Tânia Laranjo fala da filha nas cataratas do Iguaçu e partilha a mensagem bem-humorada que recebeu de Francisca, a quem chama Kika. No Facebook, a jornalista explicou por que incentiva a filha a viajar, sem esconder a preocupação enquanto espera pela confirmação de que chegou bem.
“A Kika está nas cataratas do Iguaçu e mandou-me um vídeo a dizer que a culpa é minha. Que nunca lhe disse que não. Não sei se isto é uma acusação ou um elogio, mas vou aceitar”, começou por escrever.
A publicação tornou-se uma reflexão sobre a aprendizagem que as viagens proporcionam e a liberdade que procura dar à filha.
“Gosto que a Kika tenha essa vontade”
Para Tânia Laranjo, conhecer outros lugares permite descobrir aquilo que os relatos de terceiros nem sempre conseguem transmitir.
“Sempre achei que viajar era das melhores maneiras de aprender. Há coisas que não se encontram nos livros, nem nas fotografias, nem nas histórias dos outros. É preciso ir lá, ver, ouvir, cheirar, andar até os pés pedirem misericórdia.”
A jornalista acrescentou: “E gosto que a Kika tenha essa vontade. Que queira conhecer o mundo e não se contente com a versão que lhe contam.”
Sobre a cumplicidade entre as duas, contou: “Temos esta coisa de nos provocarmos, de mandarmos recados e de ela me fazer chegar vídeos de sítios onde eu, naquele momento, só posso estar por pensamento.”
A liberdade da filha e a preocupação da mãe
Apesar de gostar de acompanhar à distância as descobertas de Francisca, Tânia reconheceu que continua a esperar pelas notícias da chegada.
“Eu gosto de a ver partir. Não quer dizer que não fique à espera da chamada quando aterra. Uma coisa é dar liberdade à filha, outra é achar normal passar horas sem saber se chegou.”
A jornalista relatou ainda uma pergunta que a filha terá colocado ao ChatGPT sobre o custo do passeio.
“Entretanto, a Kika, que é completamente viciada no ChatGPT, perguntou-lhe se o passeio era caro. A resposta foi que as experiências nunca são caras. Valem o preço que custam.”
Tânia encerrou a publicação mantendo o tom cúmplice: “Olha, desta vez concordo com a máquina. Quero que vá, que veja, que se perca um bocadinho e que depois me conte tudo. E que continue a culpar-me pelas boas ideias. As más, essas, já são responsabilidade dela.”
