
aBAND’onados: “O nosso projeto vem trazer rock”, referiu a novel banda portuguesa em entrevista ao Infocul.pt.
Nasceram na vila de Ceira, em Coimbra, e durante o período de confinamento, devido à COVID-19, decidiram criar um projecto musical. Resumidamente é esta a história de aBAND’onados.
Constituída por Ricardo Serra (voz e guitarra), Pedro Serra (guitarra e vozes), Pedro Amado (baixo) e Ricardo Basílio (bateria), esta banda promete trazer qualidade ao mercado musical português.
No segmento musical pop/rock, querem crescer, chegar a mais pessoas e dar a conhecer o seu trabalho. Um trabalho sem qualquer tipo de apoio, apenas com base no esforço, dedicação e resiliência destes jovens.
A banda concedeu uma entrevista ao Infocul, na qual aborda os seus objectivos, os temas já lançados e o que pretendem fazer.
A banda surgiu em período de confinamento. Antes do confinamento já tinham pensado em algum projecto ligado à música?
A verdade é que este projeto surge a partir do momento em que outros projetos, dos quais alguns de nós ainda fazem parte, ficaram congelados devido à pandemia. Foi o facto de pararmos e ficarmos sem espetáculos que nos levou a formar os “aBAND’onados”. Ao longo do confinamento fomos trabalhando os temas e agora o objetivo passa por mostrarmos o nosso trabalho ao vivo.
Este é o nosso primeiro projeto de temas originais e nunca tinha sido pensado antes do confinamento.
O nome “aBAND’onados” pode ser entendido também como um alerta, tendo em conta que os agentes culturais se sentiram abandonados durante o confinamento?
Sim. A escolha deste nome passou mesmo por aí. De certa forma quisemos homenagear todas as pessoas ligadas a qualquer tipo de arte pelos tempos difíceis que se viveram e que ainda se continuam a viver. Todos nos sentimos abandonados naquela fase.
Até ao momento, têm espectáculos em vista?
Por enquanto temos apenas um espetáculo agendado. Será a apresentação da banda ao público fazendo a abertura da Noite da Juventude no dia 7 de dezembro em Sobral de Ceira – Coimbra. Esperamos que surjam mais contactos e que o próximo ano seja bastante preenchido.
Como definem a vossa música?
Enquadra-se no registo pop/rock. Tentamos abordar vários temas com a nossa música sendo que o nosso single de maior sucesso é uma crítica.
‘Ao Metro’ é o vosso primeiro single. Qual a história deste tema?
Como referimos anteriormente, “Ao Metro” é o nosso single de maior sucesso até à data. A extinção dos serviços do Ramal da Lousã para dar lugar ao Metro Mondego causou vários protestos por parte da população, que se encontra até aos dias de hoje sem qualquer transporte público naquele troço. Nós queríamos ser a voz do povo e tentar mudar algo com a música. Foi neste sentido que nos juntamos para gravar o nosso primeiro single. Todo este processo, bem como a edição, mistura e masterização do tema foi feita pela banda, num pequeno estúdio caseiro, e a música fala precisamente sobre o que falámos acima – o Metro Mondego que teima em não chegar!
Quais as maiores dificuldades que têm encontrado para dar a conhecer o vosso trabalho?
Não tem sido fácil chegar a um público maior do que aquele que já temos. Este público são maioritariamente amigos, conhecidos, pessoas da nossa zona e pessoas que têm seguido os nossos projetos anteriores com bandas de covers. Por vezes surgem comentários de pessoas que não conhecemos e isso leva-nos a crer que estamos a crescer lentamente.
Somos uma banda independente, pelo menos para já, e isso também dificulta as coisas pois todo o trabalho de divulgação é todo feito por nós. Ainda assim, temos que reconhecer que a internet e as redes sociais são uma grande vantagem nos dias de hoje e é por aí que temos trabalhado.
Todos concordamos que quando os concertos começarem a surgir a banda irá ganhar mais fãs e seguidores.
Em termos de discografia, que novidades estão a preparar?
Podemos adiantar que o nosso quarto single está concluído e que tem como nome “Tu Só Vives Uma Vez”. É uma música que fala de aproveitar a vida pois só temos uma e passa a correr.
Ainda não podemos adiantar uma data de lançamento uma vez que estamos a trabalhar no videoclipe, mas se tudo correr bem daqui por umas semanas já vão poder ouvir este novo single.
O que pode o vosso projecto trazer de diferente ao muito povoado mercado musical português?
O nosso projeto vem trazer rock. Sabemos que cada vez surgem menos bandas neste registo e o que nós podemos prometer é que vamos sempre ser nós próprios fazendo aquilo que mais gostamos. Além disto tentamos sempre escrever canções com as quais a maioria do público depressa se identifique.
Além do ‘Ao Metro’, têm mais dois temas. Quais e qual a história de cada um deles?
“Este País” e “Mosquito na Teia” são os outros dois temas já lançados. O primeiro é uma crítica às políticas no nosso país. Apesar de já ter sido escrito há uns anos atrás, pela Sandra Assunção, é um tema que se mantêm atual nos dias de hoje.
O “Mosquito na Teia” fala sobre o confinamento vivido pelos portugueses. Uma vez que foi durante este período que a banda nasceu achámos que faria todo o sentido fazer uma música sobre este tema. Para a realização do videoclipe desta música tivemos a colaboração de várias entidades e o apoio da Câmara Municipal de Coimbra. Ao longo do vídeo passam várias imagens durante o período de confinamento nas grandes cidades do país.
Como é o vosso processo criativo? Começam pela letra ou pela melodia?
Até agora o método de trabalho tem sido sempre o mesmo. Na primeira fase escrevemos a letra, depois com a guitarra vamos compondo os acordes para a música e depois, todos juntos, fazemos os acréscimos e alterações necessárias. Não quer isto dizer que vá ser sempre assim ou que seja uma regra a seguir, mas até agora tem resultado muito bem.
Onde pode o público ter acesso ao vosso trabalho?
Para ter acesso ao nosso trabalho o público pode visitar o nosso site oficial (www.abandonadosbanda.com), canal de Youtube e Spotify. Para nos acompanharem e ficarem a par de todas as novidades sigam-nos no Facebook e no Instagram.

