«Big Brother All Stars»: Susana critica Francisco e defende o jogo de Catarina e Miguel

Susana critica Francisco Monteiro por recuperar a ajuda que prestou a Catarina Miranda fora da casa e discorda de Alexandra Ferreira sobre a estratégia dos concorrentes. No «Diário» do «Big Brother All Stars» desta segunda-feira, 2 de novembro, a discussão estendeu-se à relação entre Catarina e Miguel Vicente e à forma mais discreta de Luís Gonçalves jogar.

Alexandra começou por responsabilizar Catarina pelo afastamento de Francisco, considerando que a concorrente escolhe as suas alianças em função da conveniência.

“A Catarina é muito perigosa. Ela, quando não leva água para o rio dela, ela faz tudo aquilo que puder para ter a pessoa de cerco. Ela só se alia às pessoas que ela vê que são convenientes para ela. Eu não gosto desta Catarina”, declarou.

Na sua interpretação, Francisco afastou-se por identificar um “comportamento contraditório” na colega.

“Deve ficar de biquinho calado”

Susana Dias Ramos apresentou uma leitura diferente e recordou a tristeza demonstrada por Catarina perante a perda dessa proximidade. A comentadora destacou uma frase de Francisco que considerou particularmente injusta.

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“Eu não gostei nada quando o Francisco disse: ‘burro, fui eu que te dei a mão’. Nós, quando damos a mão a alguém, não devemos deixar que a outra mão se mostre e que saiba que nós demos alguma coisa a alguém. Se o Francisco aqui fora decidiu ajudar alguém porque se identificou com a dor que ela tinha, deve ficar de biquinho calado em relação a essas coisas”, afirmou.

Para Susana, o conflito não pode ser separado da relação anterior ao programa: “Eles os dois levam coisas mal resolvidas daqui de fora. E eu não consigo perceber esta raiva toda, não consigo perceber porque é que as pessoas se desestruturaram assim.”

Alexandra sugeriu que os resultados das votações também podem influenciar a postura de Catarina: “Se calhar a Catarina via que ele é sempre salvo e (…) ela se calhar já ia entender o porquê.”

Susana contrapôs que a concorrente conhece a popularidade de Francisco e de Miguel Vicente, de quem já se assumiu admiradora, e também dispõe dos seus próprios apoiantes.

Catarina e Miguel: proximidade sem confiança?

A relação entre Catarina e Miguel trouxe outra divergência ao painel. Susana considerou que ambos sabem que não podem confiar inteiramente um no outro, mas encontram vantagens em manter uma proximidade variável.

“Eu acho que eles os dois têm a perfeita conclusão que o outro não é de confiança. Eles próprios não são de confiança e utilizam toda uma estratégia para disporem bem, terem uma proximidade, serem em alguns momentos aliados no jogo, outras vezes não, para criar dinâmicas, para criarem discussões, para criarem movimento”, analisou.

A comentadora resumiu essa leitura de forma provocadora: “Nenhum dos dois confia no outro. Eu acredito copiosamente que as duas falsianas sabem que a outra não presta.”

Apesar das críticas à confiança entre ambos, Susana admitiu gostar da dinâmica e destacou a “resiliência enorme por parte dos dois gramarem um com o outro sem se curtirem”.

Alexandra rejeitou essa valorização do cálculo e explicou que estava a gostar mais de outra fase do percurso de Catarina.

“A Catarina eu gosto mais, eu estava a gostar mais daquela Catarina, estava a apelar-lhe lá 100%, mas quando a verdade é para ser dita, eu digo que não tenho problema nenhum.”

A comentadora acrescentou que Miguel também é “mais aplaudido” quando revela um lado humano, em vez de se concentrar nas estratégias de confronto.

O exemplo de Luís divide as comentadoras

A discussão sobre autenticidade e estratégia levou o painel ao jogo de Luís Gonçalves. Alexandra valorizou a postura do concorrente, defendendo que o público reconhece qualidades que não dependem de conflitos ou esquemas de nomeações.

“As pessoas preferem a essência e o bom coração, e uma pessoa transparente e verdadeira (…) do que um jogador que faz estratégia, fala pelas costas e que faz 30 por uma linha para conseguir nomear fulano ou ciclano”, afirmou.

Susana discordou de usar a inocência atribuída a Luís como medida para avaliar todos os outros participantes.

“Se nós vamos passar o pano no jogador mais puro da casa, então nenhum destes presta”, contrapôs.

A comentadora identificou vários concorrentes que, na sua opinião, jogam de uma forma diferente sem que isso elimine a autenticidade do que fazem: “Eu não acho que nem a Catarina, nem o Francisco, nem o Miguel, nem a Sónia, ninguém ali é tão inocente na comparação como o Luís. Portanto, eu acho que eles estão a ser puros.”

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