Ricardo Martins Pereira revela emoção dos filhos no casamento: “O Mateus e o Henrique desabaram a chorar”

Ricardo Martins Pereira revelou que dois dos filhos choraram durante o casamento com Sara, num momento que só descobriu ao ver o vídeo da cerimónia. Em várias publicações no Instagram, o autor de «O Arrumadinho» mostrou a celebração com 36 pessoas e recordou a infância marcada pela falta de estabilidade.

O relato da entrada da noiva foi um dos momentos mais pessoais das partilhas, nas quais explicou o papel dos filhos nos preparativos e na cerimónia.

“Na cerimónia, estava lá à frente, focado nas minhas emoções e pensamentos, e nem reparei que quando a Sara entrou o Mateus e o Henrique desabaram a chorar. Foi um momento maravilhoso que só consegui ver em vídeo”, contou.

A emoção prolongou-se até ao final do dia, com uma mensagem do filho mais velho.

“Quando me ia deitar, recebi também do Henrique a mensagem mais bonita que ele já me enviou e aquelas palavras que qualquer pai gosta de ouvir. Foi maravilhoso sentir naquele dia o amor tão forte entre todos nós”, escreveu.

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Benedita ensaiou a entrada com o irmão bebé

Segundo Ricardo Martins Pereira, Benedita era quem demonstrava maior entusiasmo com os preparativos, sobretudo com a responsabilidade de levar as alianças ao lado de Manuel.

“Há muito tempo que a mais entusiasmada de todos com o casamento era a Benedita. Adora o tema, falar do vestido com a Sara, da roupa que ia levar e, sobretudo, do seu papel importante como menina das alianças, a par do Manuel”, revelou.

Na véspera, houve tempo para ensaiar: “Fomos os quatro para um jardim treinar a entrada, com ela a empurrar o carrinho de madeira com o bebé lá dentro. Prova superada.”

No dia do casamento, Ricardo foi buscar Mateus e Benedita à escola à hora de almoço. Os três almoçaram juntos antes de seguirem para o hotel, onde cada um se preparou para a cerimónia.

“A Benedita foi vestir-se e maquilhar-se para o quarto da noiva – toda contente – o Mateus foi para o meu quarto para nos vestirmos os dois. Ele queria muito levar uma gravata igual à minha e tratei de lhe arranjar isso, fiz-lhe o nó e sentiu-se um homenzinho”, recordou.

Henrique, que já vive sozinho, juntou-se à família mais perto da hora. Manuel ficou no quarto da mãe, acompanhado pela avó.

Uma celebração com 36 pessoas em Lisboa

Noutra publicação, Ricardo Martins Pereira explicou que encontrou em Sara a mesma ideia sobre o casamento que ambos desejavam.

“Primeiro, nós. Quando começámos a pensar no casamento, e a discutir como gostávamos que fosse, encontrámos muita sintonia. Queríamos ter connosco a nossa família direta – pais, filhos, irmãos – e aqueles amigos que nos acompanham desde sempre ou de forma diária nas nossas vidas. No máximo, queríamos ter 40 pessoas, acabámos por ser 36, perfeito”, contou.

O casal afastou várias opções habitualmente associadas a estas celebrações.

“Também não queríamos uma quinta clássica de casamentos, nem casar ao sábado, nem igreja, nem a senhora da conservatória a falar na cerimónia, nem apita o comboio, nem fogo de artifício, nem um bolo tradicional”, explicou.

A escolha recaiu sobre o Palácio do Governador, em Lisboa, cidade onde se conheceram e vivem.

“Queríamos casar em Lisboa, a cidade onde nos conhecemos e onde vivemos, num hotel bonito, que nos permitisse ter privacidade, sem ser uma sala de reuniões no -2. Queríamos poder fazer a cerimónia no exterior, o cocktail e o jantar no interior, mas sem sair do mesmo sítio”, escreveu.

Sobre o espaço escolhido, acrescentou: “Optámos pelo Palácio do Governador, que tem tudo isto. O exterior é lindo, a varanda perfeita para o cocktail com vista para a Torre de Belém e para o Tejo, a sala clássica e cheia de portugalidade, como gostamos. E correu tudo na perfeição.”

“Senti-me um rei”

Para o fato, Ricardo Martins Pereira também tinha uma ideia definida, que concretizou com Paulo Battista.

“Eu também não queria um fato ‘de noivo’. Queria um fato clássico azul escuro, colete cinza ou marfim, gravata azul escura. Fiz o fato à medida com o Paulo Battista, que, como me conhece, em 5 minutos escolheu as cores e materiais perfeitos. Senti-me um rei”, afirmou.

O balanço centrou-se na presença das pessoas mais próximas: “Foi sobretudo um dia de amor e celebração da nossa relação ao lado das pessoas mais importantes para nós e que estão ligadas à história de cada um de nós.”

Deixou ainda um agradecimento a Miriam, da Made by Mi Weddings, responsável pela organização.

“Uma coisa eu sei: se tudo correu maravilhosamente, foi muito graças à Miriam da @madebymiweddings, a nossa wedding planner que pensou e agilizou uma série de micro-decisões que tanto desgastam os noivos. A ela, o nosso ❤️.”

Ricardo Martins Pereira recorda infância sem raízes

A celebração levou também Ricardo Martins Pereira a refletir sobre a própria história familiar e a importância de construir um ambiente de estabilidade.

“Nasci e cresci grande parte da minha vida em famílias desestruturadas. Os meus pais separaram-se quando tinha 4 anos, fui separado da minha irmã mais velha e fui viver com o meu pai até aos 10. Até aos 12, mudei de escola 7 vezes, de cidade 7 vezes, nunca consegui guardar um amigo de infância, não ganhei raízes a nada”, relatou.

Na mesma publicação, recordou episódios desse período e aquilo que sente ter-lhe faltado.

“Conheci dezenas de mulheres e namoradas do meu pai, dormi noites sem fim nos bancos de bares de jornalistas, e nunca soube bem onde era a minha cidade. Tenho memórias boas, claro, outras péssimas, mas hoje, olhando para trás, sinto que o que não tive bem foi a estabilidade e a paz de que uma criança precisa”, escreveu.

Essa segurança chegou mais tarde, quando passou a viver com os avós maternos.

“Encontrei muito isso quando aos 13 anos fui viver com os meus avós maternos, em Setúbal, numa altura em que a minha mãe e o meu padrasto procuravam também eles construir a melhor vida para todos, criando condições para que nada nos faltasse”, explicou.

Já adulto, procurou oferecer à família aquilo de que sentira falta.

“Quando cresci, procurei ter o que não consegui antes: criar a minha família, o meu núcleo, dar aos meus a paz que não tive. Não consegui. Mas nunca parei de a procurar. E acreditei sempre que, mesmo que de forma imperfeita, ou não tradicional, o iria conseguir”, afirmou.

A memória dos avós e o relógio para deixar a Manuel

No casamento, Ricardo Martins Pereira teve consigo os familiares mais próximos, mas sentiu a ausência dos avós maternos.

“Neste dia, os meus de sempre, pais, filhos, irmãos, tia, os que mais me importam, os que não me faltam nunca, estiveram lá. Infelizmente já não pude ter os meus avós maternos, mas naquele dia pensei muito neles e no que representaram na minha vida. Foram e são pilares fortes da minha existência e personalidade”, partilhou.

A memória do avô esteve presente através de um relógio que usou antes da cerimónia. Depois, colocou o que Sara lhe ofereceu, ao qual pretende dar uma história para transmitir ao filho Manuel.

“O meu avô esteve comigo até subir ao altar, porque usei o relógio dele até à cerimónia e só não o usei porque a Sara me ofereceu um novo, a que eu quis dar uma história, e que espero deixar de herança ao Manuel, como uma parte da história dos pais”, explicou.

“Foi um dia bonito e feliz, por mim, para mim, e por eles, e para eles”, concluiu.

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