Morreu Jorge Duarte. Rodrigo Guedes de Carvalho despede-se: “Odiei o teu sofrimento”

Morreu Jorge Duarte, antigo repórter de imagem da SIC, aos 66 anos. A estação recordou o profissional no ‘Primeiro Jornal’ desta quinta-feira, 29 de outubro. Rodrigo Guedes de Carvalho dedicou-lhe uma despedida marcada pela história que partilharam e pela dor de outra perda: a da mãe.

SIC presta homenagem ao antigo repórter de imagem

Jorge Duarte morreu esta semana, deixando um percurso ligado aos primeiros anos da estação de Paço de Arcos. Antes de trabalhar atrás das câmaras, chegou a ponderar uma carreira no futebol. Passou pela telescola antes de ingressar na SIC.

Ao longo da vida, enfrentou vários problemas graves de saúde, incluindo um enfarte, um AVC, um melanoma e um cancro do pulmão.

A redação da SIC prestou-lhe homenagem no informativo da hora de almoço, recuperando a memória do colega e momentos do seu percurso.

Esteve sequestrado durante 22 dias no Irão

Um dos episódios mais difíceis da sua vida aconteceu em 1999, durante a expedição Lisboa-Macau. Jorge Duarte, então com 39 anos, foi sequestrado por narcotraficantes no Irão, juntamente com Ricardo Andreia e João Mendes Pinto.

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Os três portugueses estiveram desaparecidos durante 22 dias. A libertação foi noticiada pela televisão local e o regresso a Lisboa ficou marcado por uma receção de celebração, depois de semanas de angústia.

Em 2023, Jorge Duarte recordou essa experiência numa entrevista a Júlia Pinheiro.

Rodrigo Guedes de Carvalho recorda companheiro dos primeiros anos da SIC

A morte do antigo colega levou Rodrigo Guedes de Carvalho a publicar uma mensagem pessoal. O jornalista recebeu a notícia no dia em que assinalava quatro anos sobre a morte da mãe.

Na despedida, evocou a cumplicidade dos primeiros tempos da SIC, o sofrimento de Jorge Duarte e o orgulho de terem trabalhado juntos:

“Hoje andei sonâmbulo porque passam 4 anos da morte da minha mãe e eu não sei, ainda não sei, ainda não sei como fazer quando chamar por ela já não adianta. E aparece-me isto. Meu querido Jorge, companheiro de tanto, veia e artéria da SIC inicial, sonhadora e arriscada. Gosto tanto de ti, e do que representas do que fomos, essa história irrepetivel, meu bravo. Odiei o teu sofrimento. Tenho orgulho de te ter tido. Abraço-te com muita força para a viagem, e peço-te que leves o meu beijo impossível para junto da minha mãe.”

Veja a publicação AQUI.

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