Francisco Monteiro falou em percentagens de uma votação que disputou com Catarina Miranda e foi imediatamente questionado sobre a origem da informação. O confronto aconteceu numa dinâmica do «Big Brother All Stars», esta segunda-feira, 2 de novembro, e incluiu acusações sobre a entrega de ambos ao jogo.
Catarina começou por criticar a insatisfação que identifica no colega e a frequência com que o ouve falar em desistência.
“Vou falar aqui mais ao meu amigo Francisco Monteiro. Acho que ele tem uma sorte tremenda em ser chamado para o programa e não tem juízo nenhum em saber aproveitar a oportunidade. Foi o jogador do ‘All Stars’ que eu vi atirar a toalha ao chão mais vezes. Já o vi atirar a toalha ao chão mais vezes do que o vi fazer jogadas aqui no jogo. Está sempre insatisfeito com tudo.”
A concorrente recordou que já foi sua apoiante, mas afirmou não gostar de o ver abordar a participação dessa forma.
“Portanto, eu acho que é uma sorte tremenda que ele tem. Juízo não tem nenhum. Atira sempre a toalha ao chão. Eu, como telespetadora, e já que eu sei que não tem problemas nenhuns, que já fui apoiante dele, não gosto de ver os concorrentes estarem aqui e depois irem para um apelo a atirarem a toalha ao chão. No discurso dele, claramente, atira a toalha ao chão.”
Catarina contrapôs essa postura às queixas do colega sobre a distribuição de oportunidades.
“E depois queixa-se nas dinâmicas que já tivemos: ‘Porque a mim nunca me dão nada, não tenho sorte, entre aspas, de vir aqui a lado nenhum’. Ele parece estar aqui a fazer um frete, isto é uma seca, as pessoas que estão aqui são desinteressantes. Bem, eu acho que deviam dar a vez a outros, para ser sincera.”
“Tive quase o dobro da percentagem que ela teve”
Na resposta, Francisco rejeitou a ideia de estar derrotado e recorreu a números de uma votação.
“Agora vejam bem. A expressão que a Catarina fala aqui é mandar a toalha ao chão. Mandar a toalha ao chão é alguém que está derrotado. E agora vamos a um ponto. Eu, quando fui nomeado com a Catarina, tive quase o dobro da percentagem que ela teve. Para vocês terem consciência daquilo que esta rapariga está aqui a dizer.”
Catarina perguntou: “Como é que tu tiveste acesso a essa informação?” A concorrente insistiu, dizendo “Eu não acredito” e questionando “Como é que tu tens a ideia?”.
Francisco não esclareceu a origem dos dados e pediu para continuar a intervenção.
“Não vais interromper, paciência! Pá, trepa às paredes se quiseres. A única coisa que eu quero dizer aqui é que quando dizem que é para mandar a toalha ao chão, não é mandar a toalha ao chão. Aqui o que acontece é que eu vinha a pensar que o programa ia ser de uma maneira e acabou por ser de outra. E eu não me identifico com o que aqui acontece.”
Francisco acusa Catarina de fazer “teatro”
O concorrente comparou a experiência atual com participações anteriores.
“Eu participei num reality show, não vou contar o segundo em que estive porque nem sequer acabei por entrar na dinâmica chave, já estava com a cabeça em Nárnia. Eu estive num reality show em que, acontecendo menos ou mais, as coisas que aconteciam eram reais.”
Ao justificar o desagrado, dirigiu críticas a Catarina.
“Eu venho parar aqui e vejo um teatro feito a toda a hora pela Catarina. É todos os dias uma novela diferente. Uns dias tem uns amigos, nos outros esses amigos já são inimigos, roda. Eu olho à minha volta e não consigo encaixar aqui. Isto não é mandar a toalha ao chão, eu principalmente não me consigo identificar com isto.”
Francisco distinguiu depois a relação com o público da satisfação com a dinâmica da casa.
“A minha sorte, sim, e foi o que eu disse ali naquela dinâmica e volto a repetir, é que realmente há algum público, uma fatia de público, das duas uma, ou são muitos ou então são poucos mas muito bons, que se identificam comigo. Eu tenho essa sorte, sim, e obviamente vou ali e agradeço por esse facto.”
“Agora, se me perguntarem se eu estou a gostar da dinâmica do programa, não estou. Acho que é geral. Há aqui muita coisa que não me faz sentido, não é a forma como eu vejo reality shows. Portanto, eu acho que mandar a toalha ao chão não tem nada a ver com o que aqui se passa.”
“Tenho um dedo que adivinha”
Catarina voltou à questão dos resultados, referindo uma percentagem concreta.
“Sabes porquê? Porque neste reality show são poucas as pessoas que estão aqui dentro que estão dispostas a dar-te o prémio final e a levar-te ao colo até lá. O resto está aqui a lutar pelo prémio. Agora eu gostava de saber, acho que é do interesse de todos os que estamos aqui na casa, que estamos todos a jogar, como é que tu tens essa informação que foste tu a pessoa que teve os 42%?”
“Tenho um dedo que adivinha”, respondeu Francisco.
A colega contestou a interpretação dos números: “Tens? É que eu posso dizer-te uma coisa. Eu acho que não foste tu que tiveste. E acho que esse vai ser o teu maior desgosto quando chegares ao final.”
Francisco retorquiu: “É isso que tu não estás a compreender, Catarina.”
A concorrente insistiu que os resultados não alterariam a sua avaliação.
“Tu podias ter 200% de votação e eu ter 2%. Porque a minha ideia não muda. Tu tens de saber uma coisa: eu, ao contrário de ti, as pessoas quando estão perto de mim é porque se calhar veem alguma coisa de bom em mim. As pessoas estão perto de ti e tu ainda não percebeste, e acho que nunca vais entender, que as pessoas não estão perto de ti por causa da pessoa que tu és, estão perto porque tu és o Francisco Monteiro, entendes?”
Catarina promete disputar o prémio “até ao último minuto”
“Quem é que é o Francisco Monteiro? É que eu acho uma piada”, reagiu o concorrente, enquanto Catarina o descreveu como “o ídolo” e garantiu que não lhe facilitaria a vitória.
“Ainda não acabei. Tu sabes, e já falámos sobre isso várias vezes. Nunca cá dentro eu jamais te estou a entregar o prémio de bandeja. Vou lutar até ao fim, até ao último minuto. As situações fecharam, encerraram. Eu estou aqui até ao último minuto para ganhar o prémio. Até te podem dar o prémio, até podemos estar aqui todos a trabalhar para ti, como tu queiras dizer. Eu não estou.”
Francisco queixou-se das interrupções: “Desculpa, isto é sobre mim. Ainda não acabaste? É a terceira vez que eu vou começar a falar e ela fala por cima de mim, meu.”
Catarina acrescentou: “Tu és o jogador que mais colinho levou em todos os reality shows, até já meteram aqui concorrentes! Qual é a dúvida? É revoltante!”
Quando retomou a palavra, Francisco acusou-a de contradição.
“É a quarta vez, posso agora? Tu és de todos nós a concorrente que mais me desvaloriza. Depois chegas ali a dinâmicas e dizes que queres muito ir à final comigo porque achas que eu sou um grande concorrente e não sei o quê. Todos os dias dizes que eu só durmo, que eu tenho colinho, tudo e mais alguma coisa. Depois dizes que eles me estão a dar o prémio de bandeja, mas eu já atirei a toalha ao chão. Pá, tu não mandas uma para a caixa. Tu dizes tudo e o seu contrário.”
Catarina deu a discussão por terminada: “Já está tudo, Jéssica. Obrigada. Francisco, desculpa, eu já estou sem energia.”
Francisco ainda respondeu: “É normal, Catarina, porque tu não consegues estabelecer um raciocínio ao contrário do que a Jéssica diz. Tu a única coisa que sabes falar é de problemas passados, de coisas que aconteceram há 30 anos atrás. Tudo aqui dentro, tu não consegues estabelecer um raciocínio.”
A troca de argumentos terminou sem Francisco esclarecer como chegou às percentagens mencionadas. A conversa não permite atribuir essa informação a um concorrente específico.
