Raul Minh’Alma faz 34 anos e abre o coração sobre família, escolhas e uma noite quase sem dormir

Raul Minh’Alma faz 34 anos e abre o coração sobre família, escolhas e uma noite quase sem dormir, nas redes sociais.

Raul Minh’Alma assinalou os 34 anos com uma reflexão sobre tudo aquilo que ainda não fez. Dias antes, já tinha levado os seguidores para dentro de casa, numa madrugada dividida entre os três filhos e várias tentativas falhadas de dormir.

As duas publicações têm registos diferentes, mas acabam por se encontrar no mesmo ponto. Para o escritor, a vida não parece medir-se pela quantidade de experiências acumuladas, mas pelo lugar onde se escolhe ficar.

Entre noites curtas, camas trocadas e uma lista de coisas ainda por fazer, Raul Minh’Alma mostrou um lado muito pessoal da sua vida familiar.

Uma noite dividida entre Alma, Belém e Xavi

Numa das publicações, Raul Minh’Alma decidiu fazer o “Resumo da minha noite.” E o relato começou ainda antes da meia-noite.

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“Adormeço às 23h30. Queria tê-lo feito mais cedo, como todos os dias, mas todos os dias descubro que há sempre mais uma coisa a fazer antes de me deitar.”

O descanso, porém, durou pouco. À 1h30, Alma começou a chorar e o escritor foi ajudá-la a adormecer.

“Vou ter com ela para a ajudar a adormecer e como estou cheio de sono acabo por adormecer na cama da minha filha.”

Pouco depois, já às 3h00, foi a vez de Belém acordar. Raul Minh’Alma voltou então a mudar de cama.

“Troco para a cama da Belém, que mora do outro lado do quarto, para voltar a adormecê-la. Assim que a adormeço regresso à minha cama.”

A madrugada ainda estava longe de terminar.

“Foi esta a nossa divisão silenciosa de tarefas”

Às 4h43, Belém voltou a chorar. Foi nesse momento que Raul Minh’Alma percebeu que a mulher e o filho mais novo, Xavi, também estavam acordados.

“Olho em volta e não sei da minha mulher nem do meu filho Xavi. Devem estar algures pela casa, acordados. Demasiado acordados para as horas que são.”

Sem grandes conversas ou combinações, o casal acabou por dividir a noite entre os filhos.

Raul Minh’Alma explicou: “Foi esta a nossa divisão silenciosa de tarefas, enquanto ela cuida do mais novo eu cuido das outras duas.”

Porém, antes de conseguir voltar a dormir, Alma acordou novamente. O escritor regressou à cama da filha e tentou depois recuperar algum descanso.

“Regresso pouco depois à minha cama e o Xavi continua acordado. São 6h20 quando consigo (conseguimos) voltar a adormecer para acordar de novo às 7h00 porque a Belém torna a acordar.”

A manhã chegou quase sem aviso.

“Vou agora para a cama da Belém e tento adormecê-la. Acabo por adormecer na cama dela e acordo às 8h00 porque são horas de ir para a escola.”

A ironia sobre a mulher com quem dormiu menos

Depois de uma noite passada entre quartos, choros e despertares, Raul Minh’Alma terminou o relato com humor.

“Numa só noite consegui dormir em três camas, com três mulheres que amo e provavelmente a mulher com quem dormi menos tempo foi aquela com quem casei. Não posso dizer que não sou um homem sortudo.”

No final, deixou uma pergunta aos seguidores: “A vossa noite também foi boa?”

O relato mostrou uma rotina longe de qualquer idealização da vida familiar. Ainda assim, o escritor escolheu olhar para a noite com ironia e gratidão.

Aos 34 anos, uma lista do que ainda não aconteceu

Noutra publicação, Raul Minh’Alma partiu do aniversário para fazer um balanço pouco convencional.

Em vez de enumerar conquistas, começou por recordar experiências que nunca teve.

“Hoje faço 34 anos e… nunca viajei para fora da Europa, nunca acampei, nunca tive uma bicicleta, nunca fui ao circo, nunca andei a cavalo e só fui a um festival de verão em toda a minha vida.”

A lista poderia parecer um inventário de ausências. No entanto, o escritor rapidamente lhe deu outro sentido.

“Talvez com 34 anos fosse suposto ter feito isto tudo mais do que uma vez, não sei, mas sei que tudo o que fiz e tudo o que não fiz me trouxe até onde estou, que é o único lugar onde desejo estar, com quem desejo estar.”

A reflexão colocou a família e o presente acima da pressão de cumprir determinadas experiências até uma certa idade.

“Um milhão de vidas por viver”

Raul Minh’Alma reconheceu que, por mais longa que seja uma vida, haverá sempre experiências por concretizar.

“Por mais tempo que viva e experiências que tenha, ficará sempre um milhão de coisas por fazer. Um milhão de vidas por viver.”

Para o escritor, a resposta está menos em tentar fazer tudo e mais em dar sentido ao caminho escolhido.

“Só tenho de garantir que a vida que escolhi valha mais do que esse milhão. E disso não tenho dúvidas.”

A publicação terminou com uma forma otimista de olhar para a idade.

“34 anos. Já 34? Não. Ainda 34. Venham outros tantos e mais alguns.”

Entre uma madrugada quase sem sono e um aniversário feito de balanços, Raul Minh’Alma deixou duas reflexões pessoais sobre aquilo que ocupa os dias e dá sentido ao tempo.

No caso do escritor, a resposta parece estar menos no que ficou por fazer e mais nas pessoas com quem escolheu viver o que já tem.

Veja as publicações AQUI e AQUI.

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