Padre Ricardo Esteves alerta para os excessos no amor: “Até as virtudes podem tornar-se vício”, assinalou nas redes sociais.
Padre Ricardo Esteves voltou a recorrer às redes sociais para deixar uma reflexão sobre amor, limites e equilíbrio. A publicação parte de uma imagem forte: uma abelha que se afoga em mel.
A partir dessa metáfora, o sacerdote falou sobre relações, ambição, trabalho, dinheiro e hábitos que começam por alimentar, mas podem acabar por sufocar.
O amor e o risco de perder o equilíbrio
Na publicação, Padre Ricardo Esteves começou por reconhecer a beleza do amor. No entanto, deixou logo um alerta sobre aquilo que se ama sem medida.
“Amar é bom… se é…!!! Mas, cuidado com aquilo que tu amas demais.”
Depois, o sacerdote recuperou uma frase que, segundo explicou, só mais tarde compreendeu verdadeiramente.
“Um dia ouvi esta frase: uma vez vi uma abelha a afogar-se em mel. E só mais tarde entendi o significado.”
A imagem serviu de ponto de partida para uma reflexão sobre excesso. Mesmo aquilo que é bom pode transformar-se em perigo quando deixa de ter medida.
“O mel é bom, a abundância é boa, mas quando te afogas muito naquilo que te deveria alimentar, o alimento torna-se veneno. A abelha não morreu porque o mel era mau, morreu porque não soube quando parar.”
Quando o que alimenta começa a sufocar
Entretanto, Padre Ricardo Esteves alargou a reflexão a várias áreas da vida. Para o sacerdote, o excesso pode surgir mesmo nas coisas certas.
“Sabes, o excesso das coisas certas destrói tanto quanto a falta delas.”
Depois, apontou exemplos concretos. Falou de relações sufocadas pela necessidade constante de resposta, de carreiras transformadas em obsessão e de dinheiro acumulado à custa da paz.
“E isso vê-se em tudo: nos relacionamentos que sufocas com a atenção constante a pedir respostas que ninguém deveria ter de dar. Na carreira profissional que consome as tuas manhãs, tarde e noites porque o sucesso ficou tão perto que se tornou uma obsessão. No dinheiro que acumulas como se fosse garantia de paz, quando na verdade perdes a paz ao o acumular. Na comida, no trabalho, em tantas coisas.”
Assim, a mensagem não ficou limitada ao amor romântico. O texto apontou para todos os lugares onde a dedicação perde equilíbrio.
“Não confundas dedicação com o afogar-se”
Num dos momentos mais fortes da publicação, Padre Ricardo Esteves deixou um aviso sobre a diferença entre entrega e excesso. A frase resume o centro da reflexão.
“Não confundas dedicação com o afogar-se.”
Depois, reforçou a ideia de que nem tudo deve ser mantido a qualquer custo. Até aquilo que parece virtude pode perder sentido quando deixa de ter limite.
“Cuidado com o querer tudo e não saber desistir de nada. Até as virtudes podem tornar-se vício quando estão desequilibradas. Por vezes, muitas vezes, é na abundância que perdemos o domínio sobre nós mesmos.”
A reflexão ganha aqui um tom mais direto. O sacerdote fala para quem pode estar preso a algo que começou bem, mas passou a pesar.
“Hoje, tu podes ser esse alguém que se está a afogar em algo que começou como o mel. Pode ser uma pessoa, uma ambição, um hábito que parecia virtuoso.”
Saber parar também é saber escolher
Na parte final, Padre Ricardo Esteves sublinhou que nem todo o peso é sinal de profundidade. Às vezes, escreveu, aquilo que se confunde com compromisso já se tornou falta de ar.
“Sentes o peso mas confundes isso com profundidade, com compromisso, com amor… quando na verdade és apenas uma abelha a respirar cada vez mais devagar.”
Depois, deixou a mensagem central da publicação: parar não significa necessariamente desistir. Pode ser, antes, uma forma de perceber o que merece continuar.
“Saber parar não é desistir… é saber o que vale a pena.”
Por fim, o sacerdote terminou a reflexão com a saudação habitual aos seguidores.
“Um dia muito feliz para todos sempre com Deus no coração 🙏❤️🍀”
Desta forma, Padre Ricardo Esteves voltou a usar as redes sociais para deixar uma mensagem de leitura simples, mas com peso emocional. Entre o mel, a abelha e os excessos do dia a dia, o alerta foi claro: até o que é bom pode magoar quando deixa de ter medida.
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