Paula Teixeira anuncia funeral da mãe após uma semana de espera pela libertação do corpo

Paula Teixeira anuncia funeral da mãe após uma semana de espera pela libertação do corpo, destacou nas redes sociais.

O funeral de Filomena Teixeira, mãe de Paula Teixeira, realiza-se esta sexta-feira, 9 de outubro, no crematório de Camarate. A informação foi divulgada pela filha depois de vários dias de apelos públicos devido à demora na libertação do corpo.

Filomena Teixeira morreu a 1 de outubro. Na quinta-feira, dia 8, Paula anunciou nas redes sociais que a família poderia finalmente avançar com as cerimónias fúnebres.

“Finalmente vão libertar a minha mãe… Velório a partir das 17h00 na igreja do Sobralinho. Funeral amanhã [sexta-feira] no crematório de Camarate. Para quem quiser despedir-se dela”, escreveu.

“É prolongar uma dor que já é tão grande”

A espera tinha levado Paula Teixeira a manifestar-se publicamente no dia 5 de outubro. Nessa altura, relatou que a família tinha recebido a indicação de que só na terça-feira poderia despedir-se da mãe.

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“A minha mãe partiu na quinta-feira. E, no meio de greves, fins de semana, feriados e burocracias, dizem-nos que só terça-feira, se tudo correr bem, poderemos finalmente despedir-nos dela. É tão difícil aceitar que, depois de uma vida inteira, até a despedida tenha de esperar. É prolongar uma dor que já é tão grande”, desabafou.

A previsão não se concretizou e, na quarta-feira, Paula voltou às redes sociais para denunciar a situação.

“A minha mãe faleceu no dia 1 de outubro. Hoje é dia 7. Já passaram sete dias e a minha mãe continua no Instituto de Medicina Legal de Vila Franca de Xira. Sete dias em que, além da dor de perder a nossa mãe, não nos permitem sequer fazer o nosso luto, despedirmo-nos dela e dar-lhe a paz e a dignidade que merece”, afirmou.

Paula Teixeira pediu respeito pelas famílias em luto

Na mesma publicação, Paula descreveu as dificuldades que a família estava a enfrentar e questionou a necessidade de recorrer a contactos pessoais para resolver o processo.

“E o mais difícil de aceitar é saber que só perante ameaças e através de conhecimentos é que, provavelmente, vamos conseguir ter a minha mãe hoje. É triste. Muito triste. Num momento em que uma família está destruída pela perda, ter de recorrer a conhecimentos para conseguir simplesmente despedir-se de quem ama é algo que não deveria acontecer. E fica a pergunta: se não tivéssemos esses conhecimentos, quanto tempo mais teríamos de esperar? Eu sei que estas situações acontecem muitas vezes. Mas não deviam acontecer. As famílias merecem respeito. Merecem humanidade. Merecem poder viver o seu luto com dignidade”, sublinhou.

O anúncio das cerimónias chegou no dia seguinte, uma semana depois da morte de Filomena Teixeira.

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