Autor dos cartazes de apoio a Ronaldo em Lisboa explica críticas a Jorge Jesus feitas em público.
Fernando Maia assumiu a autoria dos cartazes que apareceram em Lisboa com uma mensagem de apoio a Cristiano Ronaldo e críticas a Jorge Jesus. O empresário, proprietário de uma empresa de outdoors, afirmou ao Observador que decidiu agir a título pessoal e que não conhece o jogador.
Os cartazes agradecem o contributo de Ronaldo para o país e contestam a forma como o selecionador geriu a situação que antecedeu a saída do capitão do estágio.
“Obrigado Cristiano Ronaldo por tudo o que fizeste por Portugal, serás sempre o nosso capitão. Jorge Jesus não esteve à altura: falta de sensibilidade na gestão do ativo CR7, tratar de forma errada um capitão, ego inflamado”, lê-se na mensagem.
“Sou eu que estou a colocar os cartazes”
Em declarações ao Observador, Fernando Maia afastou uma ligação da iniciativa à sua empresa.
“Eu coloco estes cartazes em nome individual e não tem a ver com empresa nenhuma. Sou eu que estou a colocar os cartazes em nome individual”, esclareceu.
O autor afirmou ainda que não conhece Cristiano Ronaldo nem qualquer outro jogador da Seleção Nacional. A ação, explicou, resulta da sua opinião sobre o episódio e do reconhecimento que entende ser devido ao futebolista.
Quanto a Jorge Jesus, considerou que “não soube estar à altura desta situação”.
Gratidão é a justificação apresentada
Apesar do teor crítico dos cartazes, Fernando Maia garantiu que não pretende agravar a polémica.
“Este cartaz não pretende incendiar ninguém, não pretende criar mais polémica. Eu tenho uma coisa que se chama gratidão e não descartar as pessoas que foram úteis e que são úteis a Portugal”, afirmou.
O empresário destacou depois a projeção internacional do jogador: “Em qualquer parte do mundo, quando chega e diz que é de Portugal, 99% das pessoas só ouvem o nome Cristiano Ronaldo. Acho que esta gratidão obrigava, pelo menos, a Ronaldo a sair bem da Federação.”
Ronaldo abandonou o estágio em Copenhaga na quarta-feira, 30 de setembro. Na mensagem em que confirmou a decisão, prometeu explicar posteriormente as razões da saída e desejou boa sorte aos companheiros. Não anunciou, nessa comunicação, uma despedida definitiva da Seleção.
