Elma Aveiro criticada no “Passadeira Vermelha” após insultos a Carlos Daniel: “É completamente desnecessário”, foi referido.
A reação de Elma Aveiro a uma análise de Carlos Daniel sobre Cristiano Ronaldo voltou a ser tema no “Passadeira Vermelha”, da SIC Caras.
Em causa estiveram as palavras da irmã do internacional português dirigidas ao jornalista e comentador, depois de este ter feito uma leitura profissional sobre a gestão do tempo de jogo de Cristiano Ronaldo na seleção nacional.
No programa, o painel lamentou o tom usado por Elma Aveiro e destacou o silêncio de Carlos Daniel, que não respondeu publicamente à empresária.
A opinião de Carlos Daniel que gerou reação
A polémica começou depois de Carlos Daniel comentar a utilização de Cristiano Ronaldo durante a preparação para o Campeonato do Mundo.
A frase que motivou a resposta de Elma Aveiro foi recuperada em estúdio.
“Não vejo coletivamente nenhuma boa razão para se manter Cristiano Ronaldo, o jogador mais velho da equipa, 64 minutos em campo“, afirmou Carlos Daniel.
A análise foi apresentada como uma leitura técnica sobre a seleção nacional e não como um ataque pessoal ao capitão português.
Liliana Campos destaca silêncio do jornalista
Ao introduzir o tema, Liliana Campos sublinhou a diferença entre o tom de Carlos Daniel e a reação de Elma Aveiro.
“Já se sabe que quando se toca no nome do irmão do Cristiano Ronaldo, a alma ferve e ferve em pouca água, tal como aconteceu nesta troca de comentários com o jornalista Carlos Daniel. […] Na verdade nem foi bem troca de comentários, que ele não respondeu a ela“, observou.
Joana Latino concordou de imediato e elogiou a postura do jornalista.
“Nem vai responder. O Carlos Daniel é um senhor“, afirmou a comentadora.
Elma Aveiro respondeu com insultos
Nas redes sociais, Elma Aveiro reagiu à opinião de Carlos Daniel com palavras duras.
A irmã de Cristiano Ronaldo criticou o jornalista e rejeitou a análise feita ao tempo de jogo do futebolista.
“Este senhor não tem espelhos. […] Velho estás tu, e para o que fazes és bem fraco e otário. Mentaliza-te também que o Ronaldo se está a cagar para a tua opinião. Vamos é para casa que estás a ficar caduco“, escreveu.
A publicação foi depois analisada no “Passadeira Vermelha”, onde os comentadores apontaram excesso e falta de urbanidade.
Joana Latino fala em “má educação”
Joana Latino mostrou-se incomodada com a forma como Elma Aveiro reagiu a uma opinião profissional.
Para a comentadora, a crítica de Carlos Daniel era racional e estava centrada na gestão desportiva de Cristiano Ronaldo.
“Fico um bocadinho chocada pelo facto de a Elma perder a cabeça de tal forma que […] esbardalha-se lá no meio da má educação para responder a uma coisa que é meramente uma análise absolutamente racional. […] Faz um bocadinho confusão que não haja uma capacidade de entendimento”, lamentou.
Depois, Joana Latino explicou que a questão levantada por Carlos Daniel não retirava importância a Cristiano Ronaldo.
Pelo contrário, colocava em cima da mesa a necessidade de dar espaço a outros jogadores.
“O que o Carlos Daniel diz […] é que, de facto, a presença dele é muito importante, mas também é muito importante que não seja o tempo todo no jogo. Não é só por causa da idade, é também porque temos imensos valores que precisam de voar sozinhos, que precisam de não estar no jogo a pensar ‘Ai, está aqui o Ronaldo’, porque isso também afeta os jogadores“, defendeu.
Hugo Mendes considera reação prejudicial
Hugo Mendes também criticou a postura de Elma Aveiro e considerou que a resposta pública não ajuda a imagem da empresária.
“A Elma […] desatou a ceifar todas as pessoas que tinham uma opinião contrária à sua. […] Coloca-a num patamar de má educação. Isto é completamente desnecessário“, apontou.
Joana Latino foi mais longe e admitiu desconforto ao ler a publicação da irmã de Cristiano Ronaldo.
“A Elma é que… é que esta eu sinto, sabem, vergonha alheia, não é? Aquela coisa de ‘só me apetece fugir’. Quando comecei a ler e depois ela não para porque pensa ‘pronto, já bateu no fundo’. Não, ainda vai mais“, confessou.
Kátia Aveiro comparada com Elma
Noutro momento da análise, David Motta e Hugo Mendes compararam a forma como Elma Aveiro e Kátia Aveiro lidam com críticas públicas a Cristiano Ronaldo.
David Motta considerou que Elma poderia aprender com a irmã.
“A Elma devia de ter umas lições com a irmã, com a Kátia, que tem vindo a polir um bocadinho a sua linguagem nestas reações, nestes reacts, nas redes sociais“, observou.
O comentador também criticou a ideia de associar a perfeição de Cristiano Ronaldo apenas à aparência física.
“Quando nós […] atribuímos a perfeição à figura física de uma pessoa só porque o torso está cravado a abdominais, também qualquer coisa de errada não está certa e não acho que seja o melhor modelo“, afirmou.
“A Kátia soube alterar a forma e o tom”
Hugo Mendes concordou com a diferença entre as duas irmãs do futebolista.
Embora reconheça que ambas sempre defenderam Cristiano Ronaldo de forma intensa, o comentador destacou uma evolução em Kátia Aveiro.
“Eu percebo a questão do clã e elas sempre foram assim, nunca deixaram de o ser, a proteger o irmão com unhas e dentes. Agora, lá está, e concordo com o David, a Kátia soube alterar a forma e o tom com que reagia“, analisou.
David Motta, por sua vez, considerou paradoxal que Elma diga que Cristiano Ronaldo não se importa com as opiniões e, ainda assim, reaja de forma tão intensa.
“É paradoxal porque ela diz que o irmão está-se nas tintas. Então se o irmão está nas tintas, porque é que ela tem de fazer este número? […] Ao longo de uma carreira que já vai longa, como é que elas nunca tiraram mestrado e doutoramento em reagir a estas questões ou, melhor, não reagir?“, questionou.
Joana Latino fala em “porta-vozes” de Ronaldo
No final do debate, Joana Latino levantou uma hipótese sobre o papel que as irmãs de Cristiano Ronaldo terão assumido ao longo dos anos.
A comentadora considerou que, em alguns momentos, Kátia e Elma poderão ter expressado aquilo que o próprio jogador não podia dizer publicamente.
“Tenho a sensação que às vezes tanto a Kátia como ela […] foram as porta-vozes daquilo que o Ronaldo […] não poderia dizer. […] Acho que a Kátia percebeu que não era, que só trazia de facto lixo entrar nesse tipo de lógica de insultar gratuitamente alguém que […] faz uma análise racional do jogador“, rematou.
Assim, o “Passadeira Vermelha” deixou uma leitura clara sobre o caso. A defesa de Cristiano Ronaldo foi compreendida como traço familiar, mas o tom usado por Elma Aveiro acabou amplamente criticado.

