Alexandra Lencastre fala sem filtros sobre envelhecimento e recorda momento em que quase morreu, em entrevista.
40 anos de carreira e reflexões sobre o tempo
Aos 60 anos, Alexandra Lencastre celebra quatro décadas de carreira, mas não esconde as inquietações ligadas à passagem do tempo. Em entrevista à Notícias Magazine, a atriz refletiu sobre envelhecimento, perdas físicas e até a proximidade da morte.
“Atormenta, e muito”, confessou, quando questionada sobre o peso dos anos. A artista recordou ainda ter estudado Filosofia na tentativa de encontrar respostas para as suas dúvidas existenciais.
O impacto do envelhecimento
Para Alexandra, a idade traz marcas que não se podem ignorar. “O que me atormenta é não conseguir controlar, não haver travão. E claro que está ligado também ao envelhecimento”, admitiu.
A atriz apontou como mais difícil a perda de faculdades cognitivas, mas também falou sobre os sinais físicos: “As rugas incomodam, sim, as veias mais salientes, as artroses nas mãos que já tenho. Tudo isto incomoda, porque são sinais do que interiormente o meu corpo já sofreu”, sublinhou.
O internamento por covid-19
Durante a pandemia, Alexandra enfrentou um dos momentos mais delicados da sua vida. Esteve internada um mês devido a complicações da covid-19 e admite que sentiu a morte por perto.
“Esse tempo foi um tempo infinito, porque até morrer era uma espera enorme. Para mim, era uma questão de vida ou de morte”, relembrou.
A proximidade da morte
Quando lhe perguntaram se chegou a sentir a morte, a resposta foi imediata. “Senti. Senti a debilidade física, a falta de oxigénio, a incapacidade de andar mais do que três ou quatro passos sem ter de parar e respirar. Tive de fazer tarefas em casa com outros ritmos, como se fosse uma pessoa mais velha. Demorei a recuperar, porque uma pessoa envelhece também de cabeça, fica presa à nova realidade”, partilhou.
Mudanças no corpo e saúde
Sem romantizar o envelhecimento, a atriz prefere falar de forma objetiva. “Por isso, quando as pessoas dizem que as rugas são sinais do que vivemos, claro que são, mas esta transformação nem sempre é agradável”, afirmou.
Alexandra revelou ainda alterações no corpo e nos hábitos de saúde: “Já engordei imenso, mas agora fiz uma dieta, orientada, fiz tudo muito certinho, análises para perceber onde estava o problema. Gosto muito de doces, e estava a ficar diabética, era uma das razões. Emagreci não só por uma questão estética, mas por saúde. Fiz também reposição hormonal, que não tinha feito quando surgiu a menopausa”, concluiu.

