esta nova fase da sua vida.

Infância marcada pela violência doméstica

Durante a entrevista, o tom da conversa mudou quando Júlia Pinheiro abordou o passado familiar da convidada. Luíza Abreu recordou episódios de violência doméstica protagonizados pelo pai.

A artista explicou que as memórias dessa fase continuam muito presentes.

“Tem recordações muito presentes disso? Tenho, tenho. Lembro-me de tudo. Acho que é esse um dos dons que Deus me deu, de facto. É a memória. Porque é a memória que me faz ter a certeza absoluta da extraordinária mãe que tenho. (…) da polícia o procurar, não é? Sim. Os vizinhos ouviam os barulhos. Às vezes chamavam a polícia, outras vezes também ficavam reticentes.”

Um dos episódios mais marcantes aconteceu precisamente no dia em que celebrava o seu aniversário.

“Acontece que quando chega o momento de cantarmos os parabéns, os parabéns não acontecem. É tudo destruído. (…) Portanto, neste caso, de 26 para 27 de setembro, à meia-noite. E não aconteceu. Foi tudo destruído e é nessa mesma noite que vamos embora para nunca mais voltar.”

Depois dessa noite, a família foi obrigada a mudar várias vezes de casa para fugir ao agressor.

Medo constante durante a infância

O receio de reencontrar o pai estendia-se também à escola. Luíza Abreu revelou que as instituições tinham medidas especiais para garantir a segurança da família.

“O porteiro, ia dizer funcionário, o porteiro da escola, tinha com ele sempre uma fotografia para que soubesse quem era a pessoa e não permitir a passagem. (…) A qualquer momento, na esquina, podia haver uma situação? Sim. Mas no meio de tudo isto, Julia, deixo-me enaltecer a minha mãe. Claro, a sua mãe! Porque, de facto, amor nunca nos faltou.”

Além disso, os anos seguintes foram marcados por processos judiciais. Ainda criança, Luíza teve de testemunhar contra o próprio pai em tribunal.

Mais tarde, já na idade adulta, voltou a enfrentar o progenitor em tribunal, depois de este ter avançado com um processo por difamação contra a filha. No final, acabou por sair vitoriosa.

Recordação da carreira artística

A entrevista abordou também o percurso profissional de Luíza Abreu. A convidada recordou a entrada no projeto musical Doce Mania, fase que considera determinante na sua vida.

Ao rever imagens dessa época, aproveitou para deixar um agradecimento público a Helena Coelho.

“Era. Aqui está. Era. E muito obrigada, Helena Coelho, pela oportunidade que me deu, por tudo aquilo de bonito que viu em mim e fez questão de todos os dias lembrar-me dessa beleza interior que tenho. Do talento que tenho e de nunca duvidar dele. Sou muito grata à Helena.”

A artista descreveu ainda o sentimento que viveu ao alcançar o sonho de subir ao palco.

“Interiormente, eu dizia, olhava à minha volta e dizia para mim, eu consegui, eu consegui chegar aqui. Não sei por quanto tempo, mas o que está a acontecer, está a acontecer graças a mim e àquilo em que eu acredito que sou capaz de fazer e que a Helena viu em mim também isso e deu-me essa alegria, essa oportunidade, que eu jamais vou esquecer. Estou a falar com a Juli, estou a olhar a fotografia, porque… e o marido da Helena, o Pete, a Joana, a filha, o André, o filho, foram todos muito incríveis para mim ainda hoje.”

Relação com Luciana Abreu e afastamento familiar

Outro tema abordado foi a relação com a irmã, Luciana Abreu. Questionada por Júlia Pinheiro sobre possíveis sentimentos de rivalidade, Luíza Abreu foi clara.

“Não? Não, até porque os talentos são incomparáveis e nós somos incomparáveis. Ela tem a personalidade dela, eu tenho a minha, ela tem o talento dela, eu tenho o meu. Da minha parte, a única coisa que sentia e sinto por ela é admiração pelo extraordinário trabalho que ela faz e o talento que ela tem, que é inegável. Mas a verdade é que… Nunca houve ciúme ou rivalidade a alguma coisa, se é isso que me está a contar.”

Apesar dessa admiração, a convidada lamentou o afastamento atual entre as duas irmãs.

“Custa muito não ter [relação], hoje não existe. Não é por falta de tentativa, é o que é.”

Num momento emotivo, deixou também uma mensagem às sobrinhas.

“Assim como eu tenho memória, as meninas também a têm, sem dúvida. Se tiverem a ver, um grande beijinho para elas com eterna saudade, minha e da Vovó.”

Porta aberta para uma reconciliação

Perante a pergunta de Júlia Pinheiro sobre a possibilidade de reconciliação, Luíza Abreu garantiu que continua disponível para voltar a aproximar-se da irmã.

“As nossas portas estão abertas, Júlia, sempre estiveram. Se me perguntar o porquê, eu também não lhe consigo explicar isto tudo… nem eu nem a nossa mãe, mas a nossa porta está sempre aberta, o amor é que prevalece, o amor é que vence tudo, portanto só o amor…”

Assim, entre memórias dolorosas e momentos de felicidade, a entrevista revelou uma Luíza Abreu determinada a olhar para o futuro, agora com a chegada da filha Maria Guiomar.

Pode ver este momento AQUI.

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