Adelaide Ferreira sentiu-se traída pelo público português, após aborto da filha, referiu.

Adelaide Ferreira esteve à conversa com Júlia Pinheiro, na SIC, e abordou o afastamento da sua vida pública.
Falou do impacto negativo por parte da imprensa e do público, em 2013, quando a filha fez um aborto, aos 16 anos.
“Eu desconhecia tudo. Ela foi de férias. Eu disse: ‘Passas o nono ano e vais de férias. Deixo-te ir de férias ao Brasil’. Porque era a mãe do namorado dela que tinha convidado. Vais ficar lá um mês, dois meses. Depois, ela pediu para ficar mais um bocadinho, ficou e, um dia, em janeiro, recebo um telefonema às quatro, cinco da manhã de cá. Aleluia! Meu Deus, acho que nunca emagreci tão rápido”, referiu.
“Fui ao Brasil resolver as coisas e trazer a minha menina, como é evidente”, acrescentou.
“Quem é a mãe que não ajuda um filho quando ele precisa?”, questionou.
Em termos públicos, assume que “magoou-me porem em causa a minha dignidade, a minha capacidade enquanto ser humano de amar”.
“Ficou mágoa com o público português. Fiquei magoada, sim, e entendi que me devia retirar. Não me apetecia. Eu não sou feliz onde não sou feliz”, referiu.
“É dentro da minha cabeça que se gera a minha cura, é na minha capacidade de pensar positivo. Naquela altura, fui-me abaixo e deixei de querer alguma coisa com o meu público, porque eu existia por amor, existia porque, cada vez que estava a fazer uma coisa, estava a dar amor, estava a dar de mim”, continuou.
“Senti-me traída. É como se fosse um amor que me traiu”, destacou, referindo como “muito duro”, como se de “um desgosto de amor se tratasse”, esse período.
“Não nasci para ser figura pública”, rematou.

