Cristiano Ronaldo: Cláudio Ramos e comentadores discutem protagonismo e futuro na seleção

Cristiano Ronaldo: Cláudio Ramos e comentadores discutem protagonismo e futuro na seleção do avançado.

A gestão da fase final da carreira de Cristiano Ronaldo dividiu atenções com o seu comportamento fora de campo no «Dois às 10». Na emissão desta quarta-feira, 30 de setembro, o painel defendeu que o reconhecimento pelo percurso do capitão não deve impedir a discussão sobre o espaço de outros jogadores na seleção.

Adriano Silva Martins apontou João Neves e Gonçalo Ramos como exemplos de futebolistas que precisam de ganhar protagonismo. Gonçalo Quinaz questionou a gestão das expectativas do avançado, enquanto Cristina Ferreira e Cláudio Ramos criticaram atitudes que, na sua leitura, desviam o foco da equipa.

Adriano pede espaço para novas referências

Para Adriano Silva Martins, a dificuldade de encontrar um jogador com o percurso de Ronaldo não impede o aparecimento de outros ídolos.

“É verdade que que surja outro Cristiano Ronaldo é muito difícil, mas nós termos outro ídolo não é assim tão difícil. E para que o João Neves, para que o Gonçalo Ramos, para que tantos outros tenham também o seu palco, é preciso que uma estrela se apague”, afirmou.

- Publicidade -

O comentador atribuiu ao capitão resistência a essa mudança: “Ele não deixa que isso aconteça.”

Cláudio Ramos abordou a sucessão através de exemplos de outras áreas: “As pessoas não têm que ser substituídas. Nós não vamos ter outro Marco Paulo. Não vamos ter outra Amália. Não vamos ter outra Cristina Ferreira. E não vamos ter outro Cristiano Ronaldo.”

Ainda assim, defendeu que o fim de um percurso não impede o reconhecimento de quem chega depois: “Mas teremos outras pessoas que marcarão a década da televisão. Teremos outros Marco Paulos que cantarão tão bem como ele.”

Quinaz distingue gratidão de avaliação desportiva

Gonçalo Quinaz rejeitou que questionar o rendimento atual do jogador corresponda a esquecer os seus feitos.

“Um dos maiores erros é dizerem: ‘os portugueses são uns ingratos, já se esqueceram daquilo que ele fez’. (…) Nem ninguém se esqueceu daquilo que ele fez. Mas aquilo que ele fez já lá ficou atrás”, declarou.

O antigo futebolista relacionou a discussão com a idade do avançado: “Hoje em dia, com 41 anos, é legítimo que nós enquanto público possamos dizer que ele já não consegue fazer, porque seria contra a natureza.”

Também apontou o que considera ser uma prioridade individual: “O problema é que agora ele quer chegar aos 1000 golos a todo o custo.”

Na análise à relação entre jogador e treinador, Quinaz distribuiu responsabilidades: “O Cristiano devia estar, a meu ver, a fazer uma gestão diferente de carreira, principalmente nesta fase final. (…) Só existe um problema, é que o Jesus não tem que prometer ao Cristiano e a ninguém ‘tu vais entrar’, porque ele não sabe.”

Comportamento após o jogo motiva críticas

O debate partiu do relato apresentado em estúdio sobre a permanência de Ronaldo no banco e as reações posteriores. Cristina Ferreira enquadrou o tema nestes termos: “Ficou no banco. Coisa que já não acontecia desde 2008. E, para além de ficar no banco, não jogou nenhum segundo. (…) O que é certo é que parece que houve uma reunião de emergência.”

Sobre a saída sem despedida, a apresentadora comentou: “O não despedir-se já é chamar o foco para si.”

Adriano Silva Martins classificou a reação como “uma birra” e acrescentou: “Há uma constante necessidade do Cristiano Ronaldo em gerir mal as expectativas e em colocar o foco sobre ele. A seleção não é só ele, embora ele seja uma pessoa importantíssima.”

Cláudio Ramos, que disse basear-se em informações da imprensa internacional, também manifestou discordância: “O facto dele não se despedir, de ir para o campo durante o treino falar ao telemóvel para ser o centro das atenções, não treinar dois dias… os outros estavam a treinar, ele estava lá no telemóvel (…). Cria situações para ser falado e abafar o resto que está a acontecer. Isso é uma coisa errada e aí não compactuo.”

- Publicidade -

Destaques

Marcos Bastinhas após Elvas: «O público foi quem me fez voltar»

Marcos Bastinhas após Elvas: «O público foi quem me...

Rui Fernandes após Elvas: «É uma terra que me diz muito»

Rui Fernandes após Elvas: «É uma terra que me...

João Salgueiro após Elvas: «Se calhar foi o melhor ferro desta temporada»

João Salgueiro após Elvas: «Se calhar foi o melhor...

Corrida de touros com lotação esgotada em Elvas numa noite em que Pablo Neruda teria sido feliz

Corrida de touros com lotação esgotada em Elvas numa...
- Publicidade -

Reportagens

- Publicidade -

Artigos relacionados