Caso Lara: Eulália fica em prisão preventiva após primeiro interrogatório em Vila Pouca de Aguiar, realizado ontem.
Eulália, a mulher que confessou às autoridades ter matado a enteada, Lara, de oito anos, vai aguardar julgamento em prisão preventiva. A medida de coação mais gravosa foi decretada esta sexta-feira, 19 de junho, por um juiz de instrução criminal, no Tribunal de Vila Pouca de Aguiar.
Depois do primeiro interrogatório judicial, a arguida, de 48 anos, saiu do tribunal sob forte tensão popular. Será agora encaminhada para o Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos.
O caso, ocorrido em Valpaços, continua a marcar a atualidade informativa e a provocar forte comoção no país.
Prisão preventiva depois do interrogatório
Segundo a CMTV, o Ministério Público pediu prisão preventiva para Eulália. A decisão acabou por ser confirmada pelo juiz de instrução criminal.
Durante o interrogatório, de acordo com Tânia Laranjo, a arguida chorou e prestou poucas declarações.
A jornalista avançou ainda que houve um momento de interrupção antes da leitura da medida de coação.
“𝗘𝘂𝗹á𝗹𝗶𝗮 𝘀𝗲𝗻𝘁𝗶𝘂-𝘀𝗲 𝗺𝗮𝗹. 𝗗𝗶𝘀𝘀𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁á 𝗮 𝘁𝗲𝗿 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗲𝗰𝗲 𝘀𝗲𝗿 𝘂𝗺 𝗮𝘁𝗮𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲 𝗽â𝗻𝗶𝗰𝗼. 𝗣𝗼𝗿 𝗶𝘀𝘀𝗼 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼, 𝗵á 𝘂𝗺 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗮𝘀𝘀𝗼 𝗱𝗲 𝗲𝘀𝗽𝗲𝗿𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗹𝗲𝗶𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗱𝗮 𝗺𝗲𝗱𝗶𝗱𝗮 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗮çã𝗼.”
Segundo a mesma jornalista, Eulália “𝗽𝗿𝗲𝘀𝘁𝗼𝘂 𝗽𝗼𝘂𝗰𝗮𝘀 𝗱𝗲𝗰𝗹𝗮𝗿𝗮çõ𝗲𝘀”.
“Disse que precisava de ajuda”
No primeiro interrogatório judicial, a arguida terá dito ao juiz que precisava de ajuda. De acordo com o relato feito na CMTV, Eulália tentou enquadrar o seu estado emocional e psicológico.
Tânia Laranjo afirmou que a madrasta de Lara “𝗱𝗶𝘀𝘀𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗿𝗲𝗰𝗶𝘀𝗮𝘃𝗮 𝗱𝗲 𝗮𝗷𝘂𝗱𝗮”.
Depois, acrescentou: “𝗗𝗶𝘀𝘀𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗽𝗲𝗱𝗶𝘂 𝗺𝗮𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗘𝘀𝘁𝗮𝗱𝗼 𝗹𝗵𝗲 𝗳𝗮𝗹𝗵𝗼𝘂, 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗮 𝗮 𝗴𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗹𝗵𝗲 𝗳𝗮𝗹𝗵𝗼𝘂, 𝗾𝘂𝗲 𝗻ã𝗼 𝗱𝗼𝗿𝗺𝗶𝗮, 𝗾𝘂𝗲 𝗼𝘂𝘃𝗶𝗮 𝘃𝗼𝘇𝗲𝘀”.
Ainda segundo a jornalista, Eulália terá também afirmado ser “𝘃í𝘁𝗶𝗺𝗮 𝗱𝗲 𝘃𝗶𝗼𝗹ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗼𝗺é𝘀𝘁𝗶𝗰𝗮” por parte do companheiro, pai de Lara.
A versão apresentada em tribunal
Perante o juiz, Eulália terá tentado explicar a sequência dos acontecimentos. Segundo o relato de Tânia Laranjo, a arguida alegou que não queria matar a criança.
A jornalista referiu que a madrasta “𝗱𝗶𝘀𝘀𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗻ã𝗼 𝗾𝘂𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗺𝗮𝘁𝗮𝗿 𝗮 𝗺𝗲𝗻𝗶𝗻𝗮, 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗻çã𝗼 𝗲𝗿𝗮 𝗼𝗰𝘂𝗹𝘁𝗮𝗿 𝗮 𝗹𝗼𝗰𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮çã𝗼 𝗱𝗮 𝗺𝗲𝗻𝗶𝗻𝗮 𝗽𝗼𝗿 𝘂𝗺𝗮𝘀 𝗵𝗼𝗿𝗮𝘀 𝗮𝗽𝗲𝗻𝗮𝘀 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮𝘀𝘀𝘂𝘀𝘁𝗮𝗿 𝗼 𝗽𝗮𝗶, 𝗾𝘂𝗲 𝗾𝘂𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗮𝗽𝗲𝗻𝗮𝘀 𝗰𝗵𝗮𝗺𝗮𝗿 𝗮 𝗮𝘁𝗲𝗻çã𝗼. 𝗗𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀, 𝗱𝗶𝘀𝘀𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗻ã𝗼 𝘀𝗮𝗯𝗲 𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗰𝗼𝗻𝘁𝗲𝗰𝗲𝘂”.
Depois, a CMTV reproduziu uma das frases que Eulália terá dito no interrogatório.
“𝗡ã𝗼 𝗲𝗿𝗮 𝗲𝘂 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗮 𝗺𝗮𝘁𝗮𝗿 𝗮 𝗟𝗮𝗿𝗮. 𝗧𝗲𝗻𝗵𝗼 𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗰𝗶ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗿𝗮 𝘂𝗺𝗮 𝗶𝗻𝗼𝗰𝗲𝗻𝘁𝗲, 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗻ã𝗼 𝗺𝗲𝗿𝗲𝗰𝗶𝗮. 𝗡ã𝗼 𝘀𝗲𝗶 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗳𝗶𝘇. 𝗡𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗳𝘂𝗶 𝗲𝘂 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗶𝘇 𝗶𝘀𝘁𝗼”.
A mesma profissional referiu ainda que Eulália alegou que, “𝗮 𝗱𝗲𝘁𝗲𝗿𝗺𝗶𝗻𝗮𝗱𝗼 𝗺𝗼𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼, 𝗮 𝘀𝗶𝘁𝘂𝗮çã𝗼 𝘀𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗼𝗹𝗼𝘂 𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝘀𝗲 𝗮𝗿𝗿𝗲𝗽𝗲𝗻𝗱𝗲𝘂 𝗺𝗮𝗹 𝘃𝗶𝘂 𝗻𝗼 𝗰𝗵ã𝗼” a enteada.
Num discurso descrito como confuso, terá acrescentado: “𝗘𝗻𝘁𝗿𝗲𝗶 𝗲𝗺 𝗽â𝗻𝗶𝗰𝗼. 𝗘𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗰𝗵𝗲𝗶𝗮 𝗱𝗲 𝗺𝗲𝗱𝗼. 𝗙𝘂𝗴𝗶 𝗱𝗼 𝗹𝗼𝗰𝗮𝗹. 𝗡ã𝗼 𝘀𝗲𝗶 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗳𝗶𝘇. 𝗡ã𝗼 𝗲𝗿𝗮 𝗲𝘂 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗮 𝗳𝗮𝘇ê-𝗹𝗼”.
Defesa não vai recorrer e pede perícia psiquiátrica
À saída do tribunal, a advogada de Eulália, Mónica Teixeira, falou aos jornalistas. A causídica afirmou que a prisão preventiva não surpreendeu a defesa.
“𝗝á 𝗲𝘀𝘁á𝘃𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗮 𝗮𝗴𝘂𝗮𝗿𝗱𝗮𝗿 𝗶𝘀𝘀𝗼”, disse.
Depois, anunciou que não vai recorrer da medida de coação.
“𝗡ã𝗼 𝘃𝗼𝘂 𝗿𝗲𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝗿. 𝗩𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗮𝗰𝗲𝗶𝘁𝗮𝗿, 𝗮𝘁é 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗽𝗿ó𝗽𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗶𝘀𝘀𝗲 ‘𝗧𝗲𝗻𝗵𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗰𝗶ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗲 𝗾𝘂𝗲𝗿𝗼 𝗽𝗮𝗴𝗮𝗿 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗶𝘇’.”
Ainda assim, a defesa pretende avançar com uma avaliação clínica.
“𝗩𝗮𝗺𝗼𝘀 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝗽𝗲𝗿í𝗰𝗶𝗮 𝗽𝘀𝗶𝗾𝘂𝗶á𝘁𝗿𝗶𝗰𝗮”, anunciou Mónica Teixeira.
Advogada fala em colaboração e arrependimento
A representante da arguida afirmou que Eulália colaborou com as autoridades desde o momento em que tomou consciência do que tinha acontecido.
“𝗗𝗲𝘀𝗱𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗰𝗮𝗶𝘂 𝗻𝗲𝗹𝗮, 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗼𝘀 𝗶𝗻𝘀𝗽𝗲𝘁𝗼𝗿𝗲𝘀 𝗱𝗮 𝗣𝗝, 𝗲𝗹𝗮 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗼𝘂 𝗰𝗼𝗹𝗮𝗯𝗼𝗿𝗮𝗿 𝗲 𝗮𝗷𝘂𝗱𝗮𝗿 𝗮𝗼 𝗺á𝘅𝗶𝗺𝗼 𝗻𝗮 𝗶𝗻𝘃𝗲𝘀𝘁𝗶𝗴𝗮çã𝗼 𝗲 𝗻𝗮 𝗿𝗲𝗰𝗼𝗹𝗵𝗮 𝗱𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗮 𝗮 𝘃𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗺𝗮𝘁𝗲𝗿𝗶𝗮𝗹 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼 𝗽𝗿𝗼𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼.”
Sobre o interrogatório, Mónica Teixeira confirmou que Eulália “𝗰𝗼𝗻𝗳𝗲𝘀𝘀𝗼𝘂 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼𝘀 𝗱𝗼𝘀 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮𝗺 𝗻𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗽𝗿𝗼𝗰𝗲𝘀𝘀𝗼”.
Depois, deixou uma nota de solidariedade com a vítima e com a gravidade do caso.
“𝗘𝗹𝗮 𝗺𝗼𝘀𝘁𝗿𝗼𝘂 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗮𝗿𝗿𝗲𝗽𝗲𝗻𝗱𝗶𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼. 𝗡ã𝗼 𝘀𝗲 𝘀𝗮𝗯𝗲 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗳𝗲𝘇. 𝗡ã𝗼 𝗲𝗿𝗮 𝗲𝘀𝘀𝗮 𝗮 𝗶𝗻𝘁𝗲𝗻çã𝗼 𝗱𝗲𝗹𝗮. 𝗗𝗲𝘀𝗱𝗲 𝗷á, 𝗾𝘂𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗮𝗿 𝗮 𝗻𝗼𝘁𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗼 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗼𝗹𝗮𝗯𝗼𝗿𝗮𝗿 𝗻ã𝗼 𝗺𝗶𝗻𝗶𝗺𝗶𝘇𝗮 𝗻𝗲𝗺 𝗮𝗽𝗮𝗴𝗮 𝗮 𝗺𝗼𝗿𝘁𝗲 𝗱𝗲 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗿𝗶𝗮𝗻ç𝗮. 𝗗𝗲𝘀𝗱𝗲 𝗼 𝗽𝗿𝗶𝗺𝗲𝗶𝗿𝗼 𝗺𝗼𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼, 𝗮 𝗱𝗲𝗳𝗲𝘀𝗮 𝗲𝘀𝘁á 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗹𝗲𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝘀𝗼𝗹𝗶𝗱á𝗿𝗶𝗮. É 𝘂𝗺 𝗰𝗿𝗶𝗺𝗲 𝗵𝗼𝗿𝗿í𝘃𝗲𝗹. É 𝘂𝗺 𝗰𝗿𝗶𝗺𝗲 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼, 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼, 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗴𝗿𝗮𝘃𝗲”, frisou.
Como Lara terá sido levada da escola
De acordo com o texto-base, Lara foi enganada pela madrasta e levada até à Serra da Padrela, entre os concelhos de Vila Pouca de Aguiar e Valpaços.
Na manhã de quarta-feira, 17 de junho, a criança ia para a escola. Segundo os relatos citados, Eulália terá aparecido perto do recinto e dito que a menina tinha uma consulta médica.
Depois, conduziu cerca de 40 quilómetros até à Serra da Padrela.
O Correio da Manhã referiu que, após uma discussão com Eulália, o pai de Lara contactou os seus pais para que fossem buscar a menina à escola.
“𝗖𝗮𝗿𝗹𝗼𝘀 𝗹𝗶𝗴𝗼𝘂 𝗮𝗼𝘀 𝘀𝗲𝘂𝘀 𝗽𝗮𝗶𝘀 𝗲 𝗽𝗲𝗱𝗶𝘂 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘀𝗲𝗿𝗲𝗺 𝗲𝗹𝗲𝘀 𝗮 𝗶𝗿𝗲𝗺 𝗯𝘂𝘀𝗰𝗮𝗿 𝗟𝗮𝗿𝗮 à 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗮. 𝗖𝗼𝗻𝘁𝗼𝘂-𝗹𝗵𝗲𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗶𝘀𝗰𝘂𝘁𝗶𝘂 𝗰𝗼𝗺 𝗘𝘂𝗹á𝗹𝗶𝗮 𝗻𝗼𝘃𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗾𝘂𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗺𝘂𝗱𝗮𝗿 𝗮 𝗳𝗲𝗰𝗵𝗮𝗱𝘂𝗿𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗿𝗲𝗴𝗿𝗲𝘀𝘀𝗮𝘀𝘀𝗲”, pode ler-se na publicação.
Só mais tarde Carlos terá percebido que a filha não estava onde pensava.
“𝗙𝗼𝗶 𝘀ó 𝗮𝗼 𝗳𝗶𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗮 𝘁𝗮𝗿𝗱𝗲, 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗖𝗮𝗿𝗹𝗼𝘀 𝗹𝗶𝗴𝗼𝘂 𝗮𝗼 𝗺𝗼𝘁𝗼𝗿𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗮𝘀 𝘁𝗿𝗮𝗻𝘀𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗮 𝗺𝗲𝗻𝗶𝗻𝗮, 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗲𝗿𝗰𝗲𝗯𝗲𝘂 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗹𝗴𝗼 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗲𝗿𝗿𝗮𝗱𝗼. 𝗤𝘂𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗱𝗶𝘇𝗲𝗿-𝗹𝗵𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗟𝗮𝗿𝗮 𝘃𝗶𝗿𝗶𝗮 𝗰𝗼𝗺 𝗼𝘀 𝗮𝘃ó𝘀, 𝗺𝗮𝘀 𝗲𝗹𝗲 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝗱𝗲𝘂-𝗹𝗵𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗼𝘂 𝗟𝗮𝗿𝗮 𝗻𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗮, 𝗘𝘂𝗹á𝗹𝗶𝗮 𝗮𝗽𝗮𝗿𝗲𝗰𝗲𝘂 à 𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗶𝗿 𝗯𝘂𝘀𝗰𝗮𝗿 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘂𝗺𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘂𝗹𝘁𝗮 𝗺é𝗱𝗶𝗰𝗮. 𝗗𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝗱𝗶𝘀𝘀𝗼, 𝗖𝗮𝗿𝗹𝗼𝘀 𝘁𝗲𝗻𝘁𝗼𝘂 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗮𝗰𝘁𝗮𝗿 𝗘𝘂𝗹á𝗹𝗶𝗮, 𝗾𝘂𝗲 𝗻𝘂𝗻𝗰𝗮 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗮𝘁𝗲𝗻𝗱𝗲𝘂”, avança a mesma publicação.
A reconstituição na Serra da Padrela
Na CMTV, Tânia Laranjo fez a reconstituição do percurso que Eulália terá feito com Lara na Serra da Padrela.
A jornalista descreveu uma zona isolada, de serra densa, onde o corpo da criança acabou por ser encontrado.
“𝗘𝘀𝘁𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗻𝗮 𝗦𝗲𝗿𝗿𝗮 𝗱𝗮 𝗣𝗮𝗱𝗿𝗲𝗹𝗮 𝗲, 𝗱𝗲 𝗳𝗮𝗰𝘁𝗼, 𝗻ã𝗼 𝗲𝗿𝗮 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗳á𝗰𝗶𝗹 𝗮 𝗣𝗼𝗹í𝗰𝗶𝗮 𝗝𝘂𝗱𝗶𝗰𝗶á𝗿𝗶𝗮 𝗰𝗵𝗲𝗴𝗮𝗿 𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗹𝗼𝗰𝗮𝗹. 𝗡ó𝘀 𝗲𝘀𝘁𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗻𝘂𝗺𝗮 𝘇𝗼𝗻𝗮 𝗱𝗲 𝘀𝗲𝗿𝗿𝗮 𝗱𝗲𝗻𝘀𝗮, 𝗺𝗮𝘀 𝗵𝗮𝘃𝗶𝗮 𝗮𝗾𝘂𝗶 𝗮𝗹𝗴𝘂𝗻𝘀 𝗲𝗹𝗲𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼𝘀 𝗱𝗲 𝗹𝗼𝗰𝗮𝗹𝗶𝘇𝗮çã𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗽𝗲𝗿𝗺𝗶𝘁𝗶𝗿𝗮𝗺 𝗮 𝗘𝘂𝗹á𝗹𝗶𝗮 𝘃𝗼𝗹𝘁𝗮𝗿 𝗮 𝗲𝗻𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗮𝗿 𝗼 𝗹𝗼𝗰𝗮𝗹. (…) 𝗘𝗹𝗮 𝘁𝗲𝗿á 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗮𝗱𝗼 𝗮𝗾𝘂𝗶 𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗿𝗼, 𝗽𝗼𝗿 𝗱𝗲𝘁𝗿á𝘀 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗲ó𝗹𝗶𝗰𝗮, 𝗲 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝗳𝗮𝘇 𝗼 𝗽𝗲𝗿𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗮 𝗽é 𝗰𝗼𝗺 𝗟𝗮𝗿𝗮 𝗽𝗲𝗹𝗮 𝗺ã𝗼. 𝗧𝗲𝗿ã𝗼 𝗶𝗱𝗼 𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘃𝗲𝗿𝘀𝗮𝗿, 𝗲𝗹𝗮 𝗽𝗿ó𝗽𝗿𝗶𝗮 𝗱á 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗮 𝗱𝗶𝘀𝘁𝗼 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗼. (…) 𝗘 𝘁𝗲𝗿á 𝗽𝗮𝗿𝗮𝗱𝗼 𝗻𝗲𝘀𝘁𝗮 𝘇𝗼𝗻𝗮 𝗽𝗼𝗿𝗾𝘂𝗲 𝘃𝗶𝘂 𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗮 𝗳𝗿𝗮𝗴𝗮 𝗮𝗹𝗶 𝗮𝗼 𝗳𝘂𝗻𝗱𝗼, 𝗳𝗿𝗮𝗴𝗮 𝘀ã𝗼 𝗽𝗲𝗱𝗿𝗮𝘀 𝗶𝗻𝗰𝗹𝗶𝗻𝗮𝗱𝗮𝘀, 𝗲 𝗳𝗼𝗶 𝗽𝗼𝗿 𝗱𝗲𝘁𝗿á𝘀 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗽𝗲𝗱𝗿𝗮𝘀 𝗴𝗶𝗴𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗰𝗮𝗯𝗼𝘂 𝗽𝗼𝗿 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗮𝗿 𝗼 𝗰𝗼𝗿𝗽𝗼 𝗱𝗲 𝗟𝗮𝗿𝗮”, começou por afirmar.
Depois, Tânia Laranjo descreveu o que terá acontecido no local e o regresso da arguida à zona onde o corpo ficou.
“𝗟𝗲𝘃𝗼𝘂-𝗮 𝗮𝘁é 𝗮𝗹𝗶 𝗲 𝗮𝗹𝗶 𝘁𝗲𝗿á 𝗮𝗴𝗮𝗿𝗿𝗮𝗱𝗼 𝗮 𝗺𝗲𝗻𝗶𝗻𝗮, 𝘁𝗮𝗽𝗮𝗱𝗼 𝗮 𝗯𝗼𝗰𝗮 𝗱𝗮 𝗺𝗲𝗻𝗶𝗻𝗮 𝗲 𝘂𝘀𝗮𝗱𝗼 𝗮 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗮 𝗺ã𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮𝗴𝗮𝗿𝗿𝗮𝗿 𝗮 𝗻𝘂𝗰𝗮 𝗱𝗲 𝗟𝗮𝗿𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗟𝗮𝗿𝗮 𝗻ã𝗼 𝗰𝗼𝗻𝘀𝗲𝗴𝘂𝗶𝘀𝘀𝗲 𝗳𝘂𝗴𝗶𝗿 𝗲 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗟𝗮𝗿𝗮 𝗰𝗮𝗶𝘂 𝗱𝗲𝗶𝘅𝗼𝘂-𝗮 𝗮𝗹𝗶. 𝗘 𝗱𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗿𝗮𝗱𝗮 𝗻ã𝗼 𝘀𝗲𝗿𝗶𝗮 𝘃𝗶𝘀í𝘃𝗲𝗹 𝗼 𝗰𝗼𝗿𝗽𝗼. 𝗘𝘀𝘁𝗮𝗺𝗼𝘀 𝗻𝘂𝗺𝗮 𝘇𝗼𝗻𝗮 𝗱𝗲 𝗻𝗶𝗻𝗴𝘂é𝗺 𝗲 𝗲𝗺 𝗽𝗼𝘂𝗰𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗮𝘀 𝗼 𝗰𝗼𝗿𝗽𝗼 𝗱𝗲 𝗟𝗮𝗿𝗮 𝘀𝗲𝗿𝗶𝗮 𝗺𝘂𝗶𝘁𝗼 𝗽𝗿𝗼𝘃𝗮𝘃𝗲𝗹𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗲𝘃𝗼𝗿𝗮𝗱𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝗮𝗻𝗶𝗺𝗮𝗶𝘀 𝘀𝗲𝗹𝘃𝗮𝗴𝗲𝗻𝘀 𝗱𝘂𝗿𝗮𝗻𝘁𝗲 𝗮 𝗻𝗼𝗶𝘁𝗲. (…) 𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗮 é 𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝗮𝘀𝗳𝗶𝘅𝗶𝗮𝗿 𝗮 𝗺𝗲𝗻𝗶𝗻𝗮 𝗰𝗮𝗶𝘂 𝗲 𝗼𝗻𝗱𝗲 𝗰𝗮𝗶𝘂 𝗮𝘀𝘀𝗶𝗺 𝗳𝗶𝗰𝗼𝘂, 𝗺𝗮𝘀 𝗲𝗹𝗮 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝘃𝗼𝗹𝘁𝗼𝘂 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝘁𝗿á𝘀. 𝗘𝗹𝗮 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝘃𝗼𝗹𝘁𝗼𝘂 𝗮 𝗳𝗮𝘇𝗲𝗿 𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗰𝗮𝗺𝗶𝗻𝗵𝗼 𝘁𝗼𝗱𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗶𝗿 𝗯𝘂𝘀𝗰𝗮𝗿 𝗮 𝗺𝗼𝗰𝗵𝗶𝗹𝗮 𝗱𝗲 𝗟𝗮𝗿𝗮 𝗲 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮𝘁𝗶𝗿𝗮𝗿 𝗮 𝗺𝗼𝗰𝗵𝗶𝗹𝗮 𝗱𝗲 𝗟𝗮𝗿𝗮 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝘇𝗼𝗻𝗮 𝗮𝗼 𝗽é 𝗱𝗼 𝗰𝗼𝗿𝗽𝗼”.
O pai falou antes do velório
Horas antes do início do velório de Lara, o pai da menina, Carlos, falou com vários meios de comunicação social. Pediu, porém, que nenhuma conversa fosse gravada.
Ainda assim, algumas declarações foram reproduzidas em televisão.
Na TVI, Tânia Monteiro revelou uma confidência feita pelo pai sobre a forma como a filha o via.
“𝗢 𝗽𝗮𝗶 𝗱𝗶𝘀𝘀𝗲-𝗻𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝘀 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗲𝘀𝘀𝗼𝗿𝗮𝘀 𝗱𝗲 𝗟𝗮𝗿𝗮, 𝗱𝗲𝗽𝗼𝗶𝘀 𝗱𝗲 𝘀𝗮𝗯𝗲𝗿𝗲𝗺 𝗱𝗮 𝗺𝗼𝗿𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗺𝗲𝘀𝗺𝗮, 𝗰𝗵𝗲𝗴𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗮 𝗱𝗶𝘇𝗲𝗿-𝗹𝗵𝗲 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗺𝗲𝗻𝗶𝗻𝗮 𝘃𝗶𝗮 𝗼 𝗽𝗮𝗶 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝘂𝗺 𝗵𝗲𝗿ó𝗶”, contou a jornalista.
Já no programa “Casa Feliz”, da SIC, Luís Maia relatou parte da conversa que teve com o progenitor.
“𝗢 𝗽𝗮𝗶 𝗱𝗮 𝗰𝗿𝗶𝗮𝗻ç𝗮 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗼𝘂-𝗻𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗲 𝗮𝗾𝘂𝗲𝗹𝗮 𝗺𝗮𝗻𝗵ã 𝗰𝗼𝗺𝗲ç𝗼𝘂 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗮 𝗾𝘂𝗮𝗹𝗾𝘂𝗲𝗿. 𝗡ã𝗼 𝗵𝗮𝘃𝗶𝗮 𝗻𝗮𝗱𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗳𝗶𝘇𝗲𝘀𝘀𝗲 𝘀𝘂𝘀𝗽𝗲𝗶𝘁𝗮𝗿 𝘂𝗺𝗮 𝗮çã𝗼 𝘁ã𝗼 𝘃𝗶𝗼𝗹𝗲𝗻𝘁𝗮 𝗱𝗮 𝘀𝘂𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗮𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗮. 𝗗𝗲 𝗺𝗮𝗻𝗵ã, 𝗲𝗹𝗲 𝗱𝗲𝘂 𝗼 𝗽𝗲𝗾𝘂𝗲𝗻𝗼-𝗮𝗹𝗺𝗼ç𝗼 à 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗮, 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗳𝗮𝘇𝗶𝗮 𝘁𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗼𝘀 𝗱𝗶𝗮𝘀, 𝗲 𝗹𝗶𝗴𝗼𝘂 𝗮 𝘁𝗲𝗹𝗲𝘃𝗶𝘀ã𝗼 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗲𝗹𝗮 𝘃𝗲𝗿 𝗱𝗲𝘀𝗲𝗻𝗵𝗼𝘀 𝗮𝗻𝗶𝗺𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗲𝗻𝗾𝘂𝗮𝗻𝘁𝗼 𝘁𝗼𝗺𝗮𝘃𝗮 𝗼 𝗽𝗲𝗾𝘂𝗲𝗻𝗼-𝗮𝗹𝗺𝗼ç𝗼. 𝗠𝗮𝘀 𝗮 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗮𝗻𝗵𝗲𝗶𝗿𝗮 𝗱𝗲𝗹𝗲 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗻𝗼 𝗾𝘂𝗮𝗿𝘁𝗼, 𝗮𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗲𝘀𝘁𝗮𝘃𝗮 𝗻𝗮 𝗰𝗮𝗺𝗮 𝗾𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗲𝗹𝗲 𝘀𝗮𝗶𝘂 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗶𝗿 𝘁𝗿𝗮𝗯𝗮𝗹𝗵𝗮𝗿”, contou o jornalista.
Segundo a mesma emissão, Carlos terá dito: “𝗗𝗲𝗶 𝗼 𝗽𝗲𝗾𝘂𝗲𝗻𝗼-𝗮𝗹𝗺𝗼ç𝗼 à 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗳𝗶𝗹𝗵𝗮 𝗮𝗻𝘁𝗲𝘀 𝗱𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗶𝗿 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗺𝗼𝗿𝘁𝗲”.
“O que ela fez não tem perdão”
O pai de Lara também terá deixado palavras duras sobre Eulália, reproduzidas pela SIC no “Casa Feliz”.
Sobre a companheira, Carlos terá afirmado: “𝗘𝗹𝗮 𝗻ã𝗼 é 𝗺𝗶𝗻𝗵𝗮 𝗺𝘂𝗹𝗵𝗲𝗿. 𝗔𝗴𝗼𝗿𝗮, é 𝘂𝗺𝗮 𝗱𝗲𝘀𝗰𝗼𝗻𝗵𝗲𝗰𝗶𝗱𝗮.”
Ainda segundo o programa, o pai da menina terá dito: “𝗢 𝗾𝘂𝗲 𝗲𝗹𝗮 𝗳𝗲𝘇 𝗻ã𝗼 𝘁𝗲𝗺 𝗽𝗲𝗿𝗱ã𝗼”.
Noutra frase atribuída a Carlos, o sofrimento ficou resumido em poucas palavras: “𝗡𝗶𝗻𝗴𝘂é𝗺 𝗽𝗼𝗱𝗲 𝘁𝗶𝗿𝗮𝗿-𝗺𝗲 𝗲𝘀𝘁𝗮 𝗱𝗼𝗿”.
Tensão à saída do tribunal
À saída do Tribunal de Vila Pouca de Aguiar, Eulália foi recebida por dezenas de populares. O momento foi marcado por insultos e tentativa de aproximação à arguida.
Entre os gritos ouvidos estavam “𝗩𝗮𝗰𝗮!”, “𝗔𝘀𝘀𝗮𝘀𝘀𝗶𝗻𝗮!” e “𝗣𝗼𝗿𝗰𝗮!”.
Elementos das forças de segurança protegeram Eulália e permitiram que entrasse na viatura que a levaria para o Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo.
O caso segue agora para nova fase judicial, com a arguida em prisão preventiva e a defesa a preparar um pedido de perícia psiquiátrica.

