Céline Dion emociona-se em Paris antes do regresso aos concertos, que está marcado para breve nesta cidade.
Céline Dion foi recebida por uma multidão à chegada ao Hotel Le Royal Monceau, em Paris, na sexta-feira, 28 de agosto. Visivelmente emocionada com o reencontro, a cantora canadiana levou as mãos ao peito, acenou e enviou beijos aos admiradores que a aguardavam.
A artista, de 58 anos, chegou à capital francesa cerca de duas semanas antes do início da residência que assinalará o seu regresso a uma programação regular de concertos. Segundo a Euronews, esta foi uma das raras aparições públicas da intérprete nos últimos anos.
Paris é a «segunda casa» de Céline Dion
Com um sobretudo bege, botas pretas de salto e óculos escuros, Céline Dion parou brevemente para agradecer o apoio da multidão. A cantora admitiu estar entusiasmada, mas também nervosa com a proximidade da estreia.
“Estou pronta e um pouco tensa, é claro, porque já passou muito tempo. Sempre me senti apoiada desde o primeiro dia, e porque é uma história que continua. É verdade que aqui é a minha segunda casa.”
Questionada sobre a canção escolhida para abrir o espetáculo, a artista preferiu manter o segredo. O reencontro com o público francês acontecerá num palco onde são esperadas dezenas de milhares de pessoas em cada noite.
Residência inclui 16 concertos em 2026
Céline Dion estreia a nova residência no dia 12 de setembro, na Plenitude Arena, em Nanterre, anteriormente designada Paris La Défense Arena.
O calendário oficial inclui 16 concertos entre 12 de setembro e 17 de outubro de 2026. A elevada procura levou ainda ao anúncio de outras dez apresentações, agendadas entre 8 e 29 de maio de 2027.
A série de espetáculos foi anunciada em março e representa o primeiro ciclo prolongado de concertos da cantora desde o cancelamento da «Courage World Tour». O último espetáculo completo de Céline Dion aconteceu em março de 2020, embora tenha regressado pontualmente ao palco na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, para interpretar «Hymne à l’amour».
Regresso após diagnóstico de doença rara
Céline Dion revelou publicamente, em 2022, ter sido diagnosticada com síndrome da pessoa rígida, uma doença neurológica rara que provoca rigidez muscular e espasmos dolorosos. Os sintomas obrigaram-na a interromper os compromissos profissionais e afetaram a sua capacidade de se movimentar e cantar.
Na altura, a canadiana explicou as limitações provocadas pela doença: “Infelizmente, estes espasmos afetam todos os aspetos da minha vida diária. Às vezes, causam dificuldades a caminhar e não me permitem usar as minhas cordas vocais para cantar como de costume.”
O seu percurso de tratamento e reabilitação foi mostrado no documentário «Eu Sou: Céline Dion», lançado em 2024. Apesar das dificuldades, a artista manteve publicamente o objetivo de voltar a cantar.
“Tudo o que sei é cantar. É o que fiz a vida toda. E é o que mais amo fazer.”
Preparação intensificada antes da estreia
Nas semanas que antecedem a residência, Céline Dion tem seguido uma rotina diária de preparação física e artística. O plano inclui pilates, dança clássica, exercícios complementares e trabalho vocal, procurando recuperar a resistência necessária para enfrentar os espetáculos.
O primeiro concerto está marcado para 12 de setembro. Até 17 de outubro, a cantora atuará em 16 noites na Plenitude Arena, iniciando uma nova fase da carreira depois de vários anos condicionada pelos problemas de saúde.
